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Muros sociais

March 29, 2007 by admin  
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A cada dia o mundo se torna mais dividido e individualista. Afinal, quem é que está preocupado com alguma outra pessoa senão consigo mesmo nos dias de hoje. Este é um reflexo da sociedade em nós, fazemos parte de um esquema muito maior, que abrange não só nossa vizinhança ou outros estados de nosso país, abrange o mundo! O mundo hoje se mostra a cada dia mais fragmentado, em pró da defesa dos interesses próprios, em pró da filosofia do umbigo. Cada um olhando para o próprio umbigo e ponto. 

 

A notícia provoca incômodo, provoca indignação, provoca risos e provoca medo. A notícia a que me refiro é a de que os Estados Unidos da América (EUA), está aprovando a construção de um muro na fronteira do país com o México. Os EUA que há muito tempo enfrenta problemas imigratórios neste trecho, como foi retratado pela novela “América” realizada pela Rede Globo, onde a protagonista “Sol”, personagem da atriz Débora Seco, imigrava para os EUA em busca de oportunidades de emprego. Quem não se lembra dessa história? Esse é o retrato daquilo que os EUA buscam controlar com a construção de um muro, dividindo os dois países. Resolvendo assim, por meio dessa solução mágica, um problema que é socieconômico e foge ao controle dos Norte Americanos. 

 

Vai-se o muro de Berlim em 9 de novembro de 1989, reunificando duas Alemanhas divididas e agora pensa-se na construção de um novo muro, com uma justificativa distinta para sua construção, mas com o mesmo pensamento, que acredito ser limitado, o de “isolar” aquilo que incomoda, como se isso fosse possível ou fosse a solução dos problemas imigratórios nos EUA. A diferença entre os muros que procuro comparar é que em 1961 um muro foi erguido para que pessoas não saíssem de determinado país, e agora em 2007 um muro pode ser erguido para que pessoas não entrem em determinado país. 

 

 

Minha proposta não é tomar partido ou ficar contra o fato, a proposta é não ignorar o que está acontecendo e fingir que isso nada tem a ver comigo. O que está acontecendo nos EUA acontece na minha e na sua rua. A cada dia erguemos muros sociais, buscamos isolar o que nos incomoda, trancamos, separamos com muros,… E por que fazemos isso? Por que temos medo? Ou será que achamos engraçado? Muitas vezes é melhor abafar a panela de pressão que está no fogo, mas esquecemos de nos lembrar que se não apagarmos o fogo, poderemos conter essa pressão por pouco tempo. 

 

 

Você está do lado de quem? Você é a favor ou contra?

 

Não importa! Por mais que se grite, acho que ninguém vai lhe dar ouvidos. Esse é o pensamento individualista, e por nutrir esse pensamento por tanto tempo, acabamos construindo muros ao invés de construirmos soluções possíveis que modifiquem o final da história. Que se erga o muro! Os problemas socioeconômicos continuarão existindo, os imigrantes, muito mais criativos, desenvolverão novas “técnicas” e continuarão em busca de melhores oportunidades. É até possível que o número de imigrantes seja reduzido com essa medida, mas ainda assim, deixa de ser uma solução. E se os imigrantes continuarem entrando nos EUA, como particularmente acredito que vai, para que terá servido essa “idéia maravilhosa” de se construir um muro? Como eu disse anteriormente, é possível abafar uma panela de pressão no fogo, mas sem apagar o fogo, não há como evitar a explosão. 

 

 

Desejo que não nos faltem idéias criativas, soluções reais e possíveis e que cada um aprenda a apagar o fogo ao invés de abafar a panela. 

 

 

Kayano é Psicólogo, ator e está concluindo um curso de formação em Psicodrama.

 

Kayano 

Funcionalismo público Vs Corporativismo - Qual é o melhor?

March 19, 2007 by admin  
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Dedicado especialmente aos moradores da capital federal do Brasil: será que trabalhar parasitando o Estado e usufruindo de mordomias praticamente perenes é tão bom quanto o sonho quer que pareça? E os outros elementos de uma existência? Esqueça dinheiro e estabilidade por um tempo. Lembre que o ser humano possui um fogo interior que não pode de forma alguma ser apagado sob pena de… de quê? Éramos selvagens, vivíamos em ambientes onde qualquer tipo de estabilidade duradoura era difícil de se cogitar… Será, entretanto, que nos habituamos a nossa própria criação chamada cidade grande? É possível agüentar um trabalho sem prazer uma vida toda? Ou ainda: levar pé na bunda é uma coisa que nenhum orgulho deveria engolir? Metade das empresas abertas no país fale então… Então, O QUE É MELHOR AFINAL? Ser funcionário público ou dono de um negócio/empregado numa empresa privada? 

 

Tudo começa com o resultado das Eleições. Espalharam um factóide: Alckmin aboliria concursos públicos. A despeito do absurdo que isso implica (o país pararia, ninguém em sã consciência iria fazê-lo e sequer dispõe dos instrumentos necessários para tanto!), disseram que ele poderia estreitar o número de vagas e que Lula, essa reedição do Pai dos Pobres, iria ampliar a disponibilidade de vagas. A alegria da galera, a fartura dos brasilienses!

 

Primeiro, vamos separar o joio do trigo: sua felicidade é sua felicidade. Porém, esse ciclo virtuoso “estuda, estuda, estuda, passa num concurso e ganha ‘mesada’ do Estado para o resto da vida” não é sustentável a longo prazo. Seus filhos e netos não terão a mesma bonança. Há um problema infra-estrutural que precisa ser sanado, e o número de empregados do governo é, de fato, gordo. Como sabemos, o estereótipo do funcionário público é o do malandro que ganha bem, tem plano de saúde e mil regalias, incluindo trabalhar uma miséria, tanto em termos quantitativos quanto qualitativos - e como se não bastasse, o pouco que faz, faz mal-feito (não generalizo: meus pais são funcionários públicos e alguns leitores do artigo também, provavelmente, mas me refiro à média). O Brasil - o Estado - é gastador e explorador. Quando não puder extorquir mais nada da população em impostos, sufocar as micro e pequenas empresas com taxação absurda e, mais, pagar os velhos, e se a reforma da Previdência ainda não tiver saído… aí estoura a bolha. E nada do seu filho fazer provinha para a CAESB, o Ministério, a Câmara, porque esse sistema estará em frangalhos…

 

Reduzir o número de nomes que constam da folha de pagamento dos órgãos estatais é somente o primeiro passo. Outros não devem incluem a redução do piso ou teto salariais. Quem sabe uma “meta de produtividade”. Aceitável?

 

“Autor, e eu com essa problemática toda? Não terei filhos!”

 

Até que trepe a última vez e a camisinha não fure, nada feito. Como você é um coelhinho e irá repetir suas façanhas libidinosas mais um punhado de vezes, acho que tenho sinal verde para continuar…

 

Outra calúnia divulgada a respeito de uma possível gestão Alckmin, antes do segundo turno: ele iria privatizar o país. Ó! Morte! Como se sangrar o Erário como o Mensalão fez não fosse grave a ponto de congelar um Estado com CPIs! Mas tudo bem, concentremo-nos apenas nas privatizações (calma, não estou xingando; esta é uma palavra como qualquer outra):

 

Quando uma entidade precisa lutar para sobreviver ela oferece melhores serviços. O brasileiro é de formação covarde, prefere uma carreira pública sem percalços, tem medo de abrir uma empresa (sim, a burocracia e o histórico atrapalham, porém é preciso ser empreendedor se se quiser algo mais que uma Previdência rachada para dar de comer na velhice), verdadeiro pavor de votar em quem defende ou já fez privatização… Lembre-se: na nau de Pedro Álvares Cabral vieram os piores portugueses da virada do século XV para o XVI; o índio brasileiro vivia, evolutivamente, como o homem da idade da pedra lascada; os imigrantes europeus que cá aportaram no século XX eram os de situação econômica mais grave na Europa. Somos todos indolentes de sangue. Queremos sempre a mãozinha do Estado nos acariciando. Se ele desse conta, tudo bem - só que não é o caso. Não acham que é hora de passar esse bastão para a iniciativa privada? Será que o leitor que mudou de moradia há 3 ou 4 anos já teria instalado um telefone fixo se o setor ainda fosse estatal?

