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Violência

August 8, 2003 by admin  
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Jovem de 21 anos estrangula namorada porque ela se recusa a sair prá balada com ele! Você deve ter lido isso em algum lugar, essa história trágica é veridica e aconteceu em Brasília, mas precisamente no Núcleo Bandeirante. Triste né? O que vocês acham de trazermos essa idéia para o dia dia? Tipo se o seu namorado se recusar a ir no pagode estrangule ele, se ela não “tiver afim…” de acampar naquela rave situada na puta que pariu à direita estrangule ela, simples não? Os problemas deveriam ser resolvidos assim, se não gostou tiro na boca, se não quer faca no pescoço, não é mais fácil assim? Será que vira moda? Será que já não virou? A vida pode ser tão simples, tão fácil, vocês percebem isso? É uma pena que muitos pensam assim, como esses animais que brigam em troco de entreternimento barato, destruindo sonhos e personalidades. Afinal qual é a melhor solução de um problema? Talvez vocês ou eu podemos encontrar uma, a mais burra já encontrada se chama “Tolerância Zero”, julgar alguém por algo que você tem culpa e foi incompetente é o que esse programa faz, a tolerância tem que ser zero para a falta de respeito com a nossa vida, se tudo está como está é por falta de um Estado competente. Investir em segurança é como cortar um galho de uma árvore, rapidamente ele nasce de novo. É como se armar, sem dúvida a coisa mais estúpida que uma pessoa pode fazer, você pode se proteger, mas quem vai se proteger de você? Podemos e devemos culpar o governo, mas prá falar a verdade a culpa dessa crueldade é minha, é sua, é da sociedade; se você não tem nada na cabeça procure ajuda, se você tem ajude. Vivemos num mundo que banalizou a violência por que banalizou a cultura, por que banalizou suas notícias, um país sem formação é um país burro, é um país que estrangula seus habitantes. Coitado desse menino de 21 anos, é mais um que foi estrangulado pela sociedade, pelo sistema, se tornou um monstro, isso mesmo… se tornou. Até que provem o contrário todos nascemos lindos e felizes, e sem maldade. Façam a sua parte, eu acredito em vocês, vamos acabar com esse tipo de notícia. E com esse tipo de vida.

Roberto Pantoja (Demorô)

Anarquia

August 8, 2003 by admin  
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Ocorreu esses dias uma manifestação dos servidores públicos, e como havia de ser terminou em… piada, não dessa vez terminou em baixaria e quebradeira. Tentaram invadir o congresso, tentativa fracassada, então resolveram atirar pedras nas vidraças do monumento público e acertaram várias, o que causou um prejuízo de mais de 20 mil reais aos cofres públicos. Isso deveria ser uma atitude vergonhosa e todos nós deveriamos nos culpar por isso, pelo menos é isso que vocês esperavam que eu escrevesse, mas não é o que penso. Achei o máximo o acontecimento, e acho mais, demoraram muito prá atirar pedras no congresso. Sei que vocês acham que eu não passo de um anarquistazinho de merda, pois eu que acho que vocês não passam de um bando de inúteis sem atitude, que acreditam na reforma de previdência, no Lula, e em duendes. Vocês são tão passados que realmente acreditam que se a Previdência Social continuar assim o país vai quebrar, acreditam todos os dias que se você ocupa algum lugar de destaque é por que merece isso. É melhor mudar seu pensamento, um país justo da oportunidades para todos, pois todos merecem posição de destaque. Passou da hora de respeitar quem não nos respeita, não nos oferecem nada, mas pagamos horrores de impostos diariamente, mas ninguém vê onde é gasto. E por que concordar com isso? Então por que não fazer alguma coisa? Jogar pedra no congresso não adianta? Então o que adianta? Agredir pessoas realmente não adianta, mas causar um caos não é de todo mal, é melhor uma guerra civil do que esse estado de paralizia mental em que estamos. É melhor uma atitude impensada, é melhor assustar um pouco o Estado, prá ele aprender que não é bem assim, que de otários só temos a nossa vida e a cara. Afinal falta: respeito, educação, saúde e segurança para todos; era para ser o mínimo, mas vocês sabem que não é. Da próxima vez que jogarem um pedra no congresso, não sintam vergonha, sintam orgulho.

