Browsing Posts published in September, 2005

Desarmamento

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Campanha de desarmamento? Legal, sempre fui à favor. Acredito, jurava que seria uma boa saída. Mas parece que não é. Foram divulgadas várias pesquisas ao redor do mundo, afirmando que essas campanhas aumentam os índices de violência. Como? Haaa? Isso mesmo! Resumindo: os criminosos aproveitam que a população está desarmada para assaltar, afinal de contas, não terá reação. Sem dúvida é uma lógica simples. Portanto, a campanha de desarmento seria um tiro pela culatra. Leia os exemplos: O governo australiano gastou 500 milhões de dólares numa campanha nacional de desarmento. E como resultado adquirido, em média, um aumento de até 50% no índice de violência. Nos estados americanos que são contra e proibem o desarmento, os índices de violência são menores. Washington, que teve uma série de intensas campanha de desarmamento, se tornou a cidade mais violenta dos E.U.A. Na Inglaterra houveram casos semelhantes. Há quem acredite que essas pesquisas são uma farsa. Campanhas mentirosas, financiadas pela NRA (National Rifle Association – www.nra.org). Sabe lá quem está mentindo. O importante é saber os dois lados da moeda. Dia 23 de outubro o nosso país vai debater a questão, armas. Proibir ou não? Vale lembrar que a maior parte das armas no Brasil são de origem duvidosa, leia-se, ilegais. Logo, será que vai mudar alguma coisa? Talvez o famoso ator e presidente da NRA, Charlton Heston, esteja rindo da sua cara. Talvez não.

 

Roberto Pantoja (Demorô)

Primeiro mundo

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Polícia militar e civil muito bem equipada. Parábens. Carros de primeira linha, pick-ups Nissan Frontier. Incrível que tudo isso seja aqui no Brasil. Tudo bem que é em Brasilia, a famosa ilha da fantasia. Onde os imóveis custa mais caros do que castelos na França ou mansões nos subúrdios de New York. E seus habitantes se julgem realmente importantes, de importância global. Eles acreditam mesmo nisso. Tudo bem, mas continua sendo Brasil, o real. Aquele com milhares de miseráveis, onde mais de 90% da população é pobre. Mais qual é o problema? Nenhum, adorei os carros, me sinto até chique morando numa cidade assim. Parece primeiro mundo. Temos até metrô. Tudo bem que ninguém usa, tudo bem. O problema é que dentro desses carros estão policiais mal pagos, rodando por uma cidade cheia de pedintes, e financiados por pardais caça níqueis. Caça níqueis? Se radares tivessem o objetivo de educar o motorista jamais custariam de meio à dois salários mínimos. E porque ninguém se preocupa com os pontos na carteira? Somente com a carteira em si, vazia? Por que ninguém aprende nada sendo multado, só passa a ter mais ódio do Estado. Estado esse que é uma piada, nos cobra caro e não nos oferece nada, nem devolve. Os impostos só servem para nada, não me sinto beneficiado. Você se sente? Não estou feliz. Voce está? Será que pagamos poucos impostos? Será que deveriam aumentar? Teríamos uma vida melhor? Será que são bem aplicados? Me sinto assim todos os dias, cheio de dúvidas. Mostarda ou catchup? Coca-cola ou Guaraná?

 

Roberto Pantoja (Demorô)

Nerdcore

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Cada dia inventam um novo termo musical. Primeiro veio o nu-metal (new + metal), depois o emocore (emotion + hardcore), e por aí vai. Agora é a vez do nerdcore. São aqueles “losers” das universidades americanas que não tem vida social. Esse pessoal que só viu uma mulher pelada quando nasceu. E como todo ser humano, precisa se destacar de alguma forma. Chamar a atenção. Então inventaram um tipo de rap acompanhado por batidas de computador, e refrões do tipo: “met her at the star wars convention did I mention, she was looking for love?” (A conheci na convenção Star Wars, mencionei que ela estava à procura de amor – ou se pegar forte- ?), e todas essas baboseiras estereotipadas do mundo NERD. O representante mais famoso é o Mc Frontalot (www.frontalot.com). Esse cara se apresenta com o cabelo cuspido, óculos de fundo de garrafa arrumado com esparadrapo e canetas no bolso da camisa. Um babaca, mas ganhou uma boa mídia espontânea por ser o primeiro. Ou seja. Original, mas besta.

 

Roberto Pantoja (Demorô)