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O mundo é rosa!

mundo rosa

A revista Exame já alertava, não foi a China que livrou o mundo da catastrófica crise de 2008, mas as mulheres. Desde que o sexo feminino ingressou no mercado de trabalho o consumo interno mundial cresceu de maneira assustadora, quando a esposa passou a representar 50% dos ganhos da casa e muitas vezes 100%, o mercado floresceu. Mesmo em lojas de vestuário masculino são as mulheres comprando para seus maridos e filhos.

Agora o mundo entrou em uma segunda fase, onde as mulheres não só trabalham, mas também estão nos cargos de chefia, e melhor, no primeiro mundo, estão dominando as empresas de tecnologia, as NOVAS empresas , as empresas do futuro. Porque? Jack Welch já havia provado na GE, o maior bem de uma empresa é o capital humano. As empresas antigas vão morrer, assim como seus donos, que usavam da força bruta e da estupidez para mandar em seus funcionários. Usando a antiga e arcaica visão do chefe, uma pessoa que manda e nada mais, nas novas organizações este papel agora é do líder, um mentor que potencializa as qualidades da sua equipe e percebe em seus funcionários pessoas mais capazes do que ele.

O que isso tem a ver com as mulheres? Elas sabem lidar muito bem com este novo mundo, onde as pessoas são prioridade, sabem o real valor do capital humano. As empresas de tecnologia americanas, agora, só contratam como CEO as mulheres. Esta tendência de afeminar as empresas ainda se restringe ao mercado de tecnologia, pois focam em resultados e não em horários. Mas prepare-se, aos poucos, está tendência vai chegar a todas as empresas, que serão reguladas pelo sexo feminino. GRAÇAS A DEUS! Vamos ver uma revolução neste século, um mundo mais humano, um mundo rosa.

Roberto Pantoja

Twitter: @demoro_com

gta 5

“Why did I move here? I guess it was the weather. Or the… Ah, I don´t know, that thing. That magic. You see it in the movies… So I bought a big house… My kids, would be like the kids on TV. We´d play ball and sit in the sun… But, well, you know how it is.”

Nos Estados Unidos ninguém fala “Los Angeles”, mas todo mundo entende o significado de L.A.. A cidade dos anjos traduz o sonho americano, é a capital dos EUA e é a capital do mundo. Enquanto New York City tenta ser uma capital financeira e San Francisco tenta mudar a sociedade com criações tecnológicas, L.A. não precisa fazer nada para regular o planeta. Afinal, o que importa não é o dinheiro ou a tecnologia, mas sim o poder!

L.A. é uma zona de influência, pois controla o que importa na nossa sociedade: o entreternimento. Os EUA não são um país, são um sonho, um estilo de vida, e é o cinema, a música e os videogames que transportam este sonho no inconsciente coletivo. Os EUA não precisam de nada para regular o mundo, precisam somente de L.A..

A produtora de jogos eletrônicos Rockstar Games está prestes a mudar o mundo novamente, pois lança AGORA, o trailer do quinto jogo de videogame que mais influenciou os jovens, ao redor do mundo, nesta última década: GTA (Gran Theft Auto). A Rockstart não vende entreternimento, vende influência e por isto escolheu L.A. para ser a cidade do seu novo GTA.

O trailer de GTA 5 não é o lançamento de um jogo de videogame, mas um importante acontecimento no globo, mais poderoso do que qualquer crise social ou financeira. GTA 5 é os EUA na casa de todos os futuros formadores de opinão. A empresa Rockstar Games vai, mais uma vez, tentar desmascarar o “american way of life” com uma tentativa de analisar e dissecar a direita neo liberalista… mas no fundo só vai conseguir aumentar ainda mais a nossa admiração a grande nação americana, que representa o sonho e a inveja de todos. Viva a América! Viva L.A.! Viva GTA 5!

Roberto Pantoja

Empreendedor, escritor, especialista em marketing online, mídias sociais e proprietário da MidiaMaxx – http://www.midiamaxx.com

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Star Trek e o Holodeck

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microsoft holodeck

O futuro é agora, quem precisa da Apple? A equipe que está revolucionando a Microsoft e lançou produtos incríveis como: Kinect, Windows Phone, Windows 8 e a nova dashboard do XBOX 360. Acaba de criar algo só visto em filmes de ficção, um holodeck! O filme Star Wars mostrava a princesa Leia em um holograma 3D, aquilo era impressionante, mas o que a Microsoft inventou é ainda mais. Um holodeck é um holograma interativo, com ele é possível tocar objetos que não existem, que foram criados por computador, algo muito além da sua imaginação, mas já pensado pelos criadores do seriado Star Trek.

