Browsing Posts published in December, 2006

Debate político! De um lado Lula, do outro Geraldo. “Dois homens do povo”, na verdade do povo eles só tem o amadorismo de suas equipes e seus comportamentos. Adoro assistir, parece piada, a reação de cada um, reagem como se estivessem discutindo em um bar . O Lula inclusive deve estar acostumado com isso. Voltando ao assunto, muitas vezes não mensuramos qualidade por falta de comparação, mas se alguém já assistiu a um debate dos presidenciáveis americanos sabem do que estou falando. Ao comparar os dois programas se têm à noção da distância cultural, tecnológica, intelectual, na área de marketing, publicitária, entre Brasil e Estados Unidos. Se estou desprezando o nosso país? De maneira alguma, mas precisamos correr contra o tempo. No debate entre George W. Bush e Al Gore feito pela CNN, os dois ficaram no meio de um círculo e em volta tinham umas 50 pessoas de todas as partes dos E.U.A.. As perguntas eram as mais variadas, mas as reações eram as mesmas, no quesito oratória e comportamento, eles são incríveis. Não existe demonstração de raiva ou desconforto, no máximo um ar de superioridade. É bem interessante, quando tiverem oportunidade de assistir não a percam. Agora voltamos ao Brasil, ao estúdio da Band, Lula e Geraldo fazem caras e bocas. Nervosismo, expressões faciais fortes e mais de uma série de quesitos que nós mostram como são amadores. E nos mostram que este país é mesmo subdesenvolvido em todas as áreas que atua, com algumas exceções, essas que vão mudar o Brasil. Conclusão: nenhum deles merece o meu respeito e muito menos o meu voto. 

Roberto Pantoja (Demorô) 

Marketing político

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Como é engraçado assistir ao programa político do Geraldo Alckmin. Principalmente se você é publicitário ou mexe com marketing. Por exemplo, o nome do candidato é um nome “gringo”, Alckmin, algo que remete a riqueza e até mesmo a superioridade. Como conseguir assim votos populares? Como resolver esse problema? Chamando ele de “Geraldo”, nome popular. O programa repete e repete “seu Geraldo, homem do povo”. E o melhor são as escolhas das palavras, sempre de origem humilde, popular. Algumas desnecessárias, no programa sobre saúde o locutor fala das qualidades do governo realizado em São Paulo. Comenta dos hospitais que “Geraldo” construiu, assim: “aqui são realizadas operações na cabeça e no coração”. Ao invés de usar palavras como cérebro e cardiovascular. As pessoas que não tem conhecimento ficam se ludibriando com todas essas asneiras e argumentações bestas. Os exemplos não param por aí, o marketing político é mesmo genial, mas muitas vezes é usado de maneira rasa, exatamente como o programa do Geraldo Alckmin. Cansei de votar no menos pior, meu voto é nulo! 

Roberto Pantoja (Demorô) 

O Brasil está tão atrasado que virou fornecedor de matéria-prima para a China, maior fabricante de manufatura simples, ou seja, a nova matéria-prima global. Demorou mais o Brasil está preste a cair na arapuca do commodities. Os produtos básicos que exporta, como: ferro, soja, algodão, etc. Como todos sabem, os países desenvolvidos são como são graças aos produtos manufaturados. E isso é coisa do passado, as novas indústrias são baseadas em marcas, em idéias, no poder delas. São produtos com valor agregado. Entendam melhor, os países de “primeiro mundo” são como são porque agregam valor aos seus produtos, e por isso continuam liderando. E o Brasil? Continua como a cem anos. Exemplo? É o maior exportador de café do mundo, cru, sementes. A Alemanha é o país que ganha mais dinheiro no mundo com o café, grãos refinados sendo vendidos com marcas fortes. O que aconteceu nos últimos anos? O G7 (grupos dos sete) viram potencial na China. Na sua mão-de-obra barata, nos seus mais de um bilhão de novos escravos, perfeitos para a produção de manufatura simples. Não tem como competir, nenhum outro país do mundo tem, muito menos o Brasil. Mudaram-se as regras do comércio mundial. O Brasil teve sua chance e não investiu no futuro, na educação, na qualificação. E agora não serve nem para fornecer manufatura simples, virou fornecedor da China. E como o mundo é justo, gratifica o trabalho do homem, o preço de matéria-prima básica não tem valor no mercado. Uma tonelada de soja equivale ao preço de um microchip. Logo, os preços do commodities começam a cair, e tendem a despencar. Quem ganha com isso? A China. Quem está perdido? O Brasil. A China vai comprar ainda mais barato do Brasil e lucrar ainda mais. Solução? Ou o Brasil investe em educação e cria empresas que agregam valor aos produtos ou vai quebrar de vez. Competir com a China com manufaturas simples? Pirou? 

