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A nova propaganda da Levi´s feita em “stop motion” é de cair o queixo e mostra o quão criativo um americano pode ser!

Abaixo o “making off” da jornada pela América, perceba como a simplicidade pode ser genial!

Roberto Pantoja (Demorô)

A Nike reescreve o futuro da publicidade, mais uma vez, com esta campanha genial para a Copa do Mundo. Uma mistura de social marketing, viral marketing, marketing de guerrilha e várias outras tendências. Este anúncio já atingiu mais de 15 milhões de views somente no YouTube e assim mostra o que uma campanha bem bolada pode influenciar no rumo de uma empresa. Uma lição de marketing para concorrência, que morreria por uma propaganda dessas. Fique maravilhado com o anúncio: “Nike – Write The Future”.

Roberto Pantoja (Demorô)

marketing

Uma coisa que os americanos descobriram há décadas foi que um país se constroi com… marketing! Os pilares de sustentação dos Estados Unidos e do capitalismo são, sem dúvida, as teorias do marketing. Um negócio e um país não existem sem divulgação e principalmente de como é feita essa divulgação. Os exemplos na América são milhares, desde filmes ruins de Hollywood que tem trailers incríveis até a polícia de New York que vende produtos lecenciados há 40 anos para ajudar nas despesas.

Visitando os norte-americanos abservamos as diversas maneiras inteligentes de ganhar dinheiro, sejam os estúdios de televisão de vidro na Times Square, sejam os observatórios pagos no topo do Empire States. Os exemplos estão por todas as partes, sabem ganhar dinheiro de todas as formas possíveis, de mídia espontânea à virais. Todos os países do mundo poderiam aprender com os EUA, muitas vezes apenas os copiando.

Percebo a carência do Brasil neste ramo, assisto a filmes bem produzidos e de bom gosto com um trailer sem nenhum apelo, universidades públicas que não conseguem arrecadar dinheiro e diversos pontos sem sequer uma publicidade. O mundo deveria parar de denegrir os americanos e passar a admirá-los e assim crescer com eles.

Roberto Pantoja (Demorô)

A Derrubada!

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Garoto, ainda novo, adolescente, tive uma idéia para ganhar dinheiro! Como minha casa ficava na rua principal do Lago Sul pensei em instalar hum outdoor no terreno, hum não, três! Logo pensei que deveria ter algum tipo de autorização, como sou correto e otário, fui até a administração do bairro. Contei minha idéia e perguntei se era possível. Obtive a seguinte resposta: “se você colocar receberá uma multa de 2500 reais(não exatamente) por dia após a fiscalização te atuar”. Fiquei perplexo e desisti na hora da idéia e até me senti um marginal! Após alguns dias ví que o próprio adminstrador do Lago Sul possuia outdoors dentro de terrenos para divulgar sua campanha de reeleição, mas isso já é uma outra história.

 

Mais velho fui atrás para saber como era possível essas empresas de “publicidade” possuirem tantos outdoors na cidade, se teoricamente era ilegal. Mais tarde descobri que elas os instalavam sem permissão(nem todas), depois eram atuadas a retirá-los. Como resposta entravam com uma liminar para continuar com o serviço, o processo demorava anos e enquanto isso eles ganhavam seu dinheiro “honesto”! Achei íncrivel, mas como sou correto e otário resolvi procurar outras formas de ganhar dinheiro, legalmente. 

 

Há um ano entrou em vigor em São Paulo a lei para retirar “a poluição visual”, leia-se outdoors. Escutei na CBN uma opinião muito interessante, afirmando que isso descaracterizava a cidade, “Imagine New York sem a publicidade nas ruas!?”. Concordei, afinal uma cidade sem poluição visual é uma coisa muito chata, tipo Brasília.

 

Certas leis, por moda, chegam em todos os lugares e como não podia deixar de ser, chegou na capital! Em poucos dias quase todos os frontlights estavam no chão, até mesmo aquela mega TV que fica na 602 sul e pior ainda, a enorme logomarca do Mc Donald´s da 405 sul, praticamente um símbolo da cidade, cartão postal, quase chorei! Agora me respondam aonde os turistas do Goiás vão tirar foto na suas férias na capital? 

