O Brasil está tão atrasado que virou fornecedor de matéria-prima para a China, maior fabricante de manufatura simples, ou seja, a nova matéria-prima global. Demorou mais o Brasil está preste a cair na arapuca do commodities. Os produtos básicos que exporta, como: ferro, soja, algodão, etc. Como todos sabem, os países desenvolvidos são como são graças aos produtos manufaturados. E isso é coisa do passado, as novas indústrias são baseadas em marcas, em idéias, no poder delas. São produtos com valor agregado. Entendam melhor, os países de “primeiro mundo” são como são porque agregam valor aos seus produtos, e por isso continuam liderando. E o Brasil? Continua como a cem anos. Exemplo? É o maior exportador de café do mundo, cru, sementes. A Alemanha é o país que ganha mais dinheiro no mundo com o café, grãos refinados sendo vendidos com marcas fortes. O que aconteceu nos últimos anos? O G7 (grupos dos sete) viram potencial na China. Na sua mão-de-obra barata, nos seus mais de um bilhão de novos escravos, perfeitos para a produção de manufatura simples. Não tem como competir, nenhum outro país do mundo tem, muito menos o Brasil. Mudaram-se as regras do comércio mundial. O Brasil teve sua chance e não investiu no futuro, na educação, na qualificação. E agora não serve nem para fornecer manufatura simples, virou fornecedor da China. E como o mundo é justo, gratifica o trabalho do homem, o preço de matéria-prima básica não tem valor no mercado. Uma tonelada de soja equivale ao preço de um microchip. Logo, os preços do commodities começam a cair, e tendem a despencar. Quem ganha com isso? A China. Quem está perdido? O Brasil. A China vai comprar ainda mais barato do Brasil e lucrar ainda mais. Solução? Ou o Brasil investe em educação e cria empresas que agregam valor aos produtos ou vai quebrar de vez. Competir com a China com manufaturas simples? Pirou?
Roberto Pantoja (Demorô)