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Opinião parcial?

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Os noticiários brasileiros tem por costume serem imparciais, algo teoricamente correto, mas que tira a alma do jornalismo, que está na opinião do repórter. Não por acaso os jornais, revistas e tele jornais brasileiros não tem nenhum apelo, não tem a menor graça, afinal não conseguem encantar o leitor/espectador como as redes de notícias americanas. O maior defeito do jornalismo brasileiro não é apenas ser imparcial, mas ser imparcial em notícias cruciais para a democracia do país e parcial em questões tolas.

Os acontecimentos recentes são muitos, como a opinião do presidente Lula sobre o caso de corrupção do governador do Distrito Federal Arruda, que afirmou “as imagens não falam por si”, o problema é que Lula não disse apenas isso, “cortaram” um pedaço de uma frase inteira e mais uma vez manipularam a informação.

Também tem o caso recente sobre a piada feita pelo comediante americano Robin Williams, sobre a votação das Olimpíadas de 2014: “Chicago levou Michelle (Obama) e Oprah para a votação e o Brasil levou 50 stripers e meio quilo de pó”. Uma piada bem engraçada foi parar na capa de todos os jornais causando um patriotismo idiota, uma atitude vergonhosa do jornalismo brasileiro.

Por último posso citar a “novela” da volta do menino Sean para seu pai americano. Jornalistas de todo país estão dando opiniões ridículas sobre o caso, julgando os personagens como amigos de buteco, mais um absurdo dentre tantos. Estás são provas de que a mídia brasileira está engatinhando, temos muito o que aprender, em primeiro lugar a hora de calar a boca.

Roberto Pantoja (Demorô)

Crise?

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crise de 2008

Brasileiro ama uma crise, adora um drama. O “global meltdown” é algo psicológico para muitas pessoas, principalmente para grande parte da população brasileira. Esta que não se afeta, em quase nada, com a crise e principalmente não sabe  ao menos do que se trata. Aí corre o perigo, as pessoas se afetam com algo que não compreendem, com rumores. Deixam de consumir, afetam o comércio e então a crise torna-se real.

 

A maior crise é a crise da informação, que é mal propagada. O mundo inteiro está sofrendo do mesmo problema, da má informação, da inrresponsabilidade dos meios de comunicação. Isso também deveria dar cadeia e não só a prostituição do capitalismo, causa da crise. O jornalismo é tão culpado quanto os corruptos de Wall Street, os dois deveriam pagar por tudo isso. Feliz crise psicológica de 2009!

 

 

Roberto Pantoja (Demorô)

Paulo Fona

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Paulo Fona

Paulo Founa, jornalista premiado:

Sendo jornalista, qual perspectiva você faz do mais recente meio de comunicação de massa, a Internet?

Resposta: A de uma mudança completa de hábitos de leitura e divulgação de informação. A internet de fato acaba com as fronteiras entre países, povos e pessoas. Qualquer ação, em qualquer lugar do mundo, pode ser conhecida e assistida em todo o mundo. Basta apenas uma câmara e um laptop e o que ocorre no Cazaquistão pode ser acompanhado em Brasília. Imagino, também, que em muito breve instrumentos físicos como jornais e revistas impressas se transformarão em nichos de mercado – a nova geração nascida e criada em tempos de computador terá outros hábitos como ler os periódicos no seu laptop.

 

- Como se dá o processo de comunicação ou da veiculação da informação entre os mais carentes e os analfabetos?

 

Resposta: Esse é um ponto importante que eu gostaria de abordar. Antes de discutirmos isso, o Brasil precisa se voltar para erradicar o analfabetismo – hoje temos cerca de 46% da população analfabeta e semi-alfabetizada. Nenhum analfabeto consegue manipular um computador. O que devemos fazer é usar esse instrumento como meio de alfabetizar essa massa de brasileiros que podem se transformar em analfabetos funcionais. É preciso que o Estado tenha políticas públicas objetivas de inclusão digital para jovens e crianças, das escolas de primeiro grau até as de terceiro grau. 

 

- Como a mídia impressa pode concorrer com o rádio e os sites, que são sempre muito mais instantâneos? A seleção da notícia é cada vez mais importante?

 

Resposta: Sem dúvida. É preciso identificar o público alvo de seu jornal ou revista e usar os sites própios como meio de atrair os seus leitores fiéis e os eventuais. Veicular aquelas informações que interessam ao seu leitor ou internauta, com a maior rapidez possível.

 

- Hoje em dia para o avanço do país (Brasil) o analfabetismo é barreira quase intransponível? 

 

Resposta: De algum modo já respondia essa pergunta anteriormente. É fundamental que o Brasil se debruce sobre esse problema – o analfabetismo – e encontre soluções rápidas para não aumentarmos as distâncias econômicas, sociais e políticas dos poucos que têm muito e dos muitos que têm pouco.

 

 

- Qual o papel da mídia na construção dos ídolos de uma Nação?

 

Resposta: É muito importante. Arte e política, no Brasil têm a ver com os meios de comunicação. Se faz muita arte e políticas através da mídia. No caso da política, quase que exclusivamente pela mídia. Então, nossos ídolos são aqueles que têm espaço generoso na mídia, por suas qualidades e respaldo na população. Diria que, no mundo de hoje, boa parte do sucesso de um cantor e ator depende também de sua maior ou menor inteiração com representantes da mídia. 

 

Perguntas Elaboradas Por Andrei Almeida