UMA CURVA NO MEU TEMPO

 

Dizem que sou solto.

Dizem, penso às avessas.

Falam, crio para dentro.

Que faço por fazer.

Sou isto!

O avesso às avessas.

Vejo o que vejo.

Piso o mundo firme aos meus pés.

 

1996

 

RIO AMAZONAS

 

Imensidão, coisa mais mais linda

Rio porto do mundo

Sua beleza me faz desandar

Guerreia espada Amazonas

Quem te deu foi Franscisco

A bravura de um mundo guiar

 

O índio amigo te cultivou, o seu peixe lhe fez jantar

Vindo subindo, o branco doutor não sabe a vida criar

 

Depois de uma serrana

O sol nos Andes Xingu

Deus deixou o verde cantar

Rio Amazonas

 

O sol so pôs no Juruá

O mundo despertou

Brasil salve o terreno luar

 

Tucano toca na selva

Melodia beleza animal

No espaço azul voar

 

Benefícios à parte, animal pensador,

Em terra de glória não se deve tocar.

Não mate o índio; deixe-o viver.

Terra do dono, esse sabe cuidar.

 

E muita vida pro passarinho.

Oh! Que dia mais lindo!

Não queime o que não se pode apagar.

 

1995 

Thiago Coêlho