 

 

 

Roberto Pantoja (Demorô) 

Eleições 2006

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Diálogo com um andarilho, Thor Wood:

 

TW: Temos ao menos de ter algo em que ter fé.

 

EU: Ter fé é que fode. Tem é que fazer.

 

TW: Capitulo… concordo com você.

 

EU: “Ui, ui, nós teremos escolas melhores, meu povo”. NÃO. Tem que dizer assim: “se você não tirar esse traseiro gordo do seu sofá, desligar esse Domingão do Faustão e mandar seu filho fazer o mesmo, tudo vai continuar do jeito que está. Você, cidadão, irá morrer de fome. Seu filho será um analfabeto funcional, limpará o chão para os poderosos. Não por coincidência muitos dos tais poderosos “sofreram” na infância de tanto ler livros. Ah, se você soubesse o prazer que dá degustar as palavras impressas… Que sofrimento que nada! Tendo eles gostado ou não de tanto ler, enfim, fato é que no futuro cuspirão na cara do seu filho, sem que ele possa fazer nada. Isso de “brasileiro é tudo igual” é mentira das boas. Todo país tem sua elite. Raramente elite intelectual não se mistura com elite financeira (Cuba não entra no nosso assunto). E num país de iletrados como o nosso, saber um pouquinho já é larga vantagem, você não acha? Em terra de asno, esforçado é gênio. Há aqueles que nascem para ser tapetes. No regime que vivenciamos há fluxo. Fluxo de capitais? Claro, mas veja só: a condição social do indivíduo dependerá invariavelmente de seus anos de estudo e da qualidade desses estudos (se provindo do governo, de corporações lucrativas…). É claro que quem nasce pobre terá de estudar o dobro porque o nível educacional de seus pais e da vizinhança são inferiores e a escola municipal/estadual/federal é uma palhaçada, mas ficar de braços cruzados é pedir para agravar essa situação. O filhinho de papai precisa estudar muito menos que o pobretão para chegar no mesmo lugar, não nego. Quem disse que o mundo era justo? Não é papel do Estado (talvez fosse, mas, sabe como é, o nosso – em específico – é deveras preguiçoso, um mantenedor dos hiatos sociais) nivelar a instrução de todos. É a função de cada um. Pensem nos próprios narizes. Quando muito nos narizes de sua família. Pare de futucar este Blog e vá ler um livro.

 

 

Rafael Aguiar

Se escrevessem um livro que ensinasse como acabar com um bom negócio, uma boa idéia. Acreditem, quem inventou e acabou com o carnaval fora de época de Brasília seria a pessoa ideal! Engraçado, foram passos, de modo gradativo. O “negócio” micarê seguiu etapas. Assim como uma empresa, teve um começo, meio e fim. Tudo começou há anos atrás, nem faço idéia, e nem importa também. Teve um começo modesto, como tudo. E há uns cinco anos atrás o apogeu, centenas de milhares de foliões, uma festa do povo. Segregação? Claro, como tudo em Brasília. Mas o espírito era outro, a cidade parava. E só parava porque a maior parte da população é humilde, pobre. Eles são a “pipoca”, a alma da festa. Tudo era realizado no centro da cidade, para todos. Foi aí o começo do fim. A violência era enorme, assim como tudo no Brasil. Decidiram mudar o local, criar um espaço para a “pipoca”, ainda mais segregado. O povo não compareceu. E a cada ano diminuíram a participação do povo. Esquecendo que Micarecandanga é uma festa popular, com corda, com cordeiros, com violência, com baixaria. Até se transformar em uma festa elitizada, e o pior que o tiro saiu pela culatra. O ingresso só caiu de preço. E a última edição da Micarê foi uma piada, ninguém comentou, o abadá valia menos que o camarote. Festa vazia, em um local equivocado. Colocaram Ivete Sangalo para tocar no palco. Tiraram o Babado Novo. E uma série de erros. Mataram o evento. Apostaram em publicidade, mas infelizmente propaganda sem produto não tem retorno. Reviravolta? Reinvenção do negócio? Pela última edição do evento, duvido muito! Com acabar com um evento em dez lições. Um bom nome para um livro. Micarecandanga descanse em paz! 