 

Agora que a cidade voltou a parecer uma fazenda, os publicitários vão ter procurar outras maneiras de divulgar as marcas dos seus clientes. Várias empresas vão para o saco e poucas vão superar a crise e arrumar maneiras mais criativas de divulgação. O mercado encolhe em um lado e incha em outro, como sempre! 

 

Demorô (Roberto Pantoja) 

A propaganda deve sim inovar, estimular, te fazer rir e até chorar. Mas depois de um tempo, enjoa. As campanhas do IESB são fantásticas, acompanhadas com maestria pela agência Fischer América. É o super-homem que atravessou o outdoor, o avião, o homem-aranha, o disco voador e… que saco! Ta vendo como cansa. O IESB agora já conquistou mercado. Em poucos anos já é considerada uma faculdade de primeira linha. Com mensalidades no mesmo patamar que concorrentes com mais de 30 anos de história. O primeiro objetivo já foi alcançado, agora seria a hora da segunda investida. E qual seria ela? Agregar valor! Mais valor. Como? Glamorizando, dando prestígio, focando no “método de excelência”, viu como ficou bonito? A sociedade evolui, assim como a publicidade, que é uma ciência humana, mutante, nunca exata. Uma campanha direcionada ao ensino em si, a prática é ótima, mas a teoria que acompanha as grandes instituições. MIT, Harvard, Yale, Michigan, Sorbonne, Oxford, etc. Todas investem nas cores clássicas, no valor do ensino, no peso da tradição, na história. Tudo bem que o IESB tem uma história mais curta que a de um muleke de 12 anos, mas e daí? Sua campanha pode mudar isso, compensar. O mundo gira todos os dias somente para te lembrar de seguir em frente.

 

Roberto Pantoja (Demorô)

Sabin versus Exame

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Qual a importância da um laboratório que faz exames médicos? E da publicidade? Os laboratórios concorrentes “EXAME” e “SABIN” fazem anúncios bem distintos, mas com um mesmo objetivo: vender mais exames! Um acerta em cheio, o outro erra feio. Afinal qual é o real objetivo da propaganda? Vários, o principal: vender! Ganhar dinheiro. Isso mesmo sou capitalista. E você? Otário? Na venda se tem duas opções: ou se vende o produto ou o sonho realizado de obtê-lo. Qual é a melhor? A segunda opção. O nome para isso é: “agregar valor à marca”. É uma boa tática, mas normalmente mal empregada. Afinal certos produtos não têm muito valor a ser agregado, ou são bem mais difíceis de atingir esse objetivo. Por isso às vezes é melhor apostar só no produto. Exemplo? Água! Serve para matar a sede e só. Posso agregar valor? Posso, a marca Evian vende a pureza dos Alpes Suíços, e não água. Agora imagine transformar um produto desses em um sonho, imagine o preço. É bem mais fácil vender água mesmo. Exame médico é como água, é melhor vender exame. O laboratório SABIN anuncia de forma brilhante, vende precisão. E é exatamente o que quero, ter certeza se o meu sangue está contaminado ou não. Já o laboratório EXAME anuncia de forma… inusitada. Vende arte! Arte? Não me interessa arte. Estou preocupado com a minha saúde. Não se médicos escandinavos vão me atender. O mundo está infestado de publicidades ruins. O cara que vende sonho na hora errada e transforma o seu investimento em um pesadelo. É como jogar dinheiro no lixo, na maioria das vezes é o que uma empresa faz ao investir em propaganda.