 

 

Roberto Pantoja (Demorô)

Desigualdade

August 8, 2003 by admin  
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Desigualdade

 

A falta de perplexidade

Das pessoas me faz chorar

O dia passando me faz lembrar

A noite clareando me faz pensar 

 

O que será de todos se o mundo

Não mudar para melhor

Se a fome come os destroços

E o nome é desigualdade 

Que a verdade se opunha

À frente da minha mente

Não deixe corromper

Muito menos me fazer

Resto do mundo capitalista

Que não posso sair

Quero lhe pedir:

Tire-nos dessa lista

De nomes falsos

De ideologias imaginárias

Do consumismo barato

É nosso país

Que amo e idolatro

 

As terras de poucos

As mãos calejadas de muitos

Fazem do nosso Brasil

Um ar senil

De lepra e desgosto

Que é o asilo proposto

 

Trabalho

 

 

Os três poderes

Tornaram-se três prazeres

Formando a baderna

Da história mais moderna

Uma social monarquia

Um mundo que não poderia

Existir em prática

E a minha temática

Cada vez mais anti-ética

Usando da minha poética

Tentando socializar uma parcial

Forma totalmente patética

A filosofia capitalista

Que aumenta o lucro

De quem não precisa mais ter

E o povo não deseja ver

A minoria ganhando o mundo

De mão beijada

E a maioria

De mão calejada

Lutando por um espaço

No cansaço

Do trabalho

Mal pago

 

 

Daniel Gurgel

EUROuba a cena

August 8, 2003 by admin  
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E então,

será que trocarão as maletas de dólares dos filmes policias de Hollywood

por maletas de EURO?

Será outra a referência? Ou disso não precisaremos?

Moedas referenciais…

 

Felizes dos países contra guerras, pacificadores, pacíficos.

Que uma nova referência, no mesmo ciclo não caia

E por do valor banalização,

Não se iniciem batalhas.

Olhos do mundo financeiro

Do sangue derramado pouco vêem

E a fome que assola, só agora

Muita gente pôde ver!

 

Andrei Almeida

A Morte Da Tartaruga Athanagildo

August 8, 2003 by admin  
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Tinha 13 anos e duas tartatugas. Maria Ilda e Athanagildo viviam em um aquário com aproximadamente 37 cm de profundidade e 60 de largura; muito conforto em meio a pedrinhas coloridas, plantinhas artificiais e uma criadora q os instruía muito bem. 

A ração, Aquavitarium Tartaruca, era controlada atravéz de sistêmicos horários; e a saúde dos bichinhos devidamente submetidas à visitas periódicas ao veterinário. Com todo esse cuidado amorozo e obcecado, Clara, de tanto se dedicar a Maria Ilda e seu parceiro Athanagildo, acabou por comprometer a vida deles. Ela, como uma boa pré-adolescente recém aflorada, se preocupava tanto, q um dia esqueceu de se preocupar! Maria Ilda, uma tartaruga quelônia delicadinha como todas as meninas, foi a primeira a falecer. Coitada! Maria Ilda passara fome, e não conseguiu manter a tão respeitosa saúde com aquele aquário que Clara deixou de limpar. Athanagildo, um quelônio forte, rei do aquário, a princípio não deixou-se abater. Fez de tudo para chamar a atenção de Clara, que mal percebeu que Maria Ilda se recolhera em seu caixo para uma “outra vida”… E lembrava desapontado, daquela que um dia lavou aquele aquário como se fosse seu próprio banho. 

Com toda essa tristeza que o corroia por dentro, Athanagildo foi ficando descrente da vida, não se alimentava mais, e não nadava como antes. 

A cada dia, Clara crescia, e passava a ter outras prioridades em sua vida até tomar uma doloroza decisão. Ela não encontrava mais sentido naquele aquário apenas com o Athanagildo. O amava muito, de fato. Mas entendia e sentia a tristeza que tomou conta do aquário e decidiu - matar Athanagildo!- 

No sábado, dia 14 de setembro, Clara acordou com a sua decisão crucial. Athanagildo, iludido, animou-se, achando que o aquário ia ser limpo naquela manhã, mas mal sabia que triste destino o esperava… 

Clara, pegou uma caixinha de fosforo, do tamanho suficiente para caber o forte Athanagildo, e o colocou lá dentro friamente. 

Athanagildo entendeu o que acontecia naquele momento. 

Com toda consideração e carinho, preparou toda solenidade para Athanagildo e o enterrou (dentro da caixinha de fósforo) na samambaia de sua mãe, que ficava na sala na posição em que o sol batia. 

“Tchau Athanagildo” - Foi a única coisa que Clara falou após enterra-lo naquela linda samambaia. 

Hoje Clara sofre de abatimento da consciencia, sofrimento agudo, inquietação, grande mau-estar psíquico e falta de tranquilidade. 

Ela matou um réptil da ordem dos quelônios, ovíparo. Mas não é só isso. Por tabela matou a samambaia, pteridófitas, cultivada como ornamental, e que ficou imprópria para o cultivo, por conta do enterro de Athanagildo. 

Clara Alice 

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