“Reitor da UNB gasta mais de 400 mil reais com reforma de seu apartamento funcional!” Essa notícia você já deve estar cansado de ler, mas afinal quem se importa? O Brasil está cheio de histórias assim, uns que roubam, uns que aceitam, uns que discordam e a maior parte que não se importa.
Alguns tem a seguinte opinião, um homem como o reitor Mulholland deve ter um apartamento a altura de seu nome e principalmente porque recebe importantes visitas. Imagina se o reitor de alguma universidade internacional resolve fechar alguma parceria com a UNB? Talvez ele precise de algumas TVs de LCD para se impressionar e quem sabe goste de jogar seu lixo em uma lixeira bacana, feita de inox? São algumas questões a se pensar, talvez eu ou você não temos gabarito para julgar tamanha preocupação.
Outras pessoas acham que o dinheiro da FINATEC, destinado a pesquisas não deveria ser gasto com “banalidades”. A reitoria afirma que as pesquisas não foram prejudicadas, afinal a universidade não possui pesquisas de muita relevância. Possui? Investe? Alguém lembra de alguma coisa importante ter saido da UNB além do seu pai? Me ajudem, não recordo!
A verdade é que a UNB não tem relevância em área nenhuma, mesmo que isso te incomode ou te deixe feliz por estudar em alguma faculdade particular. É verdade também que a universidade está largada e abandonada. Faltam equipamentos para diversos cursos e até mesmo coisas básicas como cadeiras. Logo podemos concluir que reformar um apartamento não é bem uma prioridade.
O importante é que o nosso querido reitor caia na realidade, pois vive em um país subdesenvolvido e preside uma universidade também subdesenvolvida. Ou ele pensa que, por exemplo, o reitor do M.I.T. venha a Brasília e espere encontrar instalações de ponta e pesquisas de importância? Provavelmente sabe muito bem o que vai encontrar! Recebê-lo em um lindo apartamento ou pagar um almoço no melhor restaurante não vai mudar nada. O propósito é ajudar um país carente e dar aos estudantes a oportunidade de estudar em uma universidade de qualidade, no exterior! Você pensava que fosse o que?
Agora me entra a “turma do contra” e invade a reitoria. Dircursos cumunistas tão relevantes quanto a educação dos mesmos. É uma pena isso tudo, um guerra que ninguém ganha, parece mendigo brigando por um real. Até agora não houve estragos na já destruída UNB, pelo menos. É incrível como o país passou por tantos escândalos e não afetou nenhum desses estudantes, não fizeram nenhum tipo de manifestação. Para mim isso é como bater panela, não serve para nada!
Demorô (Roberto Pantoja)