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O mundo começa a se globalizar fisicamente, afinal uma revolução virtual já ocorreu, mas o número de pessoas que migram ainda é ínfimo. O número não ultrapassa 6% da população mundial, mas este número quando visto localmente é infinitamente maior.

Em cidades de relevância global, estes números são bastante significativos e em países como os EUA 1/3 da população (100 milhões de pessoas) são imigrantes da primeira geração. As grandes cidades americanas são verdadeiras babilônias, você encontra tipos de qualquer lugar do mundo, o difícil é encontrar um americano.

Cidades como Sydney já existem mais imigrantes do que os locais, o número de chineses é quase o dobro dos australianos. Isto é sem dúvida uma tendência e por isto espere a cada dia um mundo mais globalizado, não virtualmente, mas fisicamente. A tragédia no Haiti mostra bem isso, é uma ajuda sem igual vinda da América, de bombeiros espanhóis, militares brasileiros, de todas as partes do mundo. Uma força global ajudando um país, que por menor que seja tem habitantes de todas as partes do mundo. Isto diminui a tensão e mostra ao mundo que ele é de todos, que não existem bandeiras nem fronteiras, existe sim um lugar enorme em que podemos escolher quando quisermos onde morar.

Doações para ajuda internacional no Haiti:

Cruz Vermelha

Banco HSB
Agência 1276
Conta 14526 – 84
Aos interessados em fazer depósito online, o CNPJ do Comitê Internacional da Cruz Vermelha é 04.359688/0001-51.

Roberto Pantoja (Demorô)

Os comentários dos economistas no ano passado foram o seguinte, “a Bovespa cresceu 100% em 2009 e foi de longe o melhor investimento entre as bolsas de valores ao redor do mundo”. O problema é que eles esqueceram de mencionar duas coisas, primeiro que em relação ao final de 2008 (crise financeira global) a Bovespa voltou a estaca zero, 70.000 pontos. Segundo, com a criação absurda do IOF sobre investimento estrangeiro pelo governo federal, para compra e venda de ações, fez com que o capital estrangeiro caísse em mais de 60%. Logo o resultado atual (ruim) poderia facilmente ultrapassar todas as expectativas, mas infelizmente ainda vivemos em um país extremamente fechado, que acredita em muros ao ínves de pontes. O resultado final é uma menor captação e o já conhecido futuro duvidoso.

Manter taxas de importação se assemelha ao racismo, é uma forma velada de preconceito e de uma ignorância sem tamanho. Tem como premissa se proteger, uma afirmação de que você não é bom o suficiente para competir. Países abertos sofreram um baque com a crise global, mas crescem de maneira mais consistente e são o futuro.

O crescimento de um país tem muito a ver com querer e infelizmente não é isso que acontece no Brasil. Os ricos julgam morar no melhor país do mundo e por isto não tem interesse em mudar, e os pobres não tem escolha, somente sonhar. Não acredito no futuro do Brasil por um simples motivo, as soluções existem e são facilmente executadas, mas elas não acontecem.

Roberto Pantoja (Demorô)

sydney

Tive a oportunidade de conhecer diversos lugares ao redor do mundo e dentre eles, onde a imigração brasileira me surpreendeu mais foi em Sydney. É comum afirmarem que existe centenas de brazucas em Milão, Roma, New York, San Diego, Miami, LA ou entregando pizza em San Francisco. Realmente acontece de esbarrar com alguns brasileiros, mas se você viaja com o intuito de conhecer uma nova cultura, ou seja, fugir da cultura brasileira, dificilmente vai avistar algum. 

 

Em Sydney, ver um brasileiro tornou-se lugar comum, não apenas nos lugares manjados por eles, mas em qualquer lugar. Tentei fugir deles todos os dias, mas é impossível. No metrô ou na cidade, é mais que comum escutar conversas em português, algo surpreendente para mim . Engraçado que o número de brasileiros nem mesmo apareça no ranking de imigrantes em Sydney, acredito que só apareça o numero de pessoas legais, é a única explicação que encontro. Uma boa dica de viajante, se você tiver interesse de conhecer uma nova cultura, uma nova língua, evite sydney. Ou ainda melhor, fuja dos brazucas, até porque a cidade é fantástica e seria uma pena deixar de conhecê-la.

