O mundo da música está rachado. As tribos não se inter-relacionam, como se fossem partidos políticos com idéias completamente diversas e totalmente recusáveis.
Esquecem-se de que são cidadãos completamente iguais, e que um “metaleiro” tem às vezes mais coisas em comum com um punk (fora do mundo da música, que se diga. Ex: é adepto de tal rotina, vai seguir a profissão ‘x’, ama futebol, etc) do que com um amiguinho seu, também ‘metaleiro’.
Aliás esses vocábulos que os jovenzinhos andam usando são dementes. “Você é poser” – se alguém ouve esta frase estar-se-á perante o maior dilema de sua vida, ao que parece. Pensará: ainda estou vivo? Mas eu sou um… poser… não!, devo morrer, AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!! E aquele que disparou a frase, o suposto assassino, este não sofrerá condenações. Seria como uma terra sem-lei onde todos são assassinos e caçam inveteradamente o primeiro ‘metaleiro’ que disser uma vírgula fora do tom, que dê alguma brecha para ser chamado de POSER.
Só que essa palavra é usada completamente fora de contexto. Veja você que POSER é aquele que escuta o som por escutar. É burro. Não é engajado. Só quer saber de deixar o cabelo crescer, usar roupas pretas debaixo do Sol porque não segue o conselho dos papais, isso e aquilo.
Um POSER não sabe o que as letras daquela banda politizada que ele curte querem dizer. Os autênticos posers não só não conhecem aquele idioma como não procuram se informar sobre o que eles (os vocalistas, mas na verdade “porta-voziando” a ideologia de um quarteto, quinteto ou seja lá o que [por favor, Slipknot devem ser 10 otários e nenhum tem bom senso ali]) dizem, não procuram uma ferramenta de tradução.
Vendo isso eu lembro de um caso semelhante: mulheres dançando numa festa onde rola hip-hop e a música diz “Girls, shake your ass” e as pobres recatadas mal sabem que estão dando de putas ao balançar seus rabinhos conforme o comando do rapper.
E então? Certamente vocês vão dizer que não estou sendo TRUE. Outro termo idiota. O que presta é TRUE. O que não presta, depende: se for pessoa, é POSER; se for objeto é TOSCO. Ou a pessoa pode ser tosca também, junto com o sempre presente selo POSER, claro…
Uma observação: defender uma idéia política, qualquer que seja, NÃO é sinônimo de “poserice”, então por que, Sorceror, o Stratovarius seria poser em defender o Nazismo*? Primeiro que, como expliquei, eles não o defendem. Mas, em segundo e último lugar, e sem chances de refutação, mesmo que o defendessem, ainda que estivessem sendo eticamente incorretos e uns imbecis… não seriam posers. Agir com anti-princípios não é agir como um poser. Ser ignorante, sim, é ser isso de “poser”. Eles não o diriam só para aparecer, pois já parecem bem-divulgados demais na mídia. Que palavra ruim, não gosto de dizê-la tão “vaziamente”, mas está “up to you” [e aqui me refiro a todos, não só ao rapaz] a extinção dessas cinco letras em seqüência, ã?
…
O artigo ainda sofreu adaptações. Mas nem está da forma como desejava. Talvez vivesse uma fase pouco polida gramaticalmente à época (muitas coisas correndo pela minha cabeça, nunca fui disso), e também superficial (gostaria de tocar mais fundo numa ocasião futura, obrigado)
Wormsaiboty