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Durante muitos anos acreditei que o futuro de um país estava na educação, que eram necessários muitos e muitos anos para uma nação atingir o desenvolvimento, afinal seus habitantes teriam que primeiro serem reeducados desde a infância. Ao viajar pela Ásia descobri que isso é uma grande mentira.

Países como Cingapura, Malásia, Emirados Árabes e muitos outros, fizeram o caminho oposto. Apostaram em outras políticas de Estado para o crescimento da nação. Nestes casos, preferiram apostar em infraestrutura, ou seja, na construção de estradas e pontes de primeira linha, sistema ferroviário, sistema de transporte público, metrô, bases de energia elétrica e de água confiáveis, aeroportos e portos ultramodernos; e depois apostaram na desburocratização, diminuição das taxas de importação e de impostos.

Com essas políticas houveram uma injeção descomunal de investimentos estrangeiros e com o os impostos recolidos, aí sim houve um investimento em educação. Com esse política de trás para frente os países poderam finalmente crescer. Este processo poderia ser repetido no Brasil.

As empresas não investem no Brasil por diversas razões: ninguém vai investir em um país que a luz pode acabar a qualquer momento, que a água é contaminada, que os aeroportos não dão conta do número de aviões, que as estradas são esburacadas, que o sistema ferroviário é capenga, que os portos não suportam o número de cargas, que demora dias para um conteiner ser liberado, que tudo precisa ser comprovado por um cartório, etc… Isto causa um custo enorme de logistíca para as empesas, que ganham dinheiro com prazos e por isso preferem investir em países mais acessíveis. Não por acaso não temos produtos e serviços existentes em qualquer país do mundo, de carros à sites da internet. Sem infraestrutura não existe desenvolvimento e nem educação.

Roberto Pantoja (Demorô)

Vulgaridade

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staygold

Em uma entrevista com o filho de Donald Trump, um comentário me deixou surpreso: “Você nunca vai me ver dançando bêbado em cima de uma mesa de uma boate”. Pode parecer bobagem, mas faz toda diferença. 

 

O que ele diz é algo que vale para todos que almejam um lugar de destaque, aqueles com uma grande ambição, significa que você nunca vai ver alguém vulgar em um posto de grande poder.

 

Alguém realmente ambicioso precisa ter aulas de oratória, de etiqueta, ser bem educado, culto, comunicar-se bem e principalmente ter respeito por todos. Não desespere-se, isso é algo que leva tempo e precisa ser praticado todos os dias. 

 

Temos fraquezas e nem sempre conseguimos manter a compostura, mas é preciso tentar. Uma boa dica é evitar beber muito, um grande vilão na arte da educação. Outro ponto é pensar antes de falar e falar pouco. A paciência também é imprecendível.  A violência simplesmente não faz parte da vida de quem almeja poder. 

 

 

Roberto Pantoja (Demorô)

Vida fácil.

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easy life
Demorei muito para entender o comportamento de estrangeiros de nações desenvolvidas, muitas vezes os julguei irresponsáveis. O tempo passou, aprendi um bocado de coisas e só agora entendo o porquê.

 

Uma nação desenvolvida dá condições de você ser praticamente o que bem entender. Você gosta de skate? As melhores pistas, os melhores instrutores, patrocinadores, campeonatos e etc. Você prefere ser músico? As melhores escolas, shows com os melhores artitas todos os dias, concursos, premiações, patrocinadores e etc. Cientista? As melhores universidades, bolsas de estudo, as melhores bibliotecas, os melhores laboratórios e etc. Você prefere não fazer nada? Tudo bem, você pode viver por conta do Estado, com direito a um apartamento e mesada. Claro que as regalias diferem de país para país, o que não muda são as condições para o desenvolvimento humano.

 

Um país justo é um país que dá oportunidades, onde a vida é fácil, onde seus habitantes não tenham preocupações quanto ao seu futuro. Agora pense no Brasil, no que ele facilita a sua vida? O que te proporciona? Qual futuro você vê para você? Só ainda não entendo uma coisa, porque continuamos a defender o Brasil?

 

Roberto Pantoja (Demorô)

Paulo Fona

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Paulo Fona

Paulo Founa, jornalista premiado:

Sendo jornalista, qual perspectiva você faz do mais recente meio de comunicação de massa, a Internet?

