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Qual é a última tendência de mercado? Em São Francisco observei que a indústria de massa, como vimos hoje, têm sua morte decretada. Nada de novo, afinal Chris Anderson já havia previsto isso em seu livro “A cauda longa”. O que realmente chamou atenção não foi apenas a morte de franquias consagradas, na capital da tecnologia, como da rede Mc Donald’s ou Burger King, mas a massificação das marcas de luxo, como as consagradas Louis Vuitton e Giorgio Armani.

Diversos artigos já relatam que em países pobres como o Brasil e a China, um número enorme de mulheres de classe média juntam uma quantia durante meses para ter nos braços um bolsa de grife. Esta é uma primeira análise da massificação do luxo, mas o que impressiona é ver a migração do consumo de pessoas de alto poder aquisitivo, na Bay Area (San Francisco), para o comércio local. Produtos produzidos por estilistas e designers locais, e que custam o dobro ou dez vezes mais por ser um produto “handmade” (feito a mão) e principalmente por ser produzido “in loco”.

As marcas de luxo podem argumentar que seus produtos também são “handmade”, mas diversas reportagens já apontam que as fábricas na Itália estão falindo, pois as marcas mais famosas do mundo (Prada, Dolce Gabanna, etc…) estão, na verdade, produzindo na China. Estas empresas estão usando o mesmo sistema das indústrias de automóveis, são agora indústrias de montagem, fabricam na China, mas montam suas bolsas e sapatos na Itália. Desta forma enganam o consumidor com o prestigiado “Made in Italy”.

O que tudo isto significa? Significa que as marcas de luxo vão se tornar populares, as franquias vão ser dizimadas pelo comércio local e que o futuro do comércio de luxo será local. Não se desespere, isto está acontecendo em São Francisco, pode ser um tendência local e sem sentido como os hipsters ou pode ser a vida vida daqui há 30 anos…

Roberto Pantoja

Empreendedor, especialista em marketing online, mídias sociais e proprietário da
MidiaMaxx -http://www.midiamaxx.com

Twitter: @demoro_com

Neste século, duas tendências de mercado irão mudar o nosso mundo, o Fair Trade (comércio justo) e o consumo responsável. O Fair Trade se mostra viável com o sucesso de diversos produtos e serviços. Um ótimo exemplo é o incrível plano do Wal Mart de tornar a cadeia produtiva mundial em verde e sustentável, mas quanto ao consumo responsável? Ele realmente existe?

O ser humano nasce puro e altruísta, vide a wikipédia, cruz vermelha e tantos outros exemplos, mas o ser humano mudaria seus hábitos de consumo para o bem do mundo? Os exemplos mostram que não, vide os sacos plásticos de supermercados que só pararam de ser utilizados na Austrália quando passaram a cobrar por eles; os diamantes manchados de sangue de Serra Leoa e vendidos como nunca pela empresa De Beers; o genocídio no Sudão financiado pelos minérios presentes em todos os nosso aparelhos eletrônicos; o desastre ecológico causado pela Exxon no Alaska; cosméticos que usam cobais ou mesmo todas as drogas vendidas ao redor do mundo que financiam a violência. Tudo isto comprova que consumo responsável não existe!

Repare que existe uma enorme diferença entre comprar um produto que agrega valor ao mencionar que salva florestas ou baleias e não comprar um produto que indiretamente (ou diretamente) prejudica pessoas ou animais.

O mercado prova que as pessoas nunca deixaram de consumir drogas, diamantes, iPhones, gasolina ou qualquer outro produto em prol da humanidade. A grande verdade é que a tecnologia mudou o mundo e o homem, mas o homem ainda não consegue mudar a si mesmo.

Roberto Pantoja (Demorô)