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gripe suina

A gripe suína já matou mais de 80 pessoas na cidade do México, já infectou oito estudantes em New York e tem casos em Israel, Nova Zelândia e França. A pandemia é mundial e os melhores médicos do mundo já estão reunidos para encontrar uma solução, mas até agora não fazem a menor idéia, nem do que se trata, nem de como a doença é transmitida. A OMS (Organização Mundial da Saúde) vai fazer um pronunciamento mundial em alguns instantes e já estão cogitando barrar viagens para a cidade do México.

A globalização tornou, não só, a informação como um bem global, mas também as doenças. As pessoas do mundo todo viajam diariamente para o México, que é um dos países mais visitados do mundo e é exatamente por isto que estão aumentando os números de infectados ao redor do mundo.

O Brasil mais uma vez, talvez, vai sair imune desta ameaça. O isolamento do país com a brutal taxa de importação e com um turismo ridículo nos afasta do resto do mundo. Nem as crises econômicas globais e nem as pandemias mundias atingem o país do carnaval. O isolamento destroi o desenvolvimento, mas nos afasta das ameaças globais. Prefiro a gripe suína ao isolamento.

Roberto Pantoja (Demorô)

Andava pelas ruas de New York e parei em uma banca, estranhei a publicação que ví, chamava-se High Times. Para quem não conhece, trata-se de uma revista que fala sobre drogas, principalmente, maconha. Conta todas as novidades, ensina a plantar e premia as fotos com os melhores pés de maconha enviadas pelos leitores. Isso é democracia!

 

Em Los Angeles, resolvi comprar um celular, fui à uma loja especializada, perguntei o preço, custava 25 dólares. Entreguei o dinheiro com uma mão e recebi o aparelho com a outra. Ainda recebi dez dólares de crédito para fazer ligações. Não precisei mostrar nenhum comprovante ou qualquer tipo de identidade. Isso é democracia!

 

No meio oeste americano existe uma igreja chamada “Igreja Mundial do Criador”. Seus seguidores acreditam na soberania da raça branca e fretam excursões para disseminar o ódio. Costumam ir à enterros de soldados que estavam na guerra do Iraque e levam placas do tipo “Ele mereceu morrer!” e “Vai direto para o inferno”. Isso é democracia!

 

Em Miami, estava no supermercado e ví uma revista de fofoca muito diferente. Ela humilhava as celebridades, tinha um ranking das mais feias e dos que têm o corpo mais caído. E pior, inventava notícias. Isso é democracia!

 

No centro de Manhattan, exatamente no Times Square, quase todos os dias aparece um sujeito negro que leva consigo um palanque e um sistema de som. Fica xingando os brancos que passam e fala da superioridade negra. Isso é democracia!

 

Claro que nós brasileiros achamos um absurdo tudo isso, afinal isso é inconcebível para a nossa cultura. Isso acontece porque não vivemos em um país realmente democrático, não entendemos nem mesmo como funciona e preferimos falar mal dos Estados Unidos. Na verdade falamos um bando de bobagem por não entender ou por pura ignorância em relação ao país. Não importa se a opinião está errada ou não, o que importa é você ter a liberdade de ter opinião. Um dia chegamos lá! 

 

Demorô (Roberto Pantoja) 

A Derrubada!

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Garoto, ainda novo, adolescente, tive uma idéia para ganhar dinheiro! Como minha casa ficava na rua principal do Lago Sul pensei em instalar hum outdoor no terreno, hum não, três! Logo pensei que deveria ter algum tipo de autorização, como sou correto e otário, fui até a administração do bairro. Contei minha idéia e perguntei se era possível. Obtive a seguinte resposta: “se você colocar receberá uma multa de 2500 reais(não exatamente) por dia após a fiscalização te atuar”. Fiquei perplexo e desisti na hora da idéia e até me senti um marginal! Após alguns dias ví que o próprio adminstrador do Lago Sul possuia outdoors dentro de terrenos para divulgar sua campanha de reeleição, mas isso já é uma outra história.

 

Mais velho fui atrás para saber como era possível essas empresas de “publicidade” possuirem tantos outdoors na cidade, se teoricamente era ilegal. Mais tarde descobri que elas os instalavam sem permissão(nem todas), depois eram atuadas a retirá-los. Como resposta entravam com uma liminar para continuar com o serviço, o processo demorava anos e enquanto isso eles ganhavam seu dinheiro “honesto”! Achei íncrivel, mas como sou correto e otário resolvi procurar outras formas de ganhar dinheiro, legalmente. 

 

Há um ano entrou em vigor em São Paulo a lei para retirar “a poluição visual”, leia-se outdoors. Escutei na CBN uma opinião muito interessante, afirmando que isso descaracterizava a cidade, “Imagine New York sem a publicidade nas ruas!?”. Concordei, afinal uma cidade sem poluição visual é uma coisa muito chata, tipo Brasília.

 

Certas leis, por moda, chegam em todos os lugares e como não podia deixar de ser, chegou na capital! Em poucos dias quase todos os frontlights estavam no chão, até mesmo aquela mega TV que fica na 602 sul e pior ainda, a enorme logomarca do Mc Donald´s da 405 sul, praticamente um símbolo da cidade, cartão postal, quase chorei! Agora me respondam aonde os turistas do Goiás vão tirar foto na suas férias na capital? 

 

Agora que a cidade voltou a parecer uma fazenda, os publicitários vão ter procurar outras maneiras de divulgar as marcas dos seus clientes. Várias empresas vão para o saco e poucas vão superar a crise e arrumar maneiras mais criativas de divulgação. O mercado encolhe em um lado e incha em outro, como sempre! 

 

Demorô (Roberto Pantoja)