 

Roberto Pantoja (Demorô)

Propaganda no Japão

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Propaganda da propaganda? Com a demanda de novas tecnologias, tv digital, TiVo, gravador de DVD, SKY +, etc, surge um dilema na publicidade de tv: ou ela muda ou acaba. Por que? Esse novo tipo de tv possui a vantagem de assistir a programação em forma de pacotes. De informação. Você escolhe o conteúdo e quando assistir; tendo a mordomia de apertar o “pause” no meio da novela. E a primeira coisa que qualquer pessoa faz ao adquirir um aparelho desses é deixar de assistir propagandas. E isso é péssimo pra os anunciantes, claro. Primeiro, porque a tv é o veículo de comunicação com maior audiência. Segundo, porque é o futuro, não tem volta. É uma junção incrível: tv, Internet e telecomunicação. Para se ter uma idéia, no Japão 15% da população já possui algum aparelho que grava a programação. O problema é tamanho, que agora está passando na tv um anúncio para os japoneses assistirem mais propaganda. O argumento? “É divertido!”. A publicidade na tv precisa mudar. A solução? Anúncios durante a programação! Verdade, já fazem isso na Globo. Só que de forma ridícula: “Usei Natura. É demais!” Outra solução? TV digital, o usuário interagindo com a programação. Clique no mouse direto naquele carrão que aparece na Malhação e pronto, você vai direto para o site da montadora. Gostou? Aceitamos qualquer bandeira de cartão de crédito. Imagine!? São infinitas as possibilidades. Um pouco distante. Mas aí sim a criatividade vai ser a alma do negócio. No futuro: a tv, o rádio, o jornal, o cinema e a publicidade na tv não vão acabar. Vão apenas mudar. Pense nisso, ou não. 

 

Roberto Pantoja (Demorô)

Lição de moral

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Agora temos lição de moral até na TV. Propagandas dizendo o que é certo e o que não é. Esse é o papel do governo? Da sociedade? Da família? Conturbado esse mundo em que vivemos, não sabemos mais quem deve fazer o que. Os pais não tem mais tempo pro seus filhos, não podem educar, não dá tempo. Pronto esses indivíduos, eu e você, seremos criados pelo mundo. Seja isso bom ou ruim. Alguns terão sorte e quem sabe aprenderão valores. Outros não. A consequência? Vivemos cercados de animais, sem repeito e nem noção de nada. Quem tem culpa? Ninguém. O que podemos fazer? Com a vida que levamos não podemos fazer nada. Logo tudo virou um caos, exatamente como você está acostumado. Garotos apodrecendo em drogas, se matando a troco de nada. Aí que aparece uma ONG com boas intenções. Vamos levar mensagens positivas, vamos mudar o mundo. Ajude ao próximo, olhe para o lado. Abra a janela do carro. Mensagens na TV. Putzs pura ladainha. 

 

Roberto Pantoja (Demorô)

Quem dúvida da midia?

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Nunca se foi tão questionável o poder da mídia! Pode tanto ser uma enorme ferramenta para o bem, como a pior coisa já inventada pelo homem. Está claro que atualmente a segunda opção prevalece. Por que tocar nesse assunto? Tem a ver com o reféns do Iraque, estrangeiros que estão sendo assasinados diariamente. Muitos que foram para lá apenas para ajudar, participando de ONGs humanitárias. O que mostra o absurdo dessas ações terroristas. E onde entra a mídia nisso tudo? Na divulgação dessas ações, se não dessem importância, não teria comoção pública, logo seriam abandonadas. Apartir do momento que você não divulga essas exigências absurdas, não passa na TV, isso acaba. É exatamente o que os terroristas querem nesse caso, chamar atenção para a causa deles. Enquanto estiver na TV todos vão morrer, e país nenhum vai mudar sua política de Estado por causa de um civil. É a simples falta de ética dos proprietários dos veículos de mídia, que preferem uma boa audiência, mais patrocinadores do que salvar vidas. Se acostume, isso é apenas o mundo em que vivemos! 

 

Roberto Pantoja (Demorô)

O Brasil das bundas!

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Fico impressionado como a publicidade pode ser mal empregada! As pessoas tem uma ferramenta super poderosa e usam prá fazer as mais absurdas asneiras. É aquela empresa que quer porque quer economizar e acaba se queimando apenas prá não gastar uns trocados. Fico me perguntando quem pior usa a propaganda, e com certeza é o governo. Quem já viu coisa mais tosca do que aquela propaganda dos “Amigos da Escola”, aparece um cantor de pseudo-hip-hop-pagode fazendo uns passos ridículos. Daqueles quando você era muleque demais prá ter vergonha na cara. E pior ainda aquela propaganda do cara que fