O ser humano sempre nasce puro, a sociedade o transforma e o corrompe, mas acredito que apenas uma coisa é genética e universal: a preguiça! Ninguém nasce ladrão ou drogado, mas uma coisa todos nascem, preguiçosos. Quem não gosta de dormir? E de não fazer nada? Eu fui o primeiro a levantar a mão. Em qualquer parte do mundo a diversão vem em primeiro lugar, não por acaso a indústria do entreternimento é uma das mais rentáveis que existem, mas você deve estar indignado pensando: “peraí, eu trabalho 10 horas por dia e vem esse cara falar que gosto mesmo é de não fazer nada!”. Isso mesmo, os humanos só reagem a base de pressão, seja um filho que nasceu na hora errada, a falta de dinheiro, a fome, etc. Ou então naquele grande momento da vida, a hora que nos tornamos um adulto e a vida bate de frente: ou você trabalha ou vai ser mais um vagabundo! Podem ver, os maiores períodos de desenvolvimento da humanidade foram na hora do “vamô vê”, nas grandes desgraças, nas guerras mundiais, nas piores epidemias; quando a Terra evoluiu dezenas de anos em um. E mesmo nos momentos de desespero o homem ainda é capaz de correr, são os casos dos suicidas, depressivos e viciados. Quando desistimos da vida, e todos os dias nos deparamos com essas trágicas oportunidades, e isso é culpa da preguiça que nos faz ter medo de crescer e principalmente de tentar! Você não faz idéia das oportunidades que perdemos diariamente apenas porque não tentamos, como aquele emprego que bastaria pedir e você nunca o fez. Por isso a principal qualidade de uma pessoa é acreditar na outra e em si mesmo. Precisamos de pais que digam aos seus filhos que devem pular de cabeça na vida, que eles fazem melhor, e que não é preciso ter medo de viver. Afinal todos já nascemos com esse medo e os grandes vencedores são exatamente aqueles que o superaram. E apenas por isso não sou contra livros de auto-ajuda, não são apenas caça-níqueis de autores oportunistas, mas uma forma de incentivo, de fazer você acreditar em você. O que está escrito na maioria das vezes é besteira, mas passa uma sensação de vencer que vale mais do que qualquer dinheiro gasto. Meus conselhos são: nunca desista, acredite e incentive o sucesso dos outros, sempre que tiver uma chance elogie, e principalmente: nunca tenha medo da vida! Isso não é mais um texto barato de auto-ajuda, mas mais uma oportunidade de dizer que tem alguém que acredita em você! Monte seu negócio, procure seu emprego e abra sua cabeça.

 

Roberto Pantoja (Demorô)