Na Califórnia o “negócio” chamado maconha se tornou lucrativo. Lá existem médicos que cobram 150 dólares por receita para o consumo da droga, os chamados “pot doctors”. Já se tornou uma piada mostrar a autorização para os amigos, a coisa ficou realmente bagunçada e existem centenas de farmácias em Los Angeles especializadas em vender maconha para “doentes”. 

 

Viajei para Santiago no Chile e conheci um cara que tinha um pé de “Mary Jane” no seu apartamento e me jurou que a coisa era legalizada no país. Pegava uma folha, colocava no microndas (high-tech) e fumava como se fosse a coisa mais natural do mundo. 

 

Em Miami, fiquei em um albergue onde os gringos costumavam “fumar um”. Um dia apareceu um cara de Cingapura que surtou quando viu a droga, queria desesperadamente fumar. O pessoal estranhou e perguntou que vontade toda era aquela, ele disse que no seu país se você for pego fumando maconha é condenado à morte.

 

A grande verdade é que a maconha é uma droga como outra qualquer, faz mal e causa dependência. Infelizmente nos últimos anos vem sendo questionada quanto à sua proibição, nessa semana foram feitos vários protestos a favor de sua legalização. Como citado nos exemplos acima, a lei muda de acordo com o país, normalmente os países desenvolvidos têm uma lei branda quanto ao usuário. Isso acontece porque são nações com uma população esclarecida e educada, o que não acontece no Brasil. 

 

Legalizar a maconha seria um grande erro e teria ainda menos ordem e progresso no país. O Estado errou feio ao proibir as manifestações, mas o país precisa de leis mais duras e severas, e não o contrário. Sou a favor da liberdade de expressão, mas sou contra as drogas, a maconha e a legalização.

 

Demorô (Roberto Pantoja)