Dicas de música? Já que o dj alemão Paul Von Dyk (se fala “dique” e não “daique”), a mais de 10 anos famoso, virou celebridade no Brasil nos últimos 2 meses. Vai aí o nome de outros djs brilhantes e já famosos há anos: Jeff Mills, Timo Maas, Ferry Corsten, David Mas, Ben Sinns, Robbie Rivera e Trevor Rockliffe. Conheça antes que enfiem na sua cabeça que são novidade. E escute o que a de melhor, desde o ano passado (2004), LCD Soundsystem e M.I.A. Considerados a salvação da música eletrônica, já visto como um estilo batido, sem inovação. Quais são as tendências? Difícil, mas posso afirmar que house e o techno são disparados os estilos preferidos nos E.U.A. e na Europa. A mais de 10 anos. Os melhores djs do mundo fazem parte desse circuito. O que toca nas boites de Roma, Paris, New York? Eurodance (música de rádio remixada), hip-hop, black music e techno-house. Talvez agora o techno-house vire moda no Brasil, talvez. Atualmente estereotipado como “música de viado”. Afinal vivemos num país atrasado. É uma pena. Trance? Nos países de primeiro mundo o trance é algo realmente fechado, pra poucos. Realizados em lugares de difícil acesso. No Brasil o trance virou coisa do povão, piãozada sem camisa e piriguetada de barriga de fora. O trance perdeu a essência e virou lugar de brigas e consumo de drogas. O trance praticamente substituiu o axé no Brasil. Propaganda de festas em outdoor, na rádio, etc. As mesmas pessoas que freqüentavam pagodes e afins juram de pé junto que agora são tranceiros. Triste. As pessoas que entendem o trance estão esperando a ‘moda” acabar. Mais dicas? Para escutar e dançar: Kanye West, My Chemical Romance, Vivian Green, The Bravery, Jody Watley, etc… Procure. Existe um mundo de boas opções, saia da mesmice. Fazer o que todo mundo faz é uma merda.
Roberto Pantoja (Demorô)