Desigualdade

 

A falta de perplexidade

Das pessoas me faz chorar

O dia passando me faz lembrar

A noite clareando me faz pensar 

 

O que será de todos se o mundo

Não mudar para melhor

Se a fome come os destroços

E o nome é desigualdade 

Que a verdade se opunha

À frente da minha mente

Não deixe corromper

Muito menos me fazer

Resto do mundo capitalista

Que não posso sair

Quero lhe pedir:

Tire-nos dessa lista

De nomes falsos

De ideologias imaginárias

Do consumismo barato

É nosso país

Que amo e idolatro

 

As terras de poucos

As mãos calejadas de muitos

Fazem do nosso Brasil

Um ar senil

De lepra e desgosto

Que é o asilo proposto

 

Trabalho

 

 

Os três poderes

Tornaram-se três prazeres

Formando a baderna

Da história mais moderna

Uma social monarquia

Um mundo que não poderia

Existir em prática

E a minha temática

Cada vez mais anti-ética

Usando da minha poética

Tentando socializar uma parcial

Forma totalmente patética

A filosofia capitalista

Que aumenta o lucro

De quem não precisa mais ter

E o povo não deseja ver

A minoria ganhando o mundo

De mão beijada

E a maioria

De mão calejada

Lutando por um espaço

No cansaço

Do trabalho

Mal pago

 

 

Daniel Gurgel