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marketing

Uma coisa que os americanos descobriram há décadas foi que um país se constroi com… marketing! Os pilares de sustentação dos Estados Unidos e do capitalismo são, sem dúvida, as teorias do marketing. Um negócio e um país não existem sem divulgação e principalmente de como é feita essa divulgação. Os exemplos na América são milhares, desde filmes ruins de Hollywood que tem trailers incríveis até a polícia de New York que vende produtos lecenciados há 40 anos para ajudar nas despesas.

Visitando os norte-americanos abservamos as diversas maneiras inteligentes de ganhar dinheiro, sejam os estúdios de televisão de vidro na Times Square, sejam os observatórios pagos no topo do Empire States. Os exemplos estão por todas as partes, sabem ganhar dinheiro de todas as formas possíveis, de mídia espontânea à virais. Todos os países do mundo poderiam aprender com os EUA, muitas vezes apenas os copiando.

Percebo a carência do Brasil neste ramo, assisto a filmes bem produzidos e de bom gosto com um trailer sem nenhum apelo, universidades públicas que não conseguem arrecadar dinheiro e diversos pontos sem sequer uma publicidade. O mundo deveria parar de denegrir os americanos e passar a admirá-los e assim crescer com eles.

Roberto Pantoja (Demorô)

Dia nacional da roupa de baixo? Com essa uma idéia no mínimo inusitada, um site de Brasília parou a mídia nacional. E mostrou que existem idéias baratas e inteligentes que valem milhões. Porque milhões? Imagina o custo de divulgação de uma marca para todo o país? 

 

Você não sabe o que aconteceu? O site www.finissimo.com.br fez um campanha intitulada “Dia Nacional da Roupa de Baixo”, algo teoricamente despretensioso, mas por trás estava uma das divulgações mais incríveis já realizadas na capital. O website parou a rodoviária de Brasília, centro da cidade, com modelos semi nus para divulgar o tal dia. Toda a mídia nacional esteve presente e com isso o site teve uma divulgação nacional. A custo quase zero, comparado ao que precisaria para realizar um anúncio de mesmas proporções. 

 

Para se ter uma idéia, as Casas Bahia gastaram em 2007, 313 milhões de dólares em publicidade. Propaganda é algo caro e por isso poucos se atrevem a divulgar sua marca. O que poucos sabem é um negócio chamado mídia espontânea, uma excelente ferramenta para divulgar um produto usando a imprensa. Publicidade, quase, gratuita.

 

O site finíssimo entende muito bem disso e gastou muito pouco ou quem sabe até mesmo nada, por meio de parcerias com agências de modelos, lojas de roupas e etc. O que importa é que a campanha foi realizada ontem (28/03/2008) e teve cobertura de todos os principais meios de comunicação. Ganhando dezenas de milhares de reais em mídia espontânea, talvez centenas, mostrando uma maneira inteligente e eficiente de divulgar uma marca. Quem liga pro Dia Nacional da Roupa de Baixo? O que interessa é que agora todo mundo conhece o site, que terá mais usuários e principalmente mais anunciantes.

 

O site não é pioneiro na iniciativa, isso já ocorre há anos, como essas maluquices que estamos acostumados a ver na TV. Sutiã de um milhão de dólares, torta de 30 mil dólares, etc. Nada mais do que empresas de jóias, doces, atrás de divulgação mundial e gratuita. Coisa fina! 

 

Demorô (Roberto Pantoja)