Resposta: A de uma mudança completa de hábitos de leitura e divulgação de informação. A internet de fato acaba com as fronteiras entre países, povos e pessoas. Qualquer ação, em qualquer lugar do mundo, pode ser conhecida e assistida em todo o mundo. Basta apenas uma câmara e um laptop e o que ocorre no Cazaquistão pode ser acompanhado em Brasília. Imagino, também, que em muito breve instrumentos físicos como jornais e revistas impressas se transformarão em nichos de mercado – a nova geração nascida e criada em tempos de computador terá outros hábitos como ler os periódicos no seu laptop.

 

- Como se dá o processo de comunicação ou da veiculação da informação entre os mais carentes e os analfabetos?

 

Resposta: Esse é um ponto importante que eu gostaria de abordar. Antes de discutirmos isso, o Brasil precisa se voltar para erradicar o analfabetismo – hoje temos cerca de 46% da população analfabeta e semi-alfabetizada. Nenhum analfabeto consegue manipular um computador. O que devemos fazer é usar esse instrumento como meio de alfabetizar essa massa de brasileiros que podem se transformar em analfabetos funcionais. É preciso que o Estado tenha políticas públicas objetivas de inclusão digital para jovens e crianças, das escolas de primeiro grau até as de terceiro grau. 

 

- Como a mídia impressa pode concorrer com o rádio e os sites, que são sempre muito mais instantâneos? A seleção da notícia é cada vez mais importante?

 

Resposta: Sem dúvida. É preciso identificar o público alvo de seu jornal ou revista e usar os sites própios como meio de atrair os seus leitores fiéis e os eventuais. Veicular aquelas informações que interessam ao seu leitor ou internauta, com a maior rapidez possível.

 

- Hoje em dia para o avanço do país (Brasil) o analfabetismo é barreira quase intransponível? 

 

Resposta: De algum modo já respondia essa pergunta anteriormente. É fundamental que o Brasil se debruce sobre esse problema – o analfabetismo – e encontre soluções rápidas para não aumentarmos as distâncias econômicas, sociais e políticas dos poucos que têm muito e dos muitos que têm pouco.

 

 

- Qual o papel da mídia na construção dos ídolos de uma Nação?

 

Resposta: É muito importante. Arte e política, no Brasil têm a ver com os meios de comunicação. Se faz muita arte e políticas através da mídia. No caso da política, quase que exclusivamente pela mídia. Então, nossos ídolos são aqueles que têm espaço generoso na mídia, por suas qualidades e respaldo na população. Diria que, no mundo de hoje, boa parte do sucesso de um cantor e ator depende também de sua maior ou menor inteiração com representantes da mídia. 

 

Perguntas Elaboradas Por Andrei Almeida

Pelo visto o país está mesmo na merda. E aquele papo de que tudo vai dar certo? Talvez seja só papo mesmo. Saiu um relatório, uma pesquisa, à respeito da educação desse lugar chamado Brasil. O resultado têm a triste noticia que o ensino piorou ao longo desses anos. Como se fosse possível! E em todas as classes econômicas. Instituições públicas e particulares. Agora pare para pensar. São notícias como essas que me dão uma enorme vontade de desistir, de tudo, desse país. Quando vamos pra frente? Essa história que temos um futuro brilhante? Papo furado, é como dar esperança para um muleque de 14 anos que a mãe é puta e o pai é um drogado. O que podemos esperar de uma criança assim, e de um país assim? Não existe esperança, já era! Podemos tirar ele de casa, colocar em um novo lar. Tentar dar aulas de informática, lições de português, matemática. Mas esse deliquente um dia vai começar a espancar seus novos coleguinhas de classe, vai começar a roubar pequenas coisas nas festinhas dos amigos. E por Deus, vai acordar todas as noites chorando. Você vai ter pena, vai continuar tentando. E um dia ele vai fazer merda de novo, pois a vida já o corrompeu. Não vai se adaptar, não foi feito para estar ali. E um dia você desiste, morre de pena, chora muito, mas desiste. Ele muda de casa, de família, gera problemas em todos os lugares. E aí volta para o seu destino, traçado. É a mesma coisa! O Brasil é assim. Já era. Você ainda não notou isso? 

Roberto Pantoja (Demorô)