 

Uma vez defendi essa tese num e-mail que era compartilhado pela minha turma de Jornalismo numa das disciplinas. Um amigo nosso, célebre funcionário público (que pula de cargo em cargo, cada vez mais abonado) da classe, rebateu com a seguinte prerrogativa:

 

“Não me considero de forma alguma um covarde por ter escolhido o serviço público. Aliás, pelo contrário, pois, por conta da alta concorrência, é necessário ter muita coragem para encarar um concurso público atualmente. Achei totalmente descabida tua análise a respeito das pessoas que optam por esse caminho. O raciocínio é bem simples: se eu posso ter um trabalho que garanta meu sustento, dê um certo nível de conforto, sem precisar levar trabalho para casa ou trabalhar em fins de semana, por que eu optaria por trabalhar em uma empresa privada (ou mesmo optaria por ser dono de uma empresa), sem garantia do amanhã e com a pressão de produzir sempre mais e ser sugado até o limite?! Já tive que me submeter a isso em mais de uma empresa e decidi que aquela não era a vida que eu merecia. Tu fizeste uma generalização infeliz. Geralmente, as generalizações são infelizes e injustas. Como exemplo: não é porque o execrável Bush (na minha opinião, uma das figuras mais nefastas da atualidade) possui um jeito arrogante de governar que todos os estadunidenses devem ser considerados pessoas do mal – muitas vezes, ouve-se esse discurso. Da mesma forma, não se deve generalizar e culpar o povo alemão pelas atrocidades cometidas por Hitler. E que papo é esse de ‘porém é preciso ser empreendedor’?! Talvez seja influência da mídia, por meio dos anúncios como ’seja alguém na vida’ (imagem: um idiota num automóvel caro e uma mulher lindíssima acenando para o indivíduo motorizado), ‘tenha o carro dos seus sonhos’, ‘com Credicard você pode’ (desconfio que seja possível comprar até pessoas). Definitivamente, eu não me rendo a esse discurso consumista: essa relação de igualdade consumo=bem-estar não me serve!”

 

Desculpem por alongar tanto as coisas, mas expor o ponto de vista dele foi extremamente necessário. Na tréplica, fiiz questão de deixar claro que o culpado não é ele, que seria um covarde, tampouco nosso pai ou nossa mãe: o problema é estrutural. Essa covardia corre em nosso sangue (no de todos que são socializados por estas bandas) há séculos. O erro está no que ele disse do terceiro setor: nós somos obrigados a escolher a vida pública porque o terceiro setor ou paga mal ou se mostra instável. Mas continuar dando voto a governos paternalistas não vai mudar essa condição. Uma condição de restrição. Muito bom para os que conseguirem passar pelo funil, péssimo para os demais. E quantos não são?

 

O que dizer de Economias desenvolvidas onde o corporativismo é tão seguro quanto o funcionalismo público brasileiro? Nelas, tanto faz escolher uma carreira quanto outra - geralmente é sadio optar pelas duas (já que abrir um negócio não é o inferno que é aqui). No entanto essas nações (principalmente na Europa escandinava) não nasceram privilegiadas. Já estiveram na situação precária brasileira e muito sofreram, muito lutaram para chegar onde estão. O resultado é que os descendentes desses “bravos” colhem os frutos das sementes então plantadas: acabou o medo de ser empreendedor!

 

O problema é estrutural e sua resolução é de longo prazo, contudo, se você tiver peito para arriscar, por que não? Além disso, comece escolhendo melhor nossos governantes, essa é a saída!

 

Em uma coisa nosso amigo estava certo: os brasileiros não passam de uns “carrólatras”!

 

Rafael Aguiar 

Computador para todos?

