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Dezenas de mortos, São Paulo uma cidade sitiada. Não que isso seja uma novidade, afinal a cidade já é tomada por grupos criminosos há muitos anos. Existem máfias de todos os cantos do mundo: máfia japonesa (Yakusa), chinesa, italiana, russa, etc. É mesmo uma cidade cosmopolita, tem bandido do mundo inteiro. E a desigualdade? São Paulo é um bolsão de miséria com pontos de riqueza absoluta espalhados como alfinetes em um mapa. Daslu, Fasano, Hotel Emiliano, etc. De um lado da rua um mendigo paraibano, procurando no lixo o que comer, no outro um príncipe inglês comendo caviar iraniano. Acredito que isso só exista em São Paulo. Se isso é bom? Nunca. E então que a maior facção criminosa do estado resolve tomar o controle do Estado. O PCC mostra o que já era óbvio, tem o poder de fazer o que bem entender. Contestado mata dezenas de policiais, bombeiros, e qualquer membro que represente o Governo Federal. O medo aumenta um pouco, antes era impossível sair de casa depois das dez da noite, agora depois das oito. E o cidadão se torna mais uma vez refém da violência. Esse fato é na verdade muito interessante, pois mostra na prática uma tendência mundial, a descentralização do Estado. A cada dia os governos perdem seu poder. E esse poder fica na mão: de ONGs, de organizações criminosas e do próprio indivíduo. Que paga escola particular, hospital privado, tem carro e contrata um segurança para sua residência. Esse ocorrido é só um exemplo sujo dessa realidade. Se preparem, pois isso é só o começo. Haaa! 

 

Roberto Pantoja (Demorô)

Fórmulas milagrosas, remédios mágicos, cosméticos do futuro, antioxidantes, tudo está venda em troca da “juventude eterna”! E a grande verdade é que nenhum destes produtos têm qualquer comprovação científica ou é 100% eficaz. Baseiam-se somente em promessas, sonhos. Não desanime, parece que agora pode realmente existir uma solução: pasmem, ficar magro!

Há anos ficou provado que ratos gordos vivem até 50% menos que ratos magros, o único problema é que não somos ratos! A pesquisa fez sucesso e foi iniciada em humanos, e até agora todos os resultados bateram com o dos ratos. O assunto têm tanta relevância que o próprio governo dos E.U.A. decidiu levar o projeto adiante, e comprovar a pesquisa. Se tudo for comprovado, o que você come (não come) terá relacionamento direto com a sua saúde. Algo até então subjetivo. Assim como aconteceu com a indústria tabagista, isto será uma prova para advogados abrirem processos contra as redes de fast-food. O que até já aconteceu, mas não obteve resultado por falta de provas.

Num futuro próximo, comer porcaria vai ser tão mal visto quanto fumar, e aí vamos entrar numa nova era. Ser saudável vai virar uma tendência mundial (mais ainda) e está será uma ótima notícia para quem investe dinheiro em alimentos orgânicos! Aproveite está nova era e não vá comprar contas da empresa que ainda irá surgir: Soja Master!

Roberto Pantoja (Demorô)

Depois de oito anos de um governo de políticas duvidosas, o Brasil continuava na mesma: atrasado e esquecido. Eis que surge uma esperança, uma luz no fim do túnel, um sonho de crescer, de mudar. Se torna presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um homem do povo, a voz do povo, com o nome do povo, sindicalista, operário, um lutador. Ele chorou, tomou posse, todos se emocionaram. Só nós sabemos pelo o que ele passou para chegar onde está. Foi notícia em todo o mundo, tinha como objetivo acabar com a histórica desigualdade brasileira. Lutar pela pobreza do mundo, mobilizou o planeta, deu força ao Fórum Mundial Social, virou ídolo. E assim nos enganou durante algum tempo. Então caiu sua máscara e mostrou quem realmente era. E era exatamente como o povo: ignorante e analfabeto; e pior, um ladrão. E junto ruiu um país, toda uma nação. Que mais do que nunca está descrente e desamparada. Fracassamos em ser a nova potência, o país do século XXI, de conquistar o mundo. Quem disse que não desistimos nunca? Cadê o nosso orgulho? Palocci finalmente caiu. Agora só falta o Lula! Que ele queime mil anos no inferno! 

 

Roberto Pantoja (Demorô)

Daniel trabalha seis horas por dia, tem o fim de semana inteiro de folga, trabalha pouco, não faz esforço mental nenhum. E ganha 2.500 reais. Só tem o primeiro colegial, mas tem planos de concluir ainda esse ano e entrar no curso de Administração em alguma faculdade particular. Daniel tem o emprego dos sonhos: é flanelinha! Fica o dia inteiro vigiando e lavando carros. Quando escuta “vai trabalhar vagabundo”, rí baixinho, “se ele soubesse que ganho mais que ele”. Já lhe ofereceram vários empregos, ele comparou e não larga sua “profissão” por nada no mundo. “Ganho mais que doutor! Hahaha!”. Essa é a realidade brasileira: o trabalho na informalidade. Ganha-se bem e não se paga imposto. E por que pagar imposto? Alguém vê resultado? E assim anda o Brasil, com muitas taxas e poucas oportunidades. Que obrigam à população a desobediência civil. Se não tenho escola, nem saúde, nem nada, porque vou encher a boca do Leão? A sociedade não pode depender desse governo, temos filhos para criar, para alimentar, contas a pagar. E assim vive grande parte da população, na clandestinidade. E quem somos nós para julgar? Alguém discorda? Temos é inveja de Daniel. 

 

Roberto Pantoja (Demorô)

 

O exército invadiu as favelas cariocas. Uma atitude inteligente? Ou imbecil? Será que os militares usaram um contingente enorme de soldados para recuperar alguns míseros fuzis? Montou uma operação digna de guerra só para isso? Claro que não, a idéia era não manchar a imagem da organização. Considerada até então a mais respeitada do país, beirando 99% de aprovação. Mas acontece que o tiro está quase para sair pela culatra. Afinal já se admite falta verba para coisas básicas, como alimentar os soldados. Sem contar as enormes chances de algo sair errado, por exemplo? Um soldado morrer, um civil morrer, etc… O que talvez tenha sido considerado uma idéia brilhante criada por algum general. Pode acabar sendo o maior erro das forças armadas. Mas nem tudo está perdido, afinal existem críticos que estão elogiando a operação; e afirmando que ela deveria ser constante e em todo o Brasil. Vamos esperar para ver. As manifestações públicas contra já começaram. 

 

Roberto Pantoja (Demorô)

Fútil

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Pense bem, é verdade somos realmente fúteis. Sim, eu e você. Porque? Nossas vontades, necessidades básicas, são ridículas. Fazer dieta, comprar uma roupa legal, malhar, ser saudável, etc. Parece incrível, mas isso é tão idiota e fútil. Vivemos um mundo que 90% da população é pobre, logo nem imagina o que seria cuidar da saúde. Usar azeite prensado à frio? Menos calorias? Macarrão tem carboidrato? Isso não existe pra maioria das pessoas. Imagina então coisas mais segmentadas. Diesel? Von Dutch? Nem pensar. Falo isso porque chego da academia, como salada e carne, afinal cortei ao máximo aos carboidratos, e penso no que vai rolar no final de semana. E depois de você me achar um idiota, pense bem se a sua vida é tão diferente assim. Talvez você pense no barzinho, ou no show, ou na peça, ou no cinema. E final? Da no mesmo, são vontades, desejos. Nada básicos. O mundo é moderno e cheio de consumismo, e eu adoro isso! Mas será que está certo? Uma coisa que só poucos tem acesso é mesmo justo? Adoro o mundo que vivo, fazer compras, ter desejos. Mas esse mundo é muito restrito, e para poucos. É a voz da maioria? Quem dita as regras? Existe em algum lugar do mundo democracia? Sempre pense nisso. Ou então somente as vezes, quem sabe. Quer saber, esqueça isso. É melhor assim. Eu sei. 

 

Roberto Pantoja (Demorô)