Presidente Lula em cima do palanque, discursando com a sua maior marca registrada, o português errado. Todo engravatado, barba feita, terno da moda, mas com a mesma essência, a de um semi-analfabeto. Tudo bem ele é esperto, muito esperto, afinal é o presidente e não eu. Logo começa seu discurso, seguido por muitas vaias. A primeira reação fica por conta de um assessor, muito irritado, faz pouco caso das vaias. E depois para a surpresa de muitos, não para a minha, o próprio presidente aponta e ridiculariza os manifestantes. E usa como argumento alguma de suas baboseiras sem nenhum embasamento, outra marca registrada sua. Em mais uma de suas tentativas para que alguém de ouvidos ao seu PAC, plano de aceleração do crescimento. País esse que vem crescendo em uma média razoável, na mesma linha de países como o Haiti.
O interessante desse exemplo verídico é que começamos de cima, no mais alto escalão, o manda-chuva do país. Ele é o melhor exemplo do amadorismo do nosso governo, estou falando do despreparo das pessoas que ocupam cargos nesse país. Esse que não escolhe funcionários por meritocracia, mas sim por concursos públicos de classificação aleatória ou por indicação de amigos no poder. Vide os responsáveis pela ANAC, que são excelentes profissionais em relações interpessoais, mas não entendem nada de sistema aéreo. E todos com cargos fixos por muitos anos, demissão só com renúncia, exemplos muito praticados em ditaduras.
O mais interessante e o mais engraçado é quando surge algum problema nos poderes públicos. E nessa hora é designado um porta-voz para falar do ocorrido ou algo do gênero, normalmente morro de rir, parece piada. Aí é asneira atrás de asneira, e o poder público não faz idéia de que aquele indivíduo nada mais é do que um representante dele mesmo. Logo fica claro que são dois amadores. Provavelmente porque o indivíduo nunca ouviu falar em oratória, expressão corporal e não tem preparo em relação ao assunto ou a organização da qual faz parte. Não culpo os pobres porta-vozes, mas o sistema que usa um mêtodo tão absurdo para ocupar cargos. Coloca um tenente, ou sei lá o que, para ser porta-voz da Aeronáutica na crise dos controladores de vôo, ridicularizando a força aérea. Assessores e um presidente que revidam com grosseria as vaias do povo, ridicularizando o nosso pais.
Roberto Pantoja (Demorô)