March 19, 2007 by admin  
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O programa “Computador para Todos” do Governo Federal tem o objetivo de popularizar o acesso ao computador. Para baratear o custo da máquina, o sistema operacional escolhido foi o Linux, gratuito. Só que uma pesquisa recente revelou que 73% das pessoas que fizeram parte do programa, trocaram o Linux pelo Windows, sistema operacional pago da Microsoft. E na grande maioria das vezes essa troca foi feita de forma ilegal, leia-se pirata. E daí? E daí que isso demonstra que o usuário só é a favor do software livre (gratuito) porque não tem dinheiro para comprar coisa melhor. E na maioria das vezes opta pelo produto pago, mas o faz de forma ilegal (pirataria). Provando que o software livre não tem a ver com a disseminação de tecnologia ou informação para todos, mas sim com a falta de dinheiro das pessoas. Acontece que muitos acreditam que se existirem programas gratuitos de boa qualidade, as pessoas iriam optar por eles ao invés de produtos piratas ou até mesmo pagos. Essa notícia é a prova de que isso não é verdade. E prova também que somente um bom produto não suficiente, o marketing é essencial na escolha do consumidor. O sistema Windows mostra que por sua praticidade e funcionalidade é o preferido na hora da compra. Isso é um balde de água fria nos defensores do software livre. 

Roberto Pantoja (Demorô) 

E Lula vence de novo as eleições! Grande merda!

March 19, 2007 by admin  
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Sou mesmo um capitalista de merda. Adoro os Estados Unidos, odeio instituições públicas. E meu sonho é que privatizem a Petrobrás. Sou louco? Realista mesmo. O Estado nada mais é do que um vírus, ele serve para disseminar o mal, o conforto, a preguiça. Basta visitar, trabalhar em algum órgão público, serve qualquer coisa. Seja um trabalho de segurança na Câmara, seja de programador no Serpro. As coisas não andam, não vão para frente. Deviam acabar com tudo, só devia sobrar o básico para a administração pública existir. O Lula usou como campanha que o maldoso Alckmin iria privatizar tudo. Uma ótima idéia! O sonho do Lula é dar bolsa-família para todo mundo, duplicar os concursos públicos e criar um bando… um bando de vagabundos. Que sonham em garantir um salário mensal, uma vida simples, em nunca se arriscar. Acreditem, quanto maior o risco maior a recompensa, é tão difícil entender isso? Taí o grande problema do Brasil, o medo de se arriscar. O Lula quer isso, proteção, um Estado amigo, um Estado pai. Isso não nos leva a lugar nenhum. Guerra ao terrorismo, guerra ao terror, guerra a Síria, guerra ao Irã, guerra a Coréia do Norte, guerra ao Lula. Eles desestabilizam a democracia mundial, o capitalismo. Para o crescimento existe esforço. 

Roberto Pantoja (Demorô) 

My Chemical Romance Vs The Black Parade

March 19, 2007 by admin  
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Emo? Emossexual? Esse termo é tão gay! David Bowie já era emo há 30 anos atrás, de novidade isso não tem nada. A banda genial “My Chemical Romance” sempre inovou e acabou sendo rotulada, como mais uma banda emo. E graças a Deus viram a furada que isso significava, e mudaram. Mataram sua banda e agora tem um alter-ego com o nome de The Black Parade. E declaram de vez morte prematura ao Emo. Depois de serem vaiados junto com “Panic! At the Disco” no Reading Festival! The Black Parade agora parece uma mistura entre Smashing Pumpkins e Queen. Letras inteligentes que falam de morte, muito bom. Teatrais, maquiados, carismáticos. Compre, assista, não perca! Um CD que vai fazer história, talvez não agora. Welcome To The Black Parade. Esse é o single, baixe agora! 

Roberto Pantoja (Demorô) 

Espaço público do DF - O caso Pátio Brasil

March 16, 2007 by admin  
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A Indústria Cultural é um conceito dos países capitalistas: quando emergem movimentos alternativos, alheios ao establishsment, a regra é explorá-los economicamente. Se não for possível, que se os sufoque. Um exemplo é o movimento Punk, antes associado ao Anarquismo. Hoje o Punk é um naco do mercado fonográfico e também do de vestuário, com bandas em grandes gravadoras, lançamentos de luxo, calças, tênis e camisetas temáticas, além, claro, de muito espaço na mídia. 

