A Universidade de Brasília acaba de tomar uma decisão infeliz, estabeleceu uma cota de 20% para alunos negros ou pardos. O que isso vai influenciar na nossa sociedade? Com toda certeza em nada, precisamos dar oportunidades para pessoas pobres, e quem é pobre não tem cor. Ontem ví um mendigo ruivo e provalvelmente ele não vai estudar na UNB. E quem disse que os negros e pardos pobres vão entrar na UNB? É óbvio e lógico que não! Apenas os ricos entram lá, quem vai passar num vestibular tão injusto estudando nas piores escolas e não fazendo nenhum cursinho? Ninguém, só os negros e pardos ricos vão entrar na UNB, os que tiveram acesso aos melhores colégios e aos mais caros cursinhos. Ou seja, separar 20% das vagas é um ato de extremo racismo, não estão dando oportunidades a quem precisa (pobres), e vão gerar um preconceito enorme entre os jovens que irão pensar: “aquele cara negro/ pardo roubou a minha vaga”. E dentro da UNB serão certamente mal vistos e tachados de incapazes. Para acabar com o racismo é preciso oferecer os mesmo direitos e não segregar ainda mais. E não para por aí toda essa atitude equivocada da UNB, que se achou muito esperta ao pedir um foto para comprovar que o sujeito é negro ou pardo realmente. E afinal quem sabe disso? Uma foto pode provar isso? E se eu me considerar pardo? A maioria da população brasileira não é parda? Sou pardo e quem é a UNB para duvidar disso? Será que posso tomar sol, ficar queimado, tirar uma foto e me candidatar a essas vagas? A UNB deveria pensar em aumentar o número de vagas, isso sim daria mais oportunidades, e não criar bobagens como essa. É uma prova que os grandes intelectuais brasileiros são uma piada, e por isso que estamos nesse buraco sem fundo. É o famoso caso do esperto que não sabe o que faz, a UNB quis mostrar estar afrente e repetiu uma das maiores burradas já criadas pelo Estado. Quando acreditavamos que só a UFRJ cometeria tamanho equivoco não é que ele se alastra. É a cara do Brasil resolver um problema com um muito maior!

Roberto Pantoja (Demorô)