Roberto Pantoja (Demorô) 

A internet sempre foi um produto elitizado, para poucos. Todos dias tentam popularizar, aumentar o número de consumidores, e o retorno vem sendo animador, mas longe do ideal. Agora websites internacionais vêm privando conteúdo. E a idéia está se espalhando, já existem inúmeros programas e sites inacessíveis. Mas o problema não está aí, o problema está para quem eles estão privando conteúdo. Os grandes afetados somos nós, países do dito terceiro mundo, subdesenvolvidos. De nada adianta uma super conexão, com uma internet turbo, mega. Se os melhores sites, que oferecem conteúdo turbo, mega não autorizam países subdesenvolvidos acessarem seu conteúdo. As pessoas ainda não enxergaram o tamanho do problema, da segregação. Tente assistir um videoclipe no melhor site ( www.launch.com), você terá acesso negado. Na mtv.com, acesso negado. Eles filtram “IPs” “fora da região”, e permitem países europeus (primeiro mundo). Já existem vários exemplos, o programa WinAmp já começa a falhar, não é possível fazer compras no iTunes, etc. A lista aumenta a cada dia. Os motivos podem ser vários, talvez encareça para as empresas (Yahoo, MTV, etc.) gastar em transferência de dados com usuários que não são seu público alvo. Existem artigos que dizem no futuro o primeiro mundo vai trancar suas portas para o resto do mundo. Dividindo os ricos dos pobres geograficamente, pelo visto o futuro já começou. 

Roberto Pantoja (Demorô) 

Agora é a vez do Brasil?

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Parece que dessa vez o Brasil chega lá. Depois do artigo na revista The Economist (www.economist.com) prevendo o Brasil como uma grande potência mundial nos próximos 50 anos. Porque? É o único país emergente (Brasil, Índia e China) com o capitalismo democrático consolidado, ou quase. E também graças às várias empresas nacionais crescendo vertiginosamente. Exemplos? A CVC se tornou a maior operadora de viagens da América Latina e a quarta do mundo. A Sadia tenta comprar a Perdigão para se tornar uma gigante mundial com o faturamento líquido de cinco bilhões de dólares. A Boticário se tornou uma franquia com mais de 2.000 associados, presentes em 24 países. A Wizard se tornou a maior franqueadora do mundo em escolas de idiomas, com 1200 unidades ao redor do mundo. E fora vários outros bons exemplos. Redes como a Spoleto que investem em praticidade, inovação, atendimento e promoção de venda. Idéias geniais com qualidade internacional. E era esse exatamente o problema do comércio brasileiro. Pontos de vendas sem um trabalho focado no designer, na iluminação, no trabalho da marca. Talvez até mesmo pela falta de profissionais competentes no ramo. Mas agora pelo visto tudo isso mudou. Podemos ver marcas (logomarcas) com apelo visual com poder para disputar de igual para igual no mercado internacional. A rede Spoleto poderia ser instalada em qualquer shopping do mundo e ser bem recebida. E uma gama de franquias tupiniquins. Pelo visto o Brasil segue o curso certo, pena que pela iniciativa privada. O governo continua sendo a grande entrave do crescimento.

 

Roberto Pantoja (Demorô)