Roberto Pantoja (Demorô)

O Brasil está tão atrasado que virou fornecedor de matéria-prima para a China, maior fabricante de manufatura simples, ou seja, a nova matéria-prima global. Demorou mais o Brasil está preste a cair na arapuca do commodities. Os produtos básicos que exporta, como: ferro, soja, algodão, etc. Como todos sabem, os países desenvolvidos são como são graças aos produtos manufaturados. E isso é coisa do passado, as novas indústrias são baseadas em marcas, em idéias, no poder delas. São produtos com valor agregado. Entendam melhor, os países de “primeiro mundo” são como são porque agregam valor aos seus produtos, e por isso continuam liderando. E o Brasil? Continua como a cem anos. Exemplo? É o maior exportador de café do mundo, cru, sementes. A Alemanha é o país que ganha mais dinheiro no mundo com o café, grãos refinados sendo vendidos com marcas fortes. O que aconteceu nos últimos anos? O G7 (grupos dos sete) viram potencial na China. Na sua mão-de-obra barata, nos seus mais de um bilhão de novos escravos, perfeitos para a produção de manufatura simples. Não tem como competir, nenhum outro país do mundo tem, muito menos o Brasil. Mudaram-se as regras do comércio mundial. O Brasil teve sua chance e não investiu no futuro, na educação, na qualificação. E agora não serve nem para fornecer manufatura simples, virou fornecedor da China. E como o mundo é justo, gratifica o trabalho do homem, o preço de matéria-prima básica não tem valor no mercado. Uma tonelada de soja equivale ao preço de um microchip. Logo, os preços do commodities começam a cair, e tendem a despencar. Quem ganha com isso? A China. Quem está perdido? O Brasil. A China vai comprar ainda mais barato do Brasil e lucrar ainda mais. Solução? Ou o Brasil investe em educação e cria empresas que agregam valor aos produtos ou vai quebrar de vez. Competir com a China com manufaturas simples? Pirou? 

 

 

 

Roberto Pantoja (Demorô) 

Mundo novo

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Basta andar de carro, abrir a janela, olhar para os lados, e observar. Pobres e mais pobres. Pobre no sentido literal, pobre de dignidade, de amor, de dinheiro, de tudo. Em cada sinal um problema, uma história, um fatalidade. E a culpa? Do Bush? Da globalização? Do Lula? Vai saber. Entramos num sistema que não existe espaço entre ricos e pobres. A classe média está morrendo. Mais pobres, e os mesmos ricos mais ricos. O culpado? O capitalismo? Coitado. Pensem, foi sim a melhor invenção humana. Absurdo? Não é. O ser humano é o problema, é um eterno chato, insatisfeito. Não adianta criar um mundo justo, é uma tarefa impossível. Nós não somos justos, como poderemos viver em um mundo assim? Alguns países tem uma vida aparentemente justa, mas é a custa da pobreza dos outros. Não existe equilíbrio, nunca vai existir, é ilusão. Utopia. O capitalismo é o único sistema que te da chance de ser você mesmo, uma ótima pessoa, ou um cretino. O capitalismo é feito de essência humana. Se quer ajudar ajude, se quer passar por cima, boa sorte. O número de pobres cresce o tempo todo e os ricos nunca estiveram tão ricos. Acredite, esse é o destino da humanidade. Fatalidade? Que seja. Cabe a você escolher entre o buraco e o alto da montanha. Como? Mude seus planos. Pois nesse “novo” mundo não tem espaço para eles. Segurança, trabalho, oito horas? Desiste. 

 

Roberto Pantoja (Demorô)