Parece que dessa vez o Brasil chega lá. Depois do artigo na revista The Economist (www.economist.com) prevendo o Brasil como uma grande potência mundial nos próximos 50 anos. Porque? É o único país emergente (Brasil, Índia e China) com o capitalismo democrático consolidado, ou quase. E também graças às várias empresas nacionais crescendo vertiginosamente. Exemplos? A CVC se tornou a maior operadora de viagens da América Latina e a quarta do mundo. A Sadia tenta comprar a Perdigão para se tornar uma gigante mundial com o faturamento líquido de cinco bilhões de dólares. A Boticário se tornou uma franquia com mais de 2.000 associados, presentes em 24 países. A Wizard se tornou a maior franqueadora do mundo em escolas de idiomas, com 1200 unidades ao redor do mundo. E fora vários outros bons exemplos. Redes como a Spoleto que investem em praticidade, inovação, atendimento e promoção de venda. Idéias geniais com qualidade internacional. E era esse exatamente o problema do comércio brasileiro. Pontos de vendas sem um trabalho focado no designer, na iluminação, no trabalho da marca. Talvez até mesmo pela falta de profissionais competentes no ramo. Mas agora pelo visto tudo isso mudou. Podemos ver marcas (logomarcas) com apelo visual com poder para disputar de igual para igual no mercado internacional. A rede Spoleto poderia ser instalada em qualquer shopping do mundo e ser bem recebida. E uma gama de franquias tupiniquins. Pelo visto o Brasil segue o curso certo, pena que pela iniciativa privada. O governo continua sendo a grande entrave do crescimento.

 

Roberto Pantoja (Demorô)