EU SEI QUE É FORTE, MAS LEIA ATÉ O FINAL 

 

Falando honesto…

 

Por que nós burgueses temos de sentir remorso pela nossa superioridade classista?

 

Pobres sofrerão sempre ao descobrir a existência da Ideologia (e, em não descobrindo, passarão fome ocasionalmente), porém por que percebemos o mesmo fenômeno com nossa classe? Criamos um ‘remorso’ de estarmos em melhores condições? Sofremos psicologicamente de modo agudo? Remorso aquele pela desigualdade? Pelos menos favorecidos? Isso há de acabar. Um (não pequeno) índice de todos nós sofre, no Ensino Médio, na universidade (ou quem sabe até depois) ao “receber a revelação estarrecedora” de que uns podem e outros não e que isso não possui brechas para ser mudado.

 

No entanto, para a burguesia não é necessário sofrer. Por mais esdrúxulo que seja, deve-se pensar hitleristicamente até a medida do palatável. Pense-se numa pirâmide. Há – provavelmente – alguns pés sobre sua cabeça, mas seus pés amassam muitas outras…. Muitas.

 

O ser humano não é algo em separado. É animal. Que ilusão é esta de que só porque o homem é homem ele vai resolver o problema da miséria? Sendo formigas, não se exige uma postura anarquista delas. As mortas que se ferrem. E por que não, digo eu, pensar o mesmo do ser humano, sem tirar nem pôr? Sofra quem deve sofrer, você não nasceu entre eles.

 

Não quero entrar nos critérios de classificação do que é burguês ou não, mas uma coisa vou dizer: este website é mantido por um aluno de universidade particular; o autor do artigo (colaborador dele) também integra uma; muitos dos que aqui perdem seu tempo lendo, igualmente. Não é critério, de certo. Mas digo que é uma eliminação: seja qual for sua procedência, o acesso a esta universidade só pode significar: VOCÊ É BURGUÊS. Foda-se sua bolsa total, parcial ou nada-bolsa. Além disso, se você não compartilha de meus ideais e acha que por isso não é burguês, lembre que a burguesia não é um uníssono. Muitos burgueses discordam entre si. Quem estiver aqui lendo e não for burguês, machuquei, trouxe uma verdade infeliz. Mas nada posso fazer. Eu parto do princípio de que você chegou aqui por alguém da classe burguesa que o trouxe. A única maneira de ser do contrário é: o miserável do Google, o grande incluidor social!

 

Sintetizando, para os de estômago fraco que ficaram tão aturdidos por minhas palavras “fascistas” (“eita, Mussolinizinho!”), eu quis dizer que a classe burguesa não deve mesmo sentir esse PESO na cabeça por ser a classe burguesa. Nascemos privilegiados de sofrimento corporal – e você pode fazer com que sequer seu espírito seja afetado, corrompido pela “vontade de igualdade”.

 

Minha inspiração para a elaboração desse artigo foi uma aula de Sociologia. Não é coisa do meu professor, não é resultado direto de nada de lá. Apenas a confirmação final de algo que vinha corroborando há muito e muito tempo. Tecendo, calmamente, como uma bela dama. Mandei dois textos para o Demorô. Por que será que não revelei meu nome? Porque isso pode me causar problemas. Um retiro lê isso, me acusa de anti-ético, babaca, neonazista e me expulsa da Universidade. Ok, pouco provável, o que eles querem são os 50.000 de média para que eu complete a PORRA do curso. Mas… sabe-se lá. Sabia que um dia encaixaria um tema polêmico e ia colocar a mim mesmo em maus lençóis. Pois este sou eu, WormSaiboty, e é assim que você vai continuar me conhecendo.

 

Se o Pantoja pôs esse artigo no site, olha… me surpreendeu! Nem ele, pensei… nem ele concordaria em colocar algo do tipo. Mas se está lá, digo: ele não concorda comigo, fiquem tranqüilos. Ele me achou polêmico e viu nisso uma mina de ouro para o site dele: muitas visitas, muitos comentários, muita onda pra cima do Demorô. Além disso, como amigo, ficaria difícil dele recusar publciar isso aqui! Dividimos o mesmo (e descontraído) ambiente de trabalho. Seria chato, não é… HAHAHAHA! 

 

Wormsaiboty