O mundo mudou muito nos últimos cem anos e o grande fomentador deste desenvolvimento foi a tecnologia. Ferramentas como a internet, disseminaram o conhecimento e tornaram um número enorme de humanos em verdadeiros gênios. As indústrias produzem como nunca e os produtos e alimentos ficaram baratos demais, e principalmente abundantes. Um pessoa comum, que mora em um país desenvolvido, não faz idéia do que fazer com tantos produtos. Atualmente, o número de variações são tão grandes que um simples iogurte têm até 30 diferentes sabores em um supermercado americano, sabores exóticos e misturas como morango com banana.
A tecnologia não trouxe somente variedade, mas principalmente qualidade! Hoje o carro mais barato possui todos os acessórios que jamais sonhamos e ainda possui um designer de cair o queixo. Tudo isso e a crise do petróleo de 2008 nos fez repensar o consumo… hoje temos a consciência de que fica muito difícil se destacar das outras pessoa com bens de consumo. A pessoa que tem pouco dinheiro tem acesso a bens, quase, idênticos de quem têm milhões na conta bancária. Repensamos o termo ˜comprar˜, na primeira vez que compramos um celular, o melhor fazia muita diferença, mas agora qualquer celular é excelente. Consumir como antes não faz o mesmo sentido, nem para nós e nem para o meio ambiente.
Acredito que estamos chegando a uma nova era, em que iremos consumir apenas e somente o necessário, aquilo que realmente faça sentido na nossa vida. Tudo o que aconteceu até agora foi uma necessidade humana, um aprendizado, precisávamos passar por este consumo desenfreado para entender que isto é ridículo, que nada agrega a nossa vida. Já entendemos que um carro de um milhão de dólares só nos satisfaz por alguns meses ou talvez semanas, mas depois aquele carro nada mais é do que um carro, a função é a mesma.
O ser humano está se dando conta que está se enganando, procurando felicidade e válvulas de escapes nas coisas erradas. Teremos luxo e conforto, pois a tecnologia e o mundo só tendem a melhorar, mas não teremos mais esta ânsia louca por consumir algo que não precisamos. Ser feliz não é uma comparação, a felicidade não é um bem a ser adquirido. Bem vindo ao futuro do consumo, o ato de não consumir!
Roberto Pantoja (Demorô)
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