O que é o amor? Talvez mais um ponto de interrogação da vida, mais um. Ás vezes acho que já amei demais. Tanto, que nem quero mais, dói tanto. Me tornei uma pedra ou então uma pessoa sensata e mais feliz. Prefiro ficar sozinho, tão sozinho que acabo precisando de alguém, alguém que fique do meu lado. Alguém que me ajude a catar todos os milhões de pedaços que meu coração foi largado, largado há um bom tempo, tempo em que eu me deixava levar, bons tempos. Ele está em tantos pedaços, o meu coração, que nem sei se saberei montar tudo de novo. É como um brinquedo que você desmonta e quando vai tentar consertar percebe que nunca será como antes. Me sinto assim, minha vida é assim, acho que nunca serei como antes. Nunca sentirei aquele estalo novamente, nunca mais encherei meus olhos de água ao sentir a sua presença, e nunca mais sentirei aquele frio na barriga que só os que amam podem sentir. De sortudo a azarão, a vida é mesmo injusta, nos faz tão feliz só prá perceber o quanto ser feliz pode nos deixar tão tristes, e pronto, agora só não somos felizes porque temos medo de sermos tristes. Tão confuso, mas tão simples prá quem sente isso, eu sinto. Será que sentirei tudo aquilo que nego, será que deixarei sentir? Me pergunto todos os dias, e simplesmente não abro a porta do meu coração por nada nesse mundo, prefiro trancá-la a sofrer de novo, e já percebi que não estou sozinho. Isso mesmo, existe um exército de mal amados como eu. E posso garantir, apesar de termos maturidade o suficiente prá saber que é melhor assim, todos temos aquela vontade de errar de novo. Afinal, qual seria a graça da vida sem essa vontade? Esquecer pode ser sim o melhor remédio, mas afinal a vida não é feita de memórias? Não nos tornamos pessoas melhores por termos mais experiências? É tão difícil escolher, queria tanto apagar tudo que foi ruim prá mim, mas só prá poder viver tudo de novo e lembrar o quanto é importante ficar sem você e como eu daria tudo prá te ter de novo. Você não é alguém, mas apenas o amor. Assistam ao filme “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”, é de partir o coração!
Roberto Pantoja (Demorô)