Era uma vez em um lugar muito muito distante, no hemisfério sul, um povoado exótico chamado país das bananas. Nessa região ninguém dava valor ao seu povo, que era escravizado por um rei muito malvado e semi-alnafabeto. Para aqueles que tentavam se opor ao rei, eram distribuídos empregos no castelo. E assim muitos viviam na miséria e poucos na riqueza. No castelo haviam vários assessores do rei, eles não sabiam nada do assunto do qual eram designados, mas eram muito amigos do rei.
Um dia uma máquina voadora caiu do céu e muita gente morreu. O povoado ficou com raiva e resolveu se rebelar. O rei que era ignorante, mas não era burro resolveu demitir alguns colegas para colocar outros no lugar. O escolhido para representar o reinado nessa crise era um homem muito alto e com cara de malvado. Sua primeira missão foi visitar os pontos da onde saiam as máquinas voadoras, que só não batiam no ar umas nas outras por sorte. O local tinha diversos problemas, o chão onde as máquinas aterrisavam era de areia batida, trazida de uma praia de um reinado vizinho. O controle das máquinas era feito por homens presos a correntes e era considerado um dos piores da Terra Antiga. Porém o assessor do rei resolveu se preocupar com coisas que ele acreditava ser mais importantes, coisas essas que o rei sempre fez em seu reinado.
Uma semana após o desastre, o alto assessor chamou todo o povoado para apontar os problemas que afligiam o reinado. Primeiro ficou muito bravo com o tamanho das letras que mostravam os horários de saída e chegada das máquinas, disse que eram muitos pequenos e que ninguém conseguia ler; vale lembrar que ele já era um ancião e não enxergava muito bem. Depois de mostrar vários problemas graves como esse, apontou o mais grave deles: o espaçamento entre as poltronas das máquinas voadoras! Realmente era muito apertado e as pernas doiam muito na hora de voar, principalmente para reinos distantes. Assim o povoado ficou muito animado, afinal alguma coisa iria mudar. E depois de duas semanas tudo foi esquecido e todos continuam voando por todo reinado. E a viver felizes para sempre.
Roberto Pantoja (Demorô)