A propaganda deve sim inovar, estimular, te fazer rir e até chorar. Mas depois de um tempo, enjoa. As campanhas do IESB são fantásticas, acompanhadas com maestria pela agência Fischer América. É o super-homem que atravessou o outdoor, o avião, o homem-aranha, o disco voador e… que saco! Ta vendo como cansa. O IESB agora já conquistou mercado. Em poucos anos já é considerada uma faculdade de primeira linha. Com mensalidades no mesmo patamar que concorrentes com mais de 30 anos de história. O primeiro objetivo já foi alcançado, agora seria a hora da segunda investida. E qual seria ela? Agregar valor! Mais valor. Como? Glamorizando, dando prestígio, focando no “método de excelência”, viu como ficou bonito? A sociedade evolui, assim como a publicidade, que é uma ciência humana, mutante, nunca exata. Uma campanha direcionada ao ensino em si, a prática é ótima, mas a teoria que acompanha as grandes instituições. MIT, Harvard, Yale, Michigan, Sorbonne, Oxford, etc. Todas investem nas cores clássicas, no valor do ensino, no peso da tradição, na história. Tudo bem que o IESB tem uma história mais curta que a de um muleke de 12 anos, mas e daí? Sua campanha pode mudar isso, compensar. O mundo gira todos os dias somente para te lembrar de seguir em frente.
Roberto Pantoja (Demorô)