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	<title> &#187; grafite</title>
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		<title>Grafite</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Oct 2006 22:35:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Minha ex-namorada é o retrato mais cru do atraso mulheril desse Brasil. Especialmente do atraso MENTAL mulheril (não estou generalizando, mas quando falamos em &#8220;mente atrasada&#8221; a das mulheres &#8211; justamente por ser o sexo frágil &#8211; logo vem à tona, nem adianta discutir).   Nem sou machista. Sou uma vítima. Vou te explicar: antes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha ex-namorada é o retrato mais cru do atraso mulheril desse Brasil. Especialmente do atraso MENTAL mulheril (não estou generalizando, mas quando falamos em &#8220;mente atrasada&#8221; a das mulheres &#8211; justamente por ser o sexo frágil &#8211; logo vem à tona, nem adianta discutir).</p>
<p> </p>
<p>Nem sou machista. Sou uma vítima. Vou te explicar: antes de ir ao trabalho, hoje (detalhe: fui e já voltei, foi um ótimo dia. Sou jornalista. Pedi demissão. Sou maluco. Doidão), decidi comprar grafite. É. Não sou pixador não. Queria aquele calibre 0.5mm para minha lapiseira preta. Não é nenhuma analogia de tira, tampouco. SOU JORNALISTA. E como todo jornalista, tenho as minhas manias. Uma delas é encasquetar que devo comprar grafite zero ponto cinco ainda que esteja abastecido de muitos deles. Tão abastecido que hoje não acabaria mesmo se eu passasse todos os minutos de meio-dia até meia-noite só escrevendo, e depressa. Acontece que quis comprar. A papelaria, onde bastante desse tal grafite (que suja nossas mãos, é um saco, prefiro lápis, mas lápis também quebra a ponta muito fácil &#8211; não ligue para minha implicância com todas as coisas: pior mesmo é o grafite 0.2; e as lapiseiras que utilizam grafite 0.2!) é vendido, fica acima da parada. A parada. A parada sempre abarrotada, suada e movimentada. Movimento é o contrário de parada (e está no masculino, ademais). Mas é sinônimo, quando é parada de ônibus. Então saí de todo esse movimento, de todo aquele rebuliço. Esse &#8211; aquele. Essa transisão demonstra que estava perto da balbúrdia. Daquelas pessoas suadas pelo trabalho no turno da manhã esperando a lotação para embarcar e se melar no suor dos outros. Sim, que estava perto delas. E que de repente me distanciei (&#8220;aquela&#8221;). Aquela é para coisas distantes. Quanto mais distante da parada, mais perto da tal papelaria (e é um saco: toda hora eles mudam o grafite de prateleira e banco o bobo o tempo todo para aquela caixa/balconista, uma menina que vende toneladas de grafite e quase nunca escreve. Eu hein&#8230;). Tá. Cheguei à porta.</p>
<p> </p>
<p>Ops.</p>
<p> </p>
<p>Eu esqueci que o propósito do texto era demonstrar o atraso mulheril no Brasil. Se fosse só para narrar minhas desventuras até desembolsar 4 reais para comprar duas caixas de grafite (com troco de supostos 2 centavos: só vim a receber 1!), aí sim o parágrafo acima cairia muito bem. Mas no meio do caminho entre a parada (de ônibus) e a papelaria (que me lembra ônibus, porque eu &#8220;banco&#8221; o bobo para a balconista e no ônibus tem banco &#8211; ou algo duro que com este parece), o meio-termo entre o &#8220;esse&#8221; e o &#8220;aquele&#8221;, eu cruzei com a melhor amiga. Não tenho melhor amiga. Seria um atraso ter melhor amiga/retrato-do-atraso-mulheril-do-Brasil. Vai que um dia ela sai com um costa-riquenho por aí e&#8230; (peraí, não devo entregar o mote desta prosa antes do horário). Tenho boas amigas, mas &#8220;melhor&#8221; amiga mesmo só quando é melhor amiga dos outros e vem falar comigo. E quanta intimidade. Parece até que era a melhor amiga minha mesmo. Era (é, se bem que aquela pessoa morreu pra mim &#8211; aquela: distante, distante, far, far away&#8230;) a melhor amiga da minha ex-namorada. Eis o ponto capital! Você que agüentou ler até aqui&#8230; eu PROJETEI ISSO! Projetei que quem não leu até aqui não fosse ler mesmo. Esses são de estômago fraco (ou então comem grafites, ao invés de com eles escrever). Enfim: até a sua descrença nos meus projetos e planos é um projeto meu. Eu projetei que você, que chegou até aqui, achasse esse texto aborrecido. Mas vai continuar, porque quer saber a relação entre grafite, mulher burra e ex-namorada.</p>
<p> </p>
<p>Daí que essa amiga (longe de ser melhor: aquela, aquelazinha&#8230;) veio me dizer que aquele (aquele&#8230; aponto para o vácuo) pedaço grotesco de burrice (minha ex, claro) se arrependera de ter me largado por um estrangeiro. &#8220;O melhor do brasileiro é que ele entende essas coisas fácil&#8221;. Um costa-riquenho metido à besta, do alto de seus 42 anos (nossa, será que o pinto dele ainda levanta?). Eu tenho 18. Ela 22. Êta mulherada burra. Não sabe se libera o cofre para os recém-nascidos ou para os velhos gagás. Aliás, eu tinha 17 àquele tempo. Ah, férias de janeiro. Janeiro último. Minha barba nem era rala&#8230; Rala como um grafite.</p>
<p> </p>
<p>Prosseguindo, veja que toda mulher burra se vende. Vende-se para o estrangeiro. Não estou nem aí para o FM&#8230;Ih, nem para isso de neoliberalismo. Mas o patrimônio nacional, que nem faço mais questão de proteger (nossas mulheres), quando não devidamente inteligentes, vendem-se ao mercado externo. A um gringozinho qualquer. Só porque quando bêbado ele erguia mas o queixo, o que fazia com que sua cabeleira grisalha ficasse oculta e &#8220;para trás&#8221;. Para trás no ângulo de visão de quem o olha de frente. E a imbecil/ex-namorada era balconista (de novo isso&#8230; e ela também escrevia muito pouco, mas não vendia grafites) do bar. O bar. Não vou falar porque é capaz de ela ainda estar lá. E você leitor não vai pesquisar. E de qualquer modo não vai chifrar ninguém: ela virou uma pobre coitada. Balconista e cliente. Um fica de frente para o outro. Legal. Deve dar para trocar muitos olhares.</p>
<p> </p>
<p>Mas, então, o cara, velho, ficou cansado. Além de o tempo tê-lo deixado cansado por si mesmo (deve ter as costas encurvadas), ele cansou dela. HAHAHA. E ela se arrependeu. Vou correndo para a inútil da balconista (ops, aquela?). Não. Mas meu ego inflou. Andava tendo muitos sonhos de corno. Agora isso acabou. Porque descobri que usando esse grafite que não faz mal a ninguém eu posso expressar minhas emoções e esquecer das balconistas que me atendem mal, e atendem aos outros bem&#8230;</p>
<p> </p>
<p>Não foi de grafite. Eu digitei direto no note pad. Mas tudo nasceu de uma conversa com o dono deste site. Ele está rindo. Um dia vou cobrar participação nos lucros dele aqui. Falo sério. Pedi demissão. Como vou comprar meus grafites?</p>
<p> </p>
<p>De: Anônimo [se você sabe meu estilo de escrita é como se tivesse me visto pelado - sabe exatamente quem sou eu]</p>
<p>Wormsaiboty</p>
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