As utilidades deste equipamento nas empresas e nos laboratórios será revolucionária, mas será o grande público que realmente vai apreciar está tecnologia, como? Jogando videogames! Segundo analistas, a Microsoft vai lançar no ano que vem seu novo videogame, o XBOX 720. Os sites de tecnologia divagam que o novo aparelho virá com uma evolução do Kinect e que isso poderia ser um holodeck digital!

Não é possível prever que um aparelho tão surreal chegue ao mercado tão rápido, mas ninguém prévia que a Microsoft iria lançar e vender um sensor de 150 mil dólares que capta movimentos em 3D por apenas 150 dólares, e no entanto o Kinect existe há dois anos.

As possibilidades desta máquina são infinitas, imagine jogar futebol na sua sala com uma bola holográfica ou jogar tênis usando um raquete de verdade? Isso iria mudar nossa noção de realidade e poderia mudar toda uma geração. Agora, é torcer para o futuro chegar rapidamente!

Roberto Pantoja

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O escritor americano Daniel H. Pink já alertava no seu grande livro iDrive, o ser humano é motivado pelo processo e não pelo objetivo! O jogo Dark Souls leva essa premissa ao máximo.

Todo enredo tem um começo, meio e fim, como toda música, filme ou jogo de videogame. Os jogos modernos foram criados como o que acreditávamos ser a nossa motivação, o objetivo, ou seja, jogávamos para completar pequenos desafios, para no fim gozar de um alívio imediato. Quando o jogo terminava, acabava por ali aquela história e toda uma sensação.

O jogo Dark Souls muda tudo isso, porque cria um jogo com uma dificuldade insana, quase impossível de completar, cada fase é um sofrimento e demora horas e horas para ser completada, mas ao invés de ficar frustado, você fica motivado. Isto acontece porque os controles funcionam perfeitamente e o jogo não têm erros evidentes, logo se você morre a culpa é inteiramente sua.

O jogo segue a mesma lógica da vida, quando sonhamos com algo, aquilo só é motivador até o momento que o sonho se realiza; logo o que te motiva é a trajetória até realizar o sonho. Em Dark Souls completar uma fase é onde está a graça e não quando ela acaba. Você morre dezenas de vezes para andar meros 100 metros, mas quando chega no objetivo, aquilo tudo cai no esquecimento e a sua motivação é o próximo objetivo (a próxima jornada). Exatamente como a vida.

Dark Souls não é um mero jogo, é uma experiência, que vai viver na sua mente por muitos e muitos anos. Com ele você vai aprender o verdadeiro sentido da vida. Jogo disponível para XBOX 360, PS3 e PC.

Roberto Pantoja

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Premonição

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Seu nariz sangrava muito, seu rosto estava coberto de sangue, seu carro havia batido perto de sua casa… acordou suado, assustado. Era a terceira vez que tinha aquele sonho naquela semana, ficou preocupado, provavelmente era uma premonição, mais uma. Algo absurdo, mas uma vez sonhou várias vezes com a mesma coisa, seus dentes estavam quebrados e ele passava a língua lentamente por o que restou deles. Um dia eles quebraram de verdade, exatamente como havia previsto, sonhado.

Contou aquela história para seu irmão, ele, como um ser racional, disse que tudo aquilo era um erro nas suas sinapses nervosas, assim como um déjà vu. Ficção, na verdade não existia premonição, existia uma falha no seu cérebro! O ponto de vista dele era mais inteligente e racional, mas preferia acreditar no desconhecido, assim como todo mundo. A razão e a emoção sempre foram a dualidade óbvia da humanidade, uma não existe sem a outra. A ciência estaria avançando ao ponto que toda ficção iria se tornar realidade? Talvez a sua falha nervosa fosse uma ruptura entre o tempo e o espaço, talvez não.

Aquilo o incomodava, ficava com medo do futuro, do seu sonho se tornar realidade. Sabia que existia uma probabilidade enorme de sofrer um acidente de carro, afinal era estatística, uma probabilidade até grande, mais um número. A chance de bater o carro era maior do que a sua premonição virar realidade. Logo pensou, se a batida realmente acontecesse, obviamente iria culpar o sonho. Pensou direito e teve a impressão que a sua vida era regulada pelo destino. Uma vida fadada ao fracasso, a um mero acidente de carro, achou melhor mudar, criar seu próprio destino, a sua premonição. À partir daquele dia só iria se preocupar com o agora.

Roberto Pantoja

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Miragem

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Deserto
Incerto.

Decerto
Que há
Em mim.

Incerto
Deserto.

Andrei Almeida – Poeta e escritor

“A vida não tem sentido sem os erros.”, essa era uma frase interessante dita pelo seu pai. Fazia tanto sentido quanto não, afinal viviamos para evitar o erro, o inevitável, mas não era essa a mensagem. Seu pai queria dizer que sem os momentos ruins não existiram os bons, afinal como identificá-los? Isso parecia tão óbvio, mas fez um sentido inexplicável naquele momento, afinal qual seria a graça se nada te pertubasse? A maioria das pessoas teriam a resposta na ponta da língua, “a vida seria ótima”. Na verdade não, a vida seria um momento sem dualidade, sem certo ou errado, sem claro ou escuro. A espécie humana sequer iria existir, pois somente o erro, o incomodo, nos faz viver, pensar, agir e mudar. A vida é adaptação.

