Sabin versus Exame
Qual a importância da um laboratório que faz exames médicos? E da publicidade? Os laboratórios concorrentes “EXAME” e “SABIN” fazem anúncios bem distintos, mas com um mesmo objetivo: vender mais exames! Um acerta em cheio, o outro erra feio. Afinal qual é o real objetivo da propaganda? Vários, o principal: vender! Ganhar dinheiro. Isso mesmo sou capitalista. E você? Otário? Na venda se tem duas opções: ou se vende o produto ou o sonho realizado de obtê-lo. Qual é a melhor? A segunda opção. O nome para isso é: “agregar valor à marca”. É uma boa tática, mas normalmente mal empregada. Afinal certos produtos não têm muito valor a ser agregado, ou são bem mais difíceis de atingir esse objetivo. Por isso às vezes é melhor apostar só no produto. Exemplo? Água! Serve para matar a sede e só. Posso agregar valor? Posso, a marca Evian vende a pureza dos Alpes Suíços, e não água. Agora imagine transformar um produto desses em um sonho, imagine o preço. É bem mais fácil vender água mesmo. Exame médico é como água, é melhor vender exame. O laboratório SABIN anuncia de forma brilhante, vende precisão. E é exatamente o que quero, ter certeza se o meu sangue está contaminado ou não. Já o laboratório EXAME anuncia de forma… inusitada. Vende arte! Arte? Não me interessa arte. Estou preocupado com a minha saúde. Não se médicos escandinavos vão me atender. O mundo está infestado de publicidades ruins. O cara que vende sonho na hora errada e transforma o seu investimento em um pesadelo. É como jogar dinheiro no lixo, na maioria das vezes é o que uma empresa faz ao investir em propaganda.
Roberto Pantoja (Demorô)
Reggaeton
Se você morresse? Hoje. Se estivesse num carro. Pow! Que música estaria escutando? Algo bom, pelo amor de Deus, é a sua última música. Tinha que ser atual! Provavelmente estaria escutando “Maulla” do rapper Daddy Yankee. Expoente do reggaeton, rap porto-riquenho. Estilo musical politicamente correto. Caiu no gosto americano esse ano, e Daddy Yankee virou celebridade. E o mais legal foi abertura do mercado americano para a música espanhola, portenha, latina, “chicana”. O que é uma tendência mundial. A língua espanhola é a segunda em importância mundial. O reggaeton abriu a porta para milhares de artistas latinos, recebendo agora o devido valor. Já existem cidades nos Estados Unidos que 50% da população é latina, não tem como virar as costas. A idéia é incorporar a cultura latina no cotidiano americano. Educar e profissionalizar essas pessoas, e fazer crescer a América junto com seus “hermanos”. A migração dos bolsões de pobreza para o primeiro mundo é um problema mundial. A Inglaterra é um ótimo exemplo, que incorporou milhares de culturas a sua. A cara do país mudou completamente em apenas 30 anos. As ruas de Londres em que reinavam loiros na década de 70, hoje parece mais Nova York, uma mistura só. E viva a globalização.
Roberto Pantoja (Demorô)
Propaganda no Japão
Propaganda da propaganda? Com a demanda de novas tecnologias, tv digital, TiVo, gravador de DVD, SKY +, etc, surge um dilema na publicidade de tv: ou ela muda ou acaba. Por que? Esse novo tipo de tv possui a vantagem de assistir a programação em forma de pacotes. De informação. Você escolhe o conteúdo e quando assistir; tendo a mordomia de apertar o “pause” no meio da novela. E a primeira coisa que qualquer pessoa faz ao adquirir um aparelho desses é deixar de assistir propagandas. E isso é péssimo pra os anunciantes, claro. Primeiro, porque a tv é o veículo de comunicação com maior audiência. Segundo, porque é o futuro, não tem volta. É uma junção incrível: tv, Internet e telecomunicação. Para se ter uma idéia, no Japão 15% da população já possui algum aparelho que grava a programação. O problema é tamanho, que agora está passando na tv um anúncio para os japoneses assistirem mais propaganda. O argumento? “É divertido!”. A publicidade na tv precisa mudar. A solução? Anúncios durante a programação! Verdade, já fazem isso na Globo. Só que de forma ridícula: “Usei Natura. É demais!” Outra solução? TV digital, o usuário interagindo com a programação. Clique no mouse direto naquele carrão que aparece na Malhação e pronto, você vai direto para o site da montadora. Gostou? Aceitamos qualquer bandeira de cartão de crédito. Imagine!? São infinitas as possibilidades. Um pouco distante. Mas aí sim a criatividade vai ser a alma do negócio. No futuro: a tv, o rádio, o jornal, o cinema e a publicidade na tv não vão acabar. Vão apenas mudar. Pense nisso, ou não.
Roberto Pantoja (Demorô)