 

Vestir-se de modo propositadamente descuidado, usar um penteado desgrenhado e mostrar apreço por grupos musicais como os Ramones ou Sex Pistols já foi motivo para ser fichado na polícia. Atualmente, são práticas permitidas e inclusive estimuladas por setores da indústria - afinal, o fluxo da dinheirama não pode parar! A Indústria Cultural apregoa isso mesmo: a apropriação das formas de expressão do ser humano pela Economia.

 

Nesse cenário - se horroroso ou aceitável depende do seu ponto de vista -, Brasília, de onde saíram tantas bandas de rock consideradas alternativas em décadas passadas, é palco de discussão pertinente: o usufruto do espaço público por minorias ou subculturas. Na marquise do Pátio Brasil Shopping (Asa Sul), antigo reduto rockeiro às sextas-feiras e sábados, o movimento dos jovens cabeludos vestidos de preto começou a incomodar a administração do local, que mandou isolar as muretas da escadaria de acesso pela via W3 Sul e instruiu seguranças a afastar bandos das proximidades. Regilene, representante administrativa, se limitou a dizer que “não ficava legal aquela multidão”. Para ela, as dúvidas por mim suscitadas eram irrelevantes, pois não passavam de “tarefa de casa de estudante de Jornalismo”. Ah bom!

 

Sem falar que ela não quis fornecer sobrenome para a matéria nem esclarecer uma suspeita de que o motivo verdadeiro para a proibição da aglomeração rockeira naquele ponto fora a detecção de tráfico de drogas. A Polícia Militar sempre surgia nos dias de reuniões dos jovens, aplicando a Lei a quem não fosse maior de idade e estivesse ingerindo bebida alcoólica, além de indiciar um ou outro flagrado com maconha, o que era ocorrência rara e se enquadra na tipologia de “usuário”, que não pode ser preso. Tráfico, mesmo, nunca foi provado. Regilene disse que o setor de Marketing retornaria a ligação, coletou meu celular e telefone de domicílio e… nada.

 

Rafael Aguiar

Você sabe o que do outro?

March 14, 2007 by admin  
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Hoje aconteceu um fato engraçado. Lá estava eu almoçando antes de voltar ao trabalho, enquanto um casal sentado na mesa ao lado discutia a relação. Ambos estavam se queixando de que eles não eram mais os mesmos e que não estavam mais satisfeitos com a companhia um do outro. Aquela discussão me chamou a atenção, pois fiquei me questionando sobre quantas pessoas já viveram ou vivem presos nessa mesma situação. 

 

As pessoas em geral, independente de classe social, credo ou cor, constroem ao longo da vida lógicas afetivas de conduta, o que explica e dá sentido para as nossas relações e para a maneira como nos relacionamos. Tudo funciona como um modelo de chave e fechadura, ou seja, cada chave abre determinada fechadura. Assim são as relações, elas começam de alguma forma e em algum momento. De acordo com a vontade de ambos (chave e fechadura) essa relação se desenvolve e toma um rumo. Sendo assim, acredito que nada acontece por acaso e se por acaso isso for possível, existe a sincronicidade, termo com um significado que me permite repetir que nada acontece por acaso. 

 

Talvez eu não seja tudo aquilo que você imaginava que eu fosse.

 

Talvez eu não seja tudo aquilo que você gostaria que eu fosse. 

 

Muitas vezes nem percebemos, mas se pararmos um pouco para prestar atenção nas diversas relações que estabelecemos, possivelmente iremos perceber que as histórias por mais que comecem de uma forma muito específica, em cada um desses diversos casos, terminam de uma forma muito parecida. Será que a fulana é tão parecida com a siclana? Elas nem ao menos se conhecem! Bom, o que importa é que nós somos os mesmos e buscamos a mesma fechadura (pessoas com lógicas afetivas de conduta semelhantes com outras que estabelecemos relações anteriormente). Buscamos alguém que nos complemente. 

 

Talvez você não seja tudo aquilo que imaginei que você fosse.

 

Talvez você não seja tudo aquilo que eu gostaria que você fosse. 