Aquele assunto era mesmo interessante, porque nunca havia pensado nisso antes? Seria possível ter um pensamento original? Será que alguma coisa no mundo não tivesse sido pensado antes? Um dia leu em uma revista que uma menina de dez anos de idade falou para o seu pai que havia descoberto uma força que fazia todas as coisas serem atraídas para a chão, seu pai olhou com cara de descaso e disse “isso foi descoberto há centenas de anos, isso é a gravidade”. Ela olhou de volta e disse para seu pai, “eu não sabia disso, logo fui eu que descobriu esta força!”. Sim, ela tinha razão, uma pessoa ao falar uma coisa que já foi dita antes, mas que ela não sabia, é sim original!

O mundo é feito de descobertas e milagres, como crianças que descobrem a gravidade, erram e fracassam. O grande erro é não errar, procurar a perfeição que não existe e nem faz sentido. Nada é perfeito, mesmo um cilindro de carbono talhado com um laser teria pedaços de imperfeição. Nada é perfeito como nada é certo, a vida são apenas probabilidades. Mesmo que um meteoro não vá cair na sua cabeça neste exato momento, não significa que não poderia acontecer, é apenas uma probabilidade pequena demais para ser considerada.

Voltou no pensamento do seu pai e questinou porque teria de temer qualquer coisa ou situação se o acaso controlava sua vida? E se o erro era inevitável para a sua felicidade? Sabia que todas as pessoas ao seu redor teriam resposta para aquela resposta, que teriam a ver com estabilidade ou qualquer outra coisa inventada pelo homem. De que adiantava conhecer o maior segredo do mundo, se ninguém iria entender? Escutou seu pai com mais atenção naquele dia, aquela frase era profunda, um conhecimento libertador, tentaria sentir aquelas palavras pelo máximo de tempo possível, até elas serem arrancadas do seu peito como um meteoro pelo senso comum.

Roberto Pantoja

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Amor próprio?

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Perdeu a chance da sua vida, o seu sonho… Na verdade, não era nada demais, era apenas um emprego medíocre, mas aquilo significava muito, pelo menos para ele. Talvez nem para ele, mas era importante para sua esposa, filha e todas as pessoas que o julgavam por isso.

Sua vida não foi nada aquilo que ele esperava, suas espectativas nunca foram alcançadas, seus sonhos não foram realizados, mas pelo menos tinha sua família. Sua esposa o amava muito e o sorisso de sua filha valia a pena, sempre, mas aquilo era o suficiente? Pelo menos devia ser, mas não era, muito menos para o mundo.

Haviam tantas cobranças, preocupações, precisava ser alguma coisa e mesmo que ele tentasse, seria impossível. Perguntava-se todos os dias como seu amigo teria conseguido arrumar dinheiro para comprar uma casa tão grande, ser tão bem sucedido… e ele não? Seu amigo sequer tinha estudado como ele, mas as coisas pareciam acontecer na sua vida. Mesmo que se esforçasse, não obtinha resultados e aquilo era frustante, decepcionante, principalmente para os outros. A vida não era perfeito, nunca foi, mas estava preocupado demais com a opinião da sua família para entender isso.

Chegou em casa com um peso que não podia suportar, olhou nos olhos de sua linda esposa com a resposta que ela não queria. Chorou, desabou e tomou uma atitude que aprendeu a nunca tomar, foi fraco. Contou todas suas frustações e teve como resposta um abraço, um momento que não esperava. Percebeu que aquilo realmente não importava, nem para os outros. Sentiu que os poucos momentos que temos na Terra são para as pessoas e nada mais.

Enxugou as lágrimas, se sentiu seguro, confiante, pois agora sabia que não precisava ser aquilo que não queria ou conseguia, e afinal qual era o problema? Não precisava desempenhar um papel que não era o seu e não tinha que viver uma vida provando o que não interessava, realmente, a ninguém.

Sua confiança não te trouxe poder, sucesso ou dinheiro, mas trouxe paz interior. Percebeu que o sentimento de derrota persegue todas as pessoas, o medo está no coração de cada ser e isto sim é humano. Nesta hora aprendeu que o mundo não era feito de pessoas de sucesso, mas de pessoas como ele… e isso era ótimo!

Roberto Pantoja

Empreendedor, escritor, especialista em marketing online, mídias sociais e proprietário da
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Idade…

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Olhava curiosamente para ela, já tinha 90 anos e parecia entender tão bem o comportamento humano, mas mesmo assim nunca fazia um comentário sobre como o mundo a via. Suas conversas eram longas e repetitivas, e tudo mundo achava que era tola ou mentirosa. Tinha a impressão de que as pessoas mais velhas não tiveram vida e suas histórias não tinham importância. O passado, fica por lá, no passado, pensava.

Era impossível imaginar aquela criatura correndo, frequentando festas, sorrindo no seu casamento ou qualquer momento que demonstrasse que já fora jovem. Aquilo não entrava em sua cabeça, mesmo sendo óbvio. O passado das pessoas desaparecem nos olhos dos outros, se era tão ridículo para ele falar de coisas que havia vivido, imagine para aquela nonagenária .

Impressionante que os seres mais velhos não fazem a menor questão quanto a opinião dos jovens. Claro, isso é uma atitude madura, afinal que diferença faz? E quando ele tivesse 90 anos? O que um garoto iria pensar quando contasse alguma história absurda ou alguma sacanagem que tivesse feito na vida? “Velho mentiroso”, claro, normal, isso é um comportamento humano, irracional!

Tinha como verdade que nunca iria envelhecer. Parecia algo tão distante, mórbido, que nunca iria acontecer, mas como seria quando a sua hora finalmente chegasse? Devia ser engraçado observar todos aqueles tolos a sua volta, pensando que o tolo é você. Entender o comportamento humano é na verdade ignorar a opinião dos outros?

Olhava suas rugas atentamente, sabia que naquela falsa tolice escondia muitas coisas, sofrimentos e experiências. Os seus ensinamentos não eram necessariamente os melhores, mas eram os que ela tinha para dar, e melhor, não fazia a menor questão de dividí-los. Cada um tem seu erro e cada um que erre por si só, como ela devia pensar, talvez não. Mesmo tentando imaginar o que se passava dentro daquela cabeça branca, sabia que só iria entender quando chegasse a sua hora, se tivesse sorte de viver por tanto tempo. Provavelmente iria lembrar do que escrevera, que era apenas mais uma tolice da juventude, “como eu era ignorante”. Por isso preferia ser superficial e continuar acreditando que aquela criatura era mesmo uma tola, que contava e contava as mesmas histórias…

Roberto Pantoja

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Ficções da vida real.

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Um garoto, um menino de 24 anos, passava de carro em alta velocidade. O velocímetro marcava 120 km/h, quando avistou um vulto andando no meio da rua, andava devagar, sem pressa. O garoto pensou ser uma alma, alguma coisa sobrenatural, freiou o carro e passou lentamente para observar o que era aquilo. Olhou com atenção e viu um homem descalço, com um manta nas costas, ficou assustado, acelerou e foi embora.

Ainda bêbado, tentou imaginar porque aquela pessoa estava naquela situação, às cinco da manhã vagando pela rua, tentou imaginar sua história, sua família. Não sabia se ficava com pena ou constrangido. Afinal, para onde aquela pessoa estava indo? Onde ela estava? O que aconteceu em sua vida? Talvez tivesse sofrido diversos tipos de abuso, da sua família e das pessoas na rua que a olhavam com tanto desprezo quanto ele. Talvez tivesse algum tipo de problema mental? Não sabia ao certo, sabia apenas que era incômodo pensar naquilo. Tentou focar em outro pensamento, quando passou por uma ponte e viu mais dois vultos, agora um casal. Naquela hora, entendeu que não observava a sua cidade, as pessoas a sua volta. Eram tantas sombras, vultos e fantasmas vagando pelas ruas de madrugada. Pessoas esquecidas pela sociedade e principalmente por Deus, ficavam andando pela noite, sem história e sem importância.

Gostaria de escrever um conto sobre estas pessoas, do ponto de vista delas, mas tinha consciência que para escrever era preciso viver, sentir cada momento. Como poderia contar uma história que nunca tinha vivido? Na verdade nunca tinha tinha entrado em uma nave espacial ou voado pelo ares como um pássaro, mas se sentia mais confiante em falar em coisas absurdas como estas do que contar a história de pessoas que vagam pela rua. No fundo aquilo devia ser mais surreal do que uma cidade feita de luz na constelação de Andrômeda.

A vida é mesmo uma ficção, pensou, são passagens, fotos tiradas na nossa mente. Aqueles momentos seriam eternos na sua memória, mas no dia seguinte ele iria se esquecer que se importou por um minuto com aquelas pessoas e que parou para pensar em suas vidas. Triste pensar desta forma, mas era verdade, nem Deus e nem as pessoas se importam com quem não se importa consigo mesmo. Chegou em casa, entrou no seu quarto, deitou na sua cama e dormiu. No dia seguinte acordou com muita dor de cabeça e se lembrava de tudo, menos daquelas pessoas.

Roberto Pantoja

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