Pensem bem, é uma lógica bem simples! O que os pais querem para seus filhos? O melhor. E o que é o melhor? Na maioria dos casos, o melhor é aquilo que os pais já são. Aquilo que eles atingiram. Mesmo que isso seja ridículo. Acreditem o pedreiro gostaria que seu filho fosse pedreiro, o físico nuclear também almeja que seu filho seja um. Esse raciocínio funciona proporcionalmente aos bens e respeito dos seus pais. Quanto mais dinheiro e respeito eles tiverem, mais eles vão querer que você seja igual a eles. Então vamos montar uma história. Você nasce, estuda, estuda e estuda muito. Para que? Para chegar no patamar dos seus pais, pelo menos é o que se espera. Algo como morar no mesmo bairro, ter a mesma qualidade de vida e etc. Isso independe se você for um magnata ou alguém de classe média baixa. Lembra do raciocínio? Alguém de classe muito baixa não entra no raciocínio. Agora te pergunto. E se você quiser ser melhor do que isso? Se você quiser morar em um bairro melhor? Se você quiser ser pior do que isso? Cabe a você essa decisão, certo? E provavelmente isso só ira acontecer se você não seguir os passos dos seus pais. É óbvio? Para crescer, ou não, tem que desviar desse caminho. Continuando… Se os seus pais acreditam numa “bagagem cultural”, como quase todos. Logo acreditam que quanto mais estudar, mais longe vocês irão. Mas é incrível como isso não se encaixa com o mundo moderno. Foi-se o tempo que o seu conhecimento valia alguma coisa, talvez tenha até algum reconhecimento. Quem sabe você ganhe um prêmio Nobel junto com um milhão de dólares, quem sabe? E é incrível como isso incomoda as pessoas. Incomoda porque elas não enxergam o óbvio, não conseguem olhar ao seu redor, olhar o mundo. Como tudo mudou e mudou muito. Antigamente quanto maior era o seu currículo maior era o seu respeito, hoje o que importa é a sua conta bancária e nada mais. Se você fez o primeiro grau e mora numa mansão, você é respeitado. Se você é um advogado e mora num buraco, é um fracassado. E isso incomoda ainda mais aquelas pessoas que tem a cabeça no passado. Passado glorioso que valorizava o que elas acreditam. E inventam desculpas e mentiras para justificar suas vidas. Não são capazes de olhar o que está na frente delas. Imagina o quanto é triste para essas pessoas descobrirem que tem amigos, ou não, com menos estudo, ganhando mais! Dez, cem, mil vezes mais! “Sacanagem! Isso não tá certo!” E basta observar para descobrir que estamos cheios de exemplos assim. Existem milhares de gênios no mundo com uma “bagagem cultural” centenas de vezes superior ao de Bill Gates. Mas quem é o mais rico? E quem vai ficar para eternidade? Engraçado? Injusto? Talvez. Alguém da a mínima se é injusto? Então morra com seus ideais, provavelmente na miséria. As coisas são como elas são. Voltando… Pode apostar, no mundo a maioria das pessoas são estúpidas. É raro alguém que estude, lê livros, se empenhe. Então também é fácil estar na frente, culturalmente, de um monte de gente. E aí você descobre que tem muito mais potencial do que: seu chefe, seu vizinho rico, seu prefeito, seu presidente e etc. E aí talvez você entenda que o mundo realmente mudou. E que hoje você pode sim chegar a qualquer lugar, a qualquer posto e muitas vezes desempenhando um papel melhor. Entenda que nem todo mundo precisa ser um gênio, o primeiro da turma, o primeiro colocado, o melhor do mundo! Entender isso é melhor do que ficar inventando que o cara que se deu bem foi porque: matou, robou, transou com o chefe, vendeu drogas, vendeu a alma ao diabo, é um infeliz, é na verdade um gênio, já nasceu em berço de ouro, já tinha dinheiro, teve sorte, conhece alguém, fez mutreta, etc…
Roberto Pantoja (Demorô)