
No começo da década de 90 ninguém se incomodava com os fumantes, eles acendiam seus cigarros nos locais mais absurdos, do elevador ao avião, lembram? No século 21 as coisas mudaram muito, agora os fumantes são mal vistos, apontados, criticados e recebem “unsolicited advices” o tempo todo. O incomodo é o mesmo, afinal a fumaça sempre foi incoveniente, mas agora nos vemos no direito de evitá-la. O que mudou? Nós mudamos? Vou explicar o que aconteceu, nos fizeram uma lavagem cerebral!
Na década passada, o estado da Flórida fez um estudo relacionado ao cigarro e chegou a seguinte conclusão, custa mais caro para o Estado arcar com as mortes e as doenças relacioandas ao fumo do que o dinheiro arrecadado com os impostos embutido no produto. Só é levado em conta os interesses do Estado, que se preocupa com a arrecadação, não com a sua saúde.
O que acontece é simples, se você fumar e vir a ficar doente, o gasto em um hospital público é muito elevado e se a doença for crônica é ainda maior. Porém, o fator mais importante não são estes, mas sim que ao morrer você deixará de pagar impostos. Como assim? A idade média do brasileiro é de 70 anos, se você morrer com 40 anos o Estado deixará de arrecadar pelo menos por 30 anos. O impostos mais importantes não são os IR, IPVA e IPTU, mas sim os imposto embutidos em todos os bens de consumo, assim que o governo ganha dinheiro.
Estes argumentos servem para lembrar que passamos a destratar os fumantes por conta de uma política de Estado, mas não por vontade própria, afinal não eramos assim há poucos anos atrás. Odeio cigarro, nunca fumei e nunca vou fumar, mas acredito que cada um que cuide da sua vida e se mate da maneira que achar melhor. O que não gosto é do dedo do Estado no meu comportamento, o projeto de lei que proibi fumar em lugares abertos é absurdo.
Roberto Pantoja (Demorô)
Comentários
Trackback