Browsing Posts tagged ásia

lixo

Não é novidade que a Inglaterra enviou contêineres repletos de lixo para o nosso lindo Brasil, o que é novidade é que entramos para um comércio há muito famoso, a globalização do lixo. Esta prática é usual há anos, os países europeus a utilizam para exportar lixo atômico e grandes tranqueiras, como gigantes velhos navios para os “ferros velhos” na Ásia. Estaleiros enormes que desmancham o lixo do primeiro mundo.

Há também os famosos desmanches de materiais de informática, toneladas de placas-mães, processadores e HDs, que também são enviados para a Ásia (as larvas do mundo) pelos países desenvolvidos. Lá eles derretem os objetos e retiram as peças valiosas. Um negócio como qualquer outro, gerador de lucro, tão sujo quanto as armas, as drogas ou hollywood.

A globalização do lixo vai a lugares inimagináveis, graças aos detritos lançados todos os dias nos oceanos ao redor do mundo. E como infelizmente o mundo é redondo, existem relatos de embalagens da Córeia do Sul no litoral baiano e gigantescas ilhas de lixo na costa do Alaska, mas isto é uma outra história…

http://www.viceland.com/int/v15n2/htdocs/oh_this_is_great.php

Não gostou do que leu? Experimente sujar menos!

Roberto Pantoja (Demorô)

brasil

Durante muitos anos acreditei que o futuro de um país estava na educação, que eram necessários muitos e muitos anos para uma nação atingir o desenvolvimento, afinal seus habitantes teriam que primeiro serem reeducados desde a infância. Ao viajar pela Ásia descobri que isso é uma grande mentira.

Países como Cingapura, Malásia, Emirados Árabes e muitos outros, fizeram o caminho oposto. Apostaram em outras políticas de Estado para o crescimento da nação. Nestes casos, preferiram apostar em infraestrutura, ou seja, na construção de estradas e pontes de primeira linha, sistema ferroviário, sistema de transporte público, metrô, bases de energia elétrica e de água confiáveis, aeroportos e portos ultramodernos; e depois apostaram na desburocratização, diminuição das taxas de importação e de impostos.

Com essas políticas houveram uma injeção descomunal de investimentos estrangeiros e com o os impostos recolidos, aí sim houve um investimento em educação. Com esse política de trás para frente os países poderam finalmente crescer. Este processo poderia ser repetido no Brasil.

As empresas não investem no Brasil por diversas razões: ninguém vai investir em um país que a luz pode acabar a qualquer momento, que a água é contaminada, que os aeroportos não dão conta do número de aviões, que as estradas são esburacadas, que o sistema ferroviário é capenga, que os portos não suportam o número de cargas, que demora dias para um conteiner ser liberado, que tudo precisa ser comprovado por um cartório, etc… Isto causa um custo enorme de logistíca para as empesas, que ganham dinheiro com prazos e por isso preferem investir em países mais acessíveis. Não por acaso não temos produtos e serviços existentes em qualquer país do mundo, de carros à sites da internet. Sem infraestrutura não existe desenvolvimento e nem educação.

Roberto Pantoja (Demorô)