Imagine pagar um preço absurdo por um produto que não lhe proporciona o prazer desse gasto. Esse é o caso das multas de trânsito, você paga entre 80 e 570 reais e não entende o porque disso. Nem você e nem ninguém, seria compreensível pagar o dinheiro que fosse se as ruas da nossa linda capital tivessem: pistas com concreto armado, sinalização moderna, serviço de socorro técnico, educação de trânsito na mídia, etc. Um erro no trânsito não tem preço e é grave, mas já que o governo coloca um, podia pensar no histórico desse erro, na educação que ele não proporcionou ou nas campanhas que ele não fez. Mas pense bem, dinheiro nunca é demais quando o produto lhe oferece prazer, o cliente está satisfeito e pronto, se isso não fosse verdade não existiria marcas como Ferrari ou Louis Vuitton. Talvez algum espertinho comente que multa é multa e não tem a ver com prestação de serviços, tudo bem; mas as multas ultrapassam a quantia possível que uma família de classe média pode pagar. Prá você que lê esse artigo esse dado pode ser exagerado, mas a realidade no nosso país é pior que essa. Nossas multas são também um reflexo do nosso país, nos oferecem todo dia um serviço de merda e nos cobram muito por ele, afinal o Brasil está entre os dez países com o maior imposto de renda do mundo. E me respondam, cadê: escolas públicas de qualidade, universidade para todos, hospitais, ajuda financeira para população carente, etc? É idiota pensar que “não adianta discutir isso”, adianta sim, questionar sozinho é como jogar uma pedra num enorme lago, formam pequenas ondam que com o tempo atingem todo o lago. Acredite na sua opinião contrária, mude alguma coisa, faça você mesmo, a sua atitude vale sim e muito mais do que você possa imaginar. Não aceite pagar por um serviço mal feito, e page o dobro por um que vale a pena, aprenda a valorizar o que é bom e chutar o que é ruim.
Roberto Pantoja (Demorô)
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