Deserto
Incerto.
Decerto
Que há
Em mim.
Incerto
Deserto.
Andrei Almeida – Poeta e escritor
Deserto
Incerto.
Decerto
Que há
Em mim.
Incerto
Deserto.
Andrei Almeida – Poeta e escritor

Fora o amor, que não passa,
Tudo passa.
A dor, o tempo, a vida.
Restam só lembranças.
A mente é o que mais brilha.
Nela, todo o feito fica.
Arquivado.
Na memória.
Única coisa realmente sua.
(A gente nem sabe se a memória morre)
O poema acima integra o livro Elixir
de Andrei Almeida
PORTRAIT IN BLUE
Some may think I am mad
When I’m just very sad,
probably a little bit crazy,
I am just a definite maybe.
Who knows exactly who I am,
my mom, my doc, my hard old man?
Where am I supposed to be,
under your body, down on my knees?
Can I look into your reckless eyes
and still find a trace of faith?
I almost died when I hit you by surprise
in a battle of haze.
If I see you again would you be
really able to forgive me
over a carpet of autumn leaves
underneath your graceful arms?
I’m so sick and tired of living
my life, can’t find out its meaning.
Can’t you see my walls are trembling
and I’m not strong enough to stop them?
I’ve got a devil inside now and he
never sleeps or hides his signs.
In my missing persons’ gallery
your portrait always shines.
Shining blue.
Leandro Wirz
UMA CURVA NO MEU TEMPO
Dizem que sou solto.
Dizem, penso às avessas.
Falam, crio para dentro.
Que faço por fazer.
Sou isto!
O avesso às avessas.
Vejo o que vejo.
Piso o mundo firme aos meus pés.
1996
RIO AMAZONAS
Imensidão, coisa mais mais linda
Rio porto do mundo
Sua beleza me faz desandar
Guerreia espada Amazonas
Quem te deu foi Franscisco
A bravura de um mundo guiar
O índio amigo te cultivou, o seu peixe lhe fez jantar
Vindo subindo, o branco doutor não sabe a vida criar
Depois de uma serrana
O sol nos Andes Xingu
Deus deixou o verde cantar
Rio Amazonas
O sol so pôs no Juruá
O mundo despertou
Brasil salve o terreno luar
Tucano toca na selva
Melodia beleza animal
No espaço azul voar
Benefícios à parte, animal pensador,
Em terra de glória não se deve tocar.
Não mate o índio; deixe-o viver.
Terra do dono, esse sabe cuidar.
E muita vida pro passarinho.
Oh! Que dia mais lindo!
Não queime o que não se pode apagar.
1995
Thiago Coêlho
O futuro vem chegando, mas cade a evolução? Vamos procurar dentro de nós. A evolução vem da atitude de cada um. Vamos buscar algo melhor para todos. Cuminando em um bem comum. Acabar com o preconceito, a desigualdade de oportunidades. Quando falo em desigualdade de oportunidade quer dizer: saúde, segurança, alimentação, moradia, educação. Direito de todos os seres humanos assegurado pela constituição brasileira que só se cumpre no papel. Falta externá-los à pratica. Cabe a todos e isso é evolução!
VINTE DE NOVEMBRO
O que é isso?
Vamos reagir
Botar esse país no topo
Acabar com o estupro social
Contra o povo
Transformar o parcial em radical
Assassinar a corrupção
Destruir a escravidão
Que por lei acabou
Mas que ainda existe
Como preconceito
Estaguinado o monopólio político
As oligarquias agrícolas
Os latifúndios mais obscuros
Desocupados, desprodutivos
Não ao desvio!
Sou a favor da produção
Sim às oportunidades igualitária
Vamos lutar pela reforma agrária
O voto direito, direto
Vamos lá! Votar para vencer
Dizer a todos o poder do povo
Gritar aos quatro ventos
Mudar o conceito de dominação
Vencer a contradição
Democracia não pode ser para poucos
A vida sem miséria, a doença com cura
A alienação com solução, o dia sem culpa
Daniel Gurgel
Desigualdade
A falta de perplexidade
Das pessoas me faz chorar
O dia passando me faz lembrar
A noite clareando me faz pensar
O que será de todos se o mundo
Não mudar para melhor
Se a fome come os destroços
E o nome é desigualdade
Que a verdade se opunha
À frente da minha mente
Não deixe corromper
Muito menos me fazer
Resto do mundo capitalista
Que não posso sair
Quero lhe pedir:
Tire-nos dessa lista
De nomes falsos
De ideologias imaginárias
Do consumismo barato
É nosso país
Que amo e idolatro
As terras de poucos
As mãos calejadas de muitos
Fazem do nosso Brasil
Um ar senil
De lepra e desgosto
Que é o asilo proposto
Trabalho
Os três poderes
Tornaram-se três prazeres
Formando a baderna
Da história mais moderna
Uma social monarquia
Um mundo que não poderia
Existir em prática
E a minha temática
Cada vez mais anti-ética
Usando da minha poética
Tentando socializar uma parcial
Forma totalmente patética
A filosofia capitalista
Que aumenta o lucro
De quem não precisa mais ter
E o povo não deseja ver
A minoria ganhando o mundo
De mão beijada
E a maioria
De mão calejada
Lutando por um espaço
No cansaço
Do trabalho
Mal pago
Daniel Gurgel
E então,
será que trocarão as maletas de dólares dos filmes policias de Hollywood
por maletas de EURO?
Será outra a referência? Ou disso não precisaremos?
Moedas referenciais…
Felizes dos países contra guerras, pacificadores, pacíficos.
Que uma nova referência, no mesmo ciclo não caia
E por do valor banalização,
Não se iniciem batalhas.
Olhos do mundo financeiro
Do sangue derramado pouco vêem
E a fome que assola, só agora
Muita gente pôde ver!
Andrei Almeida