 

O que quero mostrar após falar sobre tudo isso é que existe uma saída, que pareceu sempre estar debaixo do nariz e nem percebemos que estava ali. A saída é ser autêntico desde o início, aprender a trocar, a lembrar que aquela outra pessoa também constrói expectativas e que ela também tem seus desejos. 

 

Os dois brigavam e estavam aborrecidos. Estavam tão preocupados em realizar os próprios desejos e ficarem satisfeitos, que esqueceram de perguntar se o outro estava satisfeito. 

 

Precisamos lembrar que não podemos cobrar ou exigir das pessoas mais do que elas conseguem dar. Se eu sou uma pessoa fria, com dificuldades de demonstrar carinho e afeto, será difícil manter uma relação com alguém que exige que eu seja atencioso e carinhoso em demasia. Podemos tentar respeitar e aceitar aquilo que as outras pessoas conseguem nos oferecer, assim, elas também poderão respeitar e aceitar o que nós temos para oferecer. 

 

As relações existem para que possamos estabelecer trocas, para que possamos criar juntos, devendo sempre ser uma nova relação com cada novo indivíduo, pois as pessoas são diferentes e por isso demandam relações distintas. Se continuarmos seguindo o mesmo padrão nas relações, certamente saberemos onde elas irão dar. Cabe a cada um decidir aonde quer chegar. Contradizendo uma famosa frase: O céu não é o limite. O limite está dentro de nós. 

 

Kayano é Psicólogo, ator e está concluindo um curso de formação em Psicodrama.

 

Kayano 

Are you piss off?

March 7, 2007 by admin  
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Como sempre digo: é muito mais fácil ser infeliz. Como podemos observar ao olhar para o céu, o sol continua nascendo e se pondo todos os dias no mesmo horário. Assim como o sol, algumas pessoas repetem esse mesmo movimento do sol e continuam fazendo sempre a mesma coisa e constantemente se queixam de suas famílias, de seus amigos, reclamam do trabalho e conseguem ver pontos negativos em tudo aquilo que estão destinadas a realizar, ou melhor, destinadas a sofrer e não realizar. É muito mais fácil ser infeliz para poder justificr ficar parado.

 

Acredito que o problema não esteja no ato de se queixar das situações, mas sim, no fato de que esta queixa muitas vezes é apenas uma desculpa, seja ela consciente ou inconsciente, para não tomar decisões, para não partir do estado de inércia para a ação. 

 

No fim da história, essas pessoas ainda se sentem mal e ficam frustadas com a própria conduta. É muito mais fácil ser triste, ficar quieto, calado, se escondendo de tudo e de todos. Na verdade falta coragem às pessoas, falta acreditar num potencial que já existe mas não é conhecido, mesmo estando dentro de cada um e falta ainda determinação. 

 

Parece mesmo que este é o tempo das pessoas sem objetivo, ninguém quer nada, mas ao mesmo tempo, todos querem tudo e assim continuamos esperando que alguém menos infeliz do que nós tome uma atitude e faça por nós tudo aquilo que nos boicotamos a fazer, pois assim seria mais fácil saber perder e aprender a colocar o rabo entre as pernas. 

 

Acredito que falta ser espontâneo! Ninguém parece mais ser interessante, todos são fúteis, vazios e contam histórias de algum amigo do primo de um amigo seu. A verdade é essa, tem muita gente gozando com o “pau” dos outros. Falta criatividade, falta o relato da verdade.

 

Eu gostaria de fazer um apelo, pedir que se faça uma corrente em pró da determinação. Muitas coisas são difíceis mesmo, talvez para alcançar um objetivo seja preciso correr atrás mais do que se deseja, tomar alguns tombos e aprender a levantar e prosseguir, sofrer um pouco pois obstáculos não são simples, se fossem, não seriam obstáculos e aprender a ter atitude e correr atrás dos sonhos. Como diz o ditado: ” água mole em pedra dura, tanto bate até que fura!” 

 

Seja essa água, flexível, adaptável, que pode contornar obstáculos, mas no fim, alcança seu objetivo. A pedra, rígida, segura de si, dura mesmo, apenas afunda, apenas espera até que um dia fura! E no fim da história o que parecia fraco foi eficiente, enquanto que a fortaleza caiu por água abaixo. 

 

O sol continua nascendo e se pondo todos os dias no mesmo horário. Assim, algumas pessoas podem aproveitar para fazer escolhas, e nascer a todo momento e se pôr na hora que achar que devem. Atitude, determinação, objetivo e ação. Quem não precisa?

 

Kayano é Psicólogo, ator e está concluindo um curso de formação em Psicodrama.

Kayano

Brasil, um muleke delinquente!

March 7, 2007 by admin  
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Pelo visto o país está mesmo na merda. E aquele papo de que tudo vai dar certo? Talvez seja só papo mesmo. Saiu um relatório, uma pesquisa, à respeito da educação desse lugar chamado Brasil. O resultado têm a triste noticia que o ensino piorou ao longo desses anos. Como se fosse possível! E em todas as classes econômicas. Instituições públicas e particulares. Agora pare para pensar. São notícias como essas que me dão uma enorme vontade de desistir, de tudo, desse país. Quando vamos pra frente? Essa história que temos um futuro brilhante? Papo furado, é como dar esperança para um muleque de 14 anos que a mãe é puta e o pai é um drogado. O que podemos esperar de uma criança assim, e de um país assim? Não existe esperança, já era! Podemos tirar ele de casa, colocar em um novo lar. Tentar dar aulas de informática, lições de português, matemática. Mas esse deliquente um dia vai começar a espancar seus novos coleguinhas de classe, vai começar a roubar pequenas coisas nas festinhas dos amigos. E por Deus, vai acordar todas as noites chorando. Você vai ter pena, vai continuar tentando. E um dia ele vai fazer merda de novo, pois a vida já o corrompeu. Não vai se adaptar, não foi feito para estar ali. E um dia você desiste, morre de pena, chora muito, mas desiste. Ele muda de casa, de família, gera problemas em todos os lugares. E aí volta para o seu destino, traçado. É a mesma coisa! O Brasil é assim. Já era. Você ainda não notou isso? 

Roberto Pantoja (Demorô) 

Pense duas vezes antes de fazer merda!

March 6, 2007 by admin  
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Sabe quando fazemos algo que nem imaginamos que poderia ser errado? Pois então, isso me passa o tempo todo. Como roubar no supermercado, ou brigar com alguém. Coisas, pequenas coisas, que muitas vezes podem tomar grandes proporções. E quanto a lei? Se tornou rígida demais? Ou será que nos tornamos loucos demais? Acredito que ambos estão certos, é uma maldita faca de dois gumes. A lei é severa, pelo menos a cada dia que passa ela se torna mais e mais. E quando ela resolve agir? Aí fudeu! Penso que existe sim o crime, aquele brutal, aquele sem razão. Acredito também que existe aquele sem intenção. Aquele por obra do acaso, por obra do destino ou por obra de que merda que seja. E acontece, e sei lá, você não queria, não pretendia,aconteceu. E aquele delito, pequeno, vira uma merda sem tamanho. E aí? E aí já era, você vai preso, é morto, ou sei lá o que de pior pode acontecer. Isso da medo, me dobra o estômago, da medo até de sair de casa, de sair pra curtir, de ir pra balada. A gente nunca sabe o que pode acontecer. Talvez você tenha sorte na sua vida, mas sei lá, talvez não. Não gosto de seguir o caminho do rio, acho que ele nos leva pra maior das cachoeiras e você vai se fuder lá embaixo. O melhor mesmo é tomar cuidado, ficar ligado. E ficar bem longe de problemas, por mais careta que isso possa parecer. Lembre que seus pais e talvez até seus amigos possam te entender, mas a lei não. Ela é severa, e quando você menos esperar ela fode com você. O mundo deveria ser diferente? Também acho, mas ele não é. Assistam ao filme “Alpha Dog”, ainda não foi lançado aqui. E pensem no que estou dizendo. E fujam de pessoas e coisas erradas.

Roberto Pantoja (Demorô) 

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