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Grafite

October 19, 2006 by admin  
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Minha ex-namorada é o retrato mais cru do atraso mulheril desse Brasil. Especialmente do atraso MENTAL mulheril (não estou generalizando, mas quando falamos em “mente atrasada” a das mulheres - justamente por ser o sexo frágil - logo vem à tona, nem adianta discutir).

 

Nem sou machista. Sou uma vítima. Vou te explicar: antes de ir ao trabalho, hoje (detalhe: fui e já voltei, foi um ótimo dia. Sou jornalista. Pedi demissão. Sou maluco. Doidão), decidi comprar grafite. É. Não sou pixador não. Queria aquele calibre 0.5mm para minha lapiseira preta. Não é nenhuma analogia de tira, tampouco. SOU JORNALISTA. E como todo jornalista, tenho as minhas manias. Uma delas é encasquetar que devo comprar grafite zero ponto cinco ainda que esteja abastecido de muitos deles. Tão abastecido que hoje não acabaria mesmo se eu passasse todos os minutos de meio-dia até meia-noite só escrevendo, e depressa. Acontece que quis comprar. A papelaria, onde bastante desse tal grafite (que suja nossas mãos, é um saco, prefiro lápis, mas lápis também quebra a ponta muito fácil - não ligue para minha implicância com todas as coisas: pior mesmo é o grafite 0.2; e as lapiseiras que utilizam grafite 0.2!) é vendido, fica acima da parada. A parada. A parada sempre abarrotada, suada e movimentada. Movimento é o contrário de parada (e está no masculino, ademais). Mas é sinônimo, quando é parada de ônibus. Então saí de todo esse movimento, de todo aquele rebuliço. Esse - aquele. Essa transisão demonstra que estava perto da balbúrdia. Daquelas pessoas suadas pelo trabalho no turno da manhã esperando a lotação para embarcar e se melar no suor dos outros. Sim, que estava perto delas. E que de repente me distanciei (”aquela”). Aquela é para coisas distantes. Quanto mais distante da parada, mais perto da tal papelaria (e é um saco: toda hora eles mudam o grafite de prateleira e banco o bobo o tempo todo para aquela caixa/balconista, uma menina que vende toneladas de grafite e quase nunca escreve. Eu hein…). Tá. Cheguei à porta.

 

Ops.

 

Eu esqueci que o propósito do texto era demonstrar o atraso mulheril no Brasil. Se fosse só para narrar minhas desventuras até desembolsar 4 reais para comprar duas caixas de grafite (com troco de supostos 2 centavos: só vim a receber 1!), aí sim o parágrafo acima cairia muito bem. Mas no meio do caminho entre a parada (de ônibus) e a papelaria (que me lembra ônibus, porque eu “banco” o bobo para a balconista e no ônibus tem banco - ou algo duro que com este parece), o meio-termo entre o “esse” e o “aquele”, eu cruzei com a melhor amiga. Não tenho melhor amiga. Seria um atraso ter melhor amiga/retrato-do-atraso-mulheril-do-Brasil. Vai que um dia ela sai com um costa-riquenho por aí e… (peraí, não devo entregar o mote desta prosa antes do horário). Tenho boas amigas, mas “melhor” amiga mesmo só quando é melhor amiga dos outros e vem falar comigo. E quanta intimidade. Parece até que era a melhor amiga minha mesmo. Era (é, se bem que aquela pessoa morreu pra mim - aquela: distante, distante, far, far away…) a melhor amiga da minha ex-namorada. Eis o ponto capital! Você que agüentou ler até aqui… eu PROJETEI ISSO! Projetei que quem não leu até aqui não fosse ler mesmo. Esses são de estômago fraco (ou então comem grafites, ao invés de com eles escrever). Enfim: até a sua descrença nos meus projetos e planos é um projeto meu. Eu projetei que você, que chegou até aqui, achasse esse texto aborrecido. Mas vai continuar, porque quer saber a relação entre grafite, mulher burra e ex-namorada.

 

Daí que essa amiga (longe de ser melhor: aquela, aquelazinha…) veio me dizer que aquele (aquele… aponto para o vácuo) pedaço grotesco de burrice (minha ex, claro) se arrependera de ter me largado por um estrangeiro. “O melhor do brasileiro é que ele entende essas coisas fácil”. Um costa-riquenho metido à besta, do alto de seus 42 anos (nossa, será que o pinto dele ainda levanta?). Eu tenho 18. Ela 22. Êta mulherada burra. Não sabe se libera o cofre para os recém-nascidos ou para os velhos gagás. Aliás, eu tinha 17 àquele tempo. Ah, férias de janeiro. Janeiro último. Minha barba nem era rala… Rala como um grafite.

 

Prosseguindo, veja que toda mulher burra se vende. Vende-se para o estrangeiro. Não estou nem aí para o FM…Ih, nem para isso de neoliberalismo. Mas o patrimônio nacional, que nem faço mais questão de proteger (nossas mulheres), quando não devidamente inteligentes, vendem-se ao mercado externo. A um gringozinho qualquer. Só porque quando bêbado ele erguia mas o queixo, o que fazia com que sua cabeleira grisalha ficasse oculta e “para trás”. Para trás no ângulo de visão de quem o olha de frente. E a imbecil/ex-namorada era balconista (de novo isso… e ela também escrevia muito pouco, mas não vendia grafites) do bar. O bar. Não vou falar porque é capaz de ela ainda estar lá. E você leitor não vai pesquisar. E de qualquer modo não vai chifrar ninguém: ela virou uma pobre coitada. Balconista e cliente. Um fica de frente para o outro. Legal. Deve dar para trocar muitos olhares.

 

Mas, então, o cara, velho, ficou cansado. Além de o tempo tê-lo deixado cansado por si mesmo (deve ter as costas encurvadas), ele cansou dela. HAHAHA. E ela se arrependeu. Vou correndo para a inútil da balconista (ops, aquela?). Não. Mas meu ego inflou. Andava tendo muitos sonhos de corno. Agora isso acabou. Porque descobri que usando esse grafite que não faz mal a ninguém eu posso expressar minhas emoções e esquecer das balconistas que me atendem mal, e atendem aos outros bem…

 

Não foi de grafite. Eu digitei direto no note pad. Mas tudo nasceu de uma conversa com o dono deste site. Ele está rindo. Um dia vou cobrar participação nos lucros dele aqui. Falo sério. Pedi demissão. Como vou comprar meus grafites?

 

De: Anônimo [se você sabe meu estilo de escrita é como se tivesse me visto pelado - sabe exatamente quem sou eu]

Wormsaiboty

E o Brasil perde a Copa mais uma vez! Chocolate!

October 19, 2006 by admin  
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Minha teoria é a seguinte:

 

O Brasil teve que perder agora pra não perder na final contra a Alemanha, pois senão iam dizer que é marmelada a COPA (mais do que já estão dizendo por aí)… A Alemanha tem que ganhar a COPA para reacender o espírito nacionalista e patriota, que há muito tempo havia estava engasgado pelos alemães, haja vista seu passado nebuloso. OK.

 

Outra teoria também é que, se a França ganhar a COPA, é para elevar o prestígio do “ZIZU” (Zidanne), que se aposentando como campeão do mundo, vai ser considerado mais bizarro do que o Pelé e o Maradona juntos…

 

Tenho certeza de que Portugal e Itália não vão ganhar a COPA, mesmo achando eu (opinião pessoal formulada através do acompanhamento dos jogos da COPA) que Portugal tem o melhor futebol, por ter o estilo mais parecido com o Brasil.

 

PS.: Esta teoria eu já havia falado para todos aqui em casa logo antes da partida Brasil X França… Pode vir aqui perguntar e comprovar (o pessoal até achou que eu tivesse feito alguma macumba aqui - hahahahhahahaahaha). No final de 1998 recebi um e-mail contando a mesma história sobre a França, e já afirmando que o Brasil iria ganhar a COPA de 2002… E foi justamente o que aconteceu (previsto 4 anos antes - muita coincidência)… Dizem também que este foi um dos motivos pelo qual o Romário (lembra, o artilheiro ÚLTIMO Campeonato Brasileiro, mesmo jogando a metado dos jogos que os outros) não foi convocado, pois sabiam que na final contra a França, a ser comunicado que o Brasil deveria perder, ele não aceitaria e poderia colocar tudo a perder (só ouvi dizer, mas começo a acreditar cada dia mais)!!!

 

Outra coisa importante a ser comentado é o seguinte: os “comentaristas e colunistas” adoram bater na tecla de que o Brasileiro só é nacionalista e patriota em Copa do Mundo… Pois é, não sou ninguém mas vou contrariá-los com um argumento bastante perceptível a qualquer pessoa que tenha um pouquinho mais de senso. O Brasileiro não se torna nacionalista nem patriota na Copa do Mundo (mesmo porque não temos muitos motivos pra defendermos um país que não nos dá nada, só rouba dos pobres para dar pros ricos - como dizia o “gênio” ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: “O Brasil é um ótimo país para se tirar férias, para trabalhar e viver só no exterior mesmo”), ele apenas torce para que a “SELEÇÃO BRASILEIRA” ganhe a COPA!!! E só!!! Ouçam bem: “SELEÇÃO BRASILEIRA”, composto por Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo “ex-fenômeno”, Kaká, etc… Querem apenas ter o prazer de dizer para o resto do mundo que são bons em alguma coisa, já que tudo por aqui vai de mal a pior (o Lula e seus 40 ladrões que o diga, ou não né - hahahahaha)… É isso aí, agora é esperar mais 4 LLLLLOOOOONNNNNGGGGOOOOOSSSSS anos (2010) pra ver quem vai ser o próximo “CAMPEÃO”!!!

Anderson Martins 

Alguém especial…

October 19, 2006 by admin  
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Os melhores momentos da vida são inesperados. Surge uma pessoa, logo aquela idiota. Metida, sisuda… linda. Claro, elas sempre são lindas, mas você não admite. Vai ver tem raiva, ela nunca te deu bola. Só olha pra cima, só dança sozinha. O nariz perfeito mira no teto, exatamente como o seu. No alto da sua auto-estima, arrogância, não admite que não olhem pra você. Nada tira da sua cabeça, nunca me envolveria com ela. Imagina me relacionar com alguém assim, odeio esse tipo de mulher. Mesmo que lá no fundo… Afinal na vida só odiamos quem amamos ou de quem temos inveja, até parece. E não é que um dia algo acontece. Inesperado. Uma chance, um momento. Vai saber, nem era isso mesmo que você queria. A vontade existia, afinal ela é linda demais, mas nada, além disso. Então você conhece, conversa, se interessa. Nada demais. Ficam horas rindo juntos. Nada demais. No outro dia nada aconteceu, você nem lembra direito. Vodka é mesmo uma merda. Vêm umas lembranças, vagas. Verdade, ela é bem diferente. Até que é legal. O tempo passa, você esquece por completo, nem lembra. Finge, no alto do seu pedestal. Prefere assim. Encontra de novo, ela está sempre acompanhada. Nem liga, você é maior que isso. Ela passa, sorri, te cumprimenta. Você nem disfarça. Ela finge, tenho certeza, falsa. Logo que, inesperado, surge outra oportunidade. Dessa vez é pra valer, pelo menos é exatamente o que você espera. É o que você mais quer. E acontece, é especial, é errado, quem liga? Um dia perfeito, ele sempre é ao lado de quem te faz sorrir. Ao seu lado o tempo passa rápido, nem senti. Ela vai embora, dessa vez foi diferente, pelo menos é o que você quer. Sim, foi diferente. Não me sae da cabeça. Ela liga, você adora, ela some, você não sabe como agir. Não quer esperar. E se ela sumir? De novo? Sei lá, vai ver… era mesmo pra ser assim. Tomara que não. Adorei te conhecer.

 

Roberto Pantoja (Demorô) 

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