
O Brasil sempre seguiu uma política de Estado medrosa, nunca quis arriscar. Durante décadas o país não mudou praticamente nada, teve a sorte de ter nascido livre, de ser capitalista e, se não fosse isso, seria uma outra Cuba. Na verdade o que vimos nos últimos anos ocorreu graças ao enorme crescimento do resto do mundo, fazendo o país crescer. Este foi empurrado, obrigado, mas se tivesse a oportunidade ficaria no mesmo lugar, como sempre o fez.
Dentre as políticas de Estado, temos como exemplo o alto imposto para o combustível e o protencionismo. Durante toda a nossa história temos a gasolina com a tabela mais cara do mundo e os produtos manufaturados idem. O país sempre levou como meta o atraso e sua elite e políticos sempre estavam de olhos fechados, seja por comodidade seja por ignorância.
Agora aconteceu o inesperado, uma crise em proporções colossais. A ganância humana mudou a cara do mundo, a corrupção levou todos os países a se preocuparem com o consumo e com seu próprio umbigo. A globalização deu lugar a uma desglobalização e assim os países tomaram medidas desesperadas, como a intervenção do Estado. Agora é de praxe o protencionismo e os altos impostos para o combustível, um pela crise econônica e o outro pela consciência ecológica. O resultado é que as pessoas tem a falsa impressão de que o Brasil sempre esteve certo, quando na verdade estava o tempo todo na contra mão do mundo; durante tanto tempo que a sua mentira virou verdade. Abra os olhos, sempre estivemos errados e agora o mundo está.
Roberto Pantoja (Demorô)
