medicina

Os hospitais da rede privada estão um por um tirando o plano de saúde do Banco do Brasil, Cassi, dos seus planos cadastrados. Os contratos não estão sendo renovados e centenas de milhares de clientes Cassi estão ficando na mão, este é o anúncio do que está para ocorrer no Brasil, o fim da saúde.

Os hospitais públicos são deploráreis, os hospitais particulares são medianos, pois não se comparam com os hospitais do primeiro mundo. A única maneira de ter alguma dignidade ao ser tratado no Brasil sempre foi pagando os caros planos de saúde. O problema é que a ganância médica chegou a uma situação incontrolável e os valores repassados pelos planos de saúde, segundo os hospitais, não são suficientes para pagar suas contas. Está afirmação é errônea, afinal moramos em um país pobre com uma população pobre, mas com impérios da saúde que faturam bilhões ao ano e médicos morando em mansões.

Alguma coisa está errada, os médicos cobram “por fora” dos planos de saúde e não atendem quem não tem convênio, agora os hospitais particulares estão fazendo o mesmo.  Teoricamente era para existir uma ética médica, afinal existe o tal do juramento médico, mas onde foi parar esta tal de ética? Já existem relatos de pacientes que não foram tratados por não ter dinheiro para pagar, como o caso recente da moça grávida que perdeu seu filho já o médico negou atendimento por “falta de estrutura”.

A medicina virou uma indústria e como reflexo você observa os jovens que se interessam pela área somente pelas questões financeiras e não para ajudar ao próximo, lema da profissão. Será que os médicos nunca pensaram que se o interesse é somente financeiro deveriam ter escolhido outra profissão? Deveriam ser banqueiros, empresários ou lobistas.

O Brasil que tanto critica os EUA já está se equiparando na sua questão mais humilhante, a área médica. Tratar um paciente de acordo com os seus ganhos é vergonhoso, não existe desculpa, dinheiro é consequência para qualquer coisa na vida, jamais objetivo.

Roberto Pantoja (Demorô)