Basta andar de carro, abrir a janela, olhar para os lados, e observar. Pobres e mais pobres. Pobre no sentido literal, pobre de dignidade, de amor, de dinheiro, de tudo. Em cada sinal um problema, uma história, um fatalidade. E a culpa? Do Bush? Da globalização? Do Lula? Vai saber. Entramos num sistema que não existe espaço entre ricos e pobres. A classe média está morrendo. Mais pobres, e os mesmos ricos mais ricos. O culpado? O capitalismo? Coitado. Pensem, foi sim a melhor invenção humana. Absurdo? Não é. O ser humano é o problema, é um eterno chato, insatisfeito. Não adianta criar um mundo justo, é uma tarefa impossível. Nós não somos justos, como poderemos viver em um mundo assim? Alguns países tem uma vida aparentemente justa, mas é a custa da pobreza dos outros. Não existe equilíbrio, nunca vai existir, é ilusão. Utopia. O capitalismo é o único sistema que te da chance de ser você mesmo, uma ótima pessoa, ou um cretino. O capitalismo é feito de essência humana. Se quer ajudar ajude, se quer passar por cima, boa sorte. O número de pobres cresce o tempo todo e os ricos nunca estiveram tão ricos. Acredite, esse é o destino da humanidade. Fatalidade? Que seja. Cabe a você escolher entre o buraco e o alto da montanha. Como? Mude seus planos. Pois nesse “novo” mundo não tem espaço para eles. Segurança, trabalho, oito horas? Desiste.
Roberto Pantoja (Demorô)