Polícia militar e civil muito bem equipada. Parábens. Carros de primeira linha, pick-ups Nissan Frontier. Incrível que tudo isso seja aqui no Brasil. Tudo bem que é em Brasilia, a famosa ilha da fantasia. Onde os imóveis custa mais caros do que castelos na França ou mansões nos subúrdios de New York. E seus habitantes se julgem realmente importantes, de importância global. Eles acreditam mesmo nisso. Tudo bem, mas continua sendo Brasil, o real. Aquele com milhares de miseráveis, onde mais de 90% da população é pobre. Mais qual é o problema? Nenhum, adorei os carros, me sinto até chique morando numa cidade assim. Parece primeiro mundo. Temos até metrô. Tudo bem que ninguém usa, tudo bem. O problema é que dentro desses carros estão policiais mal pagos, rodando por uma cidade cheia de pedintes, e financiados por pardais caça níqueis. Caça níqueis? Se radares tivessem o objetivo de educar o motorista jamais custariam de meio à dois salários mínimos. E porque ninguém se preocupa com os pontos na carteira? Somente com a carteira em si, vazia? Por que ninguém aprende nada sendo multado, só passa a ter mais ódio do Estado. Estado esse que é uma piada, nos cobra caro e não nos oferece nada, nem devolve. Os impostos só servem para nada, não me sinto beneficiado. Você se sente? Não estou feliz. Voce está? Será que pagamos poucos impostos? Será que deveriam aumentar? Teríamos uma vida melhor? Será que são bem aplicados? Me sinto assim todos os dias, cheio de dúvidas. Mostarda ou catchup? Coca-cola ou Guaraná?
Roberto Pantoja (Demorô)