
Durante muitos anos acreditei que o futuro de um país estava na educação, que eram necessários muitos e muitos anos para uma nação atingir o desenvolvimento, afinal seus habitantes teriam que primeiro serem reeducados desde a infância. Ao viajar pela Ásia descobri que isso é uma grande mentira.
Países como Cingapura, Malásia, Emirados Árabes e muitos outros, fizeram o caminho oposto. Apostaram em outras políticas de Estado para o crescimento da nação. Nestes casos, preferiram apostar em infraestrutura, ou seja, na construção de estradas e pontes de primeira linha, sistema ferroviário, sistema de transporte público, metrô, bases de energia elétrica e de água confiáveis, aeroportos e portos ultramodernos; e depois apostaram na desburocratização, diminuição das taxas de importação e de impostos.
Com essas políticas houveram uma injeção descomunal de investimentos estrangeiros e com o os impostos recolidos, aí sim houve um investimento em educação. Com esse política de trás para frente os países poderam finalmente crescer. Este processo poderia ser repetido no Brasil.
As empresas não investem no Brasil por diversas razões: ninguém vai investir em um país que a luz pode acabar a qualquer momento, que a água é contaminada, que os aeroportos não dão conta do número de aviões, que as estradas são esburacadas, que o sistema ferroviário é capenga, que os portos não suportam o número de cargas, que demora dias para um conteiner ser liberado, que tudo precisa ser comprovado por um cartório, etc… Isto causa um custo enorme de logistíca para as empesas, que ganham dinheiro com prazos e por isso preferem investir em países mais acessíveis. Não por acaso não temos produtos e serviços existentes em qualquer país do mundo, de carros à sites da internet. Sem infraestrutura não existe desenvolvimento e nem educação.
Roberto Pantoja (Demorô)


