Browsing Posts published in July, 2006

Pelo visto não deu certo. A Terra continua a mesma, e o dia com 24 horas. Acredito que vocês não façam idéia sobre o que estou escrevendo. Porque sempre tenho essa impressão? Pois então, hoje (21/07) era o dia em que 500 milhões de pessoas deveriam pular no mesmo momento. No intuito de tirar o planeta de órbita. O que? Absurdo? É isso mesmo, aconteceu uma mega operação para que isso acontece. Diversos cálculos, números, físicos e muito conversa fiada. Aqui em Brasília nós precisavamos pular as oito da matina. Juro que tentei acordar, putzs tava foda! Será que eu fiz falta? No final era mesmo balela, mais uma loucura de quem não tem o que fazer. Só que essa loucura tinha uma mega proporção. Não como outras babaquices como os Flash Mobs. Você também nunca ouviu falar? Já imaginava. Voltando ao assunto, o dia mundial do pulo como era denominado tal acontecimento, provavelmante foi um fracasso. Eu acho. Já esperava esse resultado. Segundo o site oficial, isso mesmo eles possuim um site oficial (www.worldjumpday.org), eles vão apurar os resultados da mega idiotice. Quem sabe tudo mudou, mas ainda não reparamos, quem sabe? Diziam que o dia teria mais horas e que tudo isso seria muito positivo. Vou pra balada forte hoje à noite, tomara mesmo que ela dure o dobro! 

Roberto Pantoja (Demorô) 

Começo de relacionamento… é mesmo uma merda! Conhece alguém, especial, bate um lance, uma química, uma vontade de ver de novo. Então começa: orgulho, ciúme, joguinhos. “Hummm não vou ligar hoje!”, “Ela pode pensar sou chiclete!”, “Se encontrar ela por acaso não tento nada”, “Se não… isso”, “Se não… aquilo”. E todas aquelas atitudes deploráveis e independentes de idade. O ser humano e seus vícios, comportamentais. Erramos e não aprendemos. Tentar nunca mais! E depois? Ninguém é suficientemente bom! E esquecemos como pode ser bom tentar de novo, e errar também. No final o tempo passa, ninguém liga e o orgulho ganha. Ele sempre ganha. E aquela pessoa que você teve um dia especial, “o chão tremeu”, se torna apenas “aquela pessoa”. Como seria bom sentir algo e expressar. Vivemos de mentiras, de omitir sentimentos, desejos. Qual o problema em falar: “eu te amo”, “nunca senti isso antes”, “to me sentindo tão bem ao seu lado”, etc. Tão triste, e vamos continuar mentindo para nós mesmos, sozinhos, e na maioria das vezes acompanhados da pessoa errada. Se vamos aprender com o erro? Nunca. :(

 

Roberto Pantoja (Demorô)

Manifesto

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EU SEI QUE É FORTE, MAS LEIA ATÉ O FINAL 

 

Falando honesto…

 

Por que nós burgueses temos de sentir remorso pela nossa superioridade classista?

 

Pobres sofrerão sempre ao descobrir a existência da Ideologia (e, em não descobrindo, passarão fome ocasionalmente), porém por que percebemos o mesmo fenômeno com nossa classe? Criamos um ‘remorso’ de estarmos em melhores condições? Sofremos psicologicamente de modo agudo? Remorso aquele pela desigualdade? Pelos menos favorecidos? Isso há de acabar. Um (não pequeno) índice de todos nós sofre, no Ensino Médio, na universidade (ou quem sabe até depois) ao “receber a revelação estarrecedora” de que uns podem e outros não e que isso não possui brechas para ser mudado.

 

No entanto, para a burguesia não é necessário sofrer. Por mais esdrúxulo que seja, deve-se pensar hitleristicamente até a medida do palatável. Pense-se numa pirâmide. Há – provavelmente – alguns pés sobre sua cabeça, mas seus pés amassam muitas outras…. Muitas.

 

O ser humano não é algo em separado. É animal. Que ilusão é esta de que só porque o homem é homem ele vai resolver o problema da miséria? Sendo formigas, não se exige uma postura anarquista delas. As mortas que se ferrem. E por que não, digo eu, pensar o mesmo do ser humano, sem tirar nem pôr? Sofra quem deve sofrer, você não nasceu entre eles.

 

Não quero entrar nos critérios de classificação do que é burguês ou não, mas uma coisa vou dizer: este website é mantido por um aluno de universidade particular; o autor do artigo (colaborador dele) também integra uma; muitos dos que aqui perdem seu tempo lendo, igualmente. Não é critério, de certo. Mas digo que é uma eliminação: seja qual for sua procedência, o acesso a esta universidade só pode significar: VOCÊ É BURGUÊS. Foda-se sua bolsa total, parcial ou nada-bolsa. Além disso, se você não compartilha de meus ideais e acha que por isso não é burguês, lembre que a burguesia não é um uníssono. Muitos burgueses discordam entre si. Quem estiver aqui lendo e não for burguês, machuquei, trouxe uma verdade infeliz. Mas nada posso fazer. Eu parto do princípio de que você chegou aqui por alguém da classe burguesa que o trouxe. A única maneira de ser do contrário é: o miserável do Google, o grande incluidor social!

 

Sintetizando, para os de estômago fraco que ficaram tão aturdidos por minhas palavras “fascistas” (“eita, Mussolinizinho!”), eu quis dizer que a classe burguesa não deve mesmo sentir esse PESO na cabeça por ser a classe burguesa. Nascemos privilegiados de sofrimento corporal – e você pode fazer com que sequer seu espírito seja afetado, corrompido pela “vontade de igualdade”.

 

Minha inspiração para a elaboração desse artigo foi uma aula de Sociologia. Não é coisa do meu professor, não é resultado direto de nada de lá. Apenas a confirmação final de algo que vinha corroborando há muito e muito tempo. Tecendo, calmamente, como uma bela dama. Mandei dois textos para o Demorô. Por que será que não revelei meu nome? Porque isso pode me causar problemas. Um retiro lê isso, me acusa de anti-ético, babaca, neonazista e me expulsa da Universidade. Ok, pouco provável, o que eles querem são os 50.000 de média para que eu complete a PORRA do curso. Mas… sabe-se lá. Sabia que um dia encaixaria um tema polêmico e ia colocar a mim mesmo em maus lençóis. Pois este sou eu, WormSaiboty, e é assim que você vai continuar me conhecendo.

 

Se o Pantoja pôs esse artigo no site, olha… me surpreendeu! Nem ele, pensei… nem ele concordaria em colocar algo do tipo. Mas se está lá, digo: ele não concorda comigo, fiquem tranqüilos. Ele me achou polêmico e viu nisso uma mina de ouro para o site dele: muitas visitas, muitos comentários, muita onda pra cima do Demorô. Além disso, como amigo, ficaria difícil dele recusar publciar isso aqui! Dividimos o mesmo (e descontraído) ambiente de trabalho. Seria chato, não é… HAHAHAHA! 

 

Wormsaiboty

Poser

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O mundo da música está rachado. As tribos não se inter-relacionam, como se fossem partidos políticos com idéias completamente diversas e totalmente recusáveis.

 

Esquecem-se de que são cidadãos completamente iguais, e que um “metaleiro” tem às vezes mais coisas em comum com um punk (fora do mundo da música, que se diga. Ex: é adepto de tal rotina, vai seguir a profissão ‘x’, ama futebol, etc) do que com um amiguinho seu, também ‘metaleiro’.

 

Aliás esses vocábulos que os jovenzinhos andam usando são dementes. “Você é poser” – se alguém ouve esta frase estar-se-á perante o maior dilema de sua vida, ao que parece. Pensará: ainda estou vivo? Mas eu sou um… poser… não!, devo morrer, AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!! E aquele que disparou a frase, o suposto assassino, este não sofrerá condenações. Seria como uma terra sem-lei onde todos são assassinos e caçam inveteradamente o primeiro ‘metaleiro’ que disser uma vírgula fora do tom, que dê alguma brecha para ser chamado de POSER.

 

Só que essa palavra é usada completamente fora de contexto. Veja você que POSER é aquele que escuta o som por escutar. É burro. Não é engajado. Só quer saber de deixar o cabelo crescer, usar roupas pretas debaixo do Sol porque não segue o conselho dos papais, isso e aquilo.

 

Um POSER não sabe o que as letras daquela banda politizada que ele curte querem dizer. Os autênticos posers não só não conhecem aquele idioma como não procuram se informar sobre o que eles (os vocalistas, mas na verdade “porta-voziando” a ideologia de um quarteto, quinteto ou seja lá o que [por favor, Slipknot devem ser 10 otários e nenhum tem bom senso ali]) dizem, não procuram uma ferramenta de tradução.

 

Vendo isso eu lembro de um caso semelhante: mulheres dançando numa festa onde rola hip-hop e a música diz “Girls, shake your ass” e as pobres recatadas mal sabem que estão dando de putas ao balançar seus rabinhos conforme o comando do rapper.

 

E então? Certamente vocês vão dizer que não estou sendo TRUE. Outro termo idiota. O que presta é TRUE. O que não presta, depende: se for pessoa, é POSER; se for objeto é TOSCO. Ou a pessoa pode ser tosca também, junto com o sempre presente selo POSER, claro…

 

Uma observação: defender uma idéia política, qualquer que seja, NÃO é sinônimo de “poserice”, então por que, Sorceror, o Stratovarius seria poser em defender o Nazismo*? Primeiro que, como expliquei, eles não o defendem. Mas, em segundo e último lugar, e sem chances de refutação, mesmo que o defendessem, ainda que estivessem sendo eticamente incorretos e uns imbecis… não seriam posers. Agir com anti-princípios não é agir como um poser. Ser ignorante, sim, é ser isso de “poser”. Eles não o diriam só para aparecer, pois já parecem bem-divulgados demais na mídia. Que palavra ruim, não gosto de dizê-la tão “vaziamente”, mas está “up to you” [e aqui me refiro a todos, não só ao rapaz] a extinção dessas cinco letras em seqüência, ã?

 

 

O artigo ainda sofreu adaptações. Mas nem está da forma como desejava. Talvez vivesse uma fase pouco polida gramaticalmente à época (muitas coisas correndo pela minha cabeça, nunca fui disso), e também superficial (gostaria de tocar mais fundo numa ocasião futura, obrigado) 

 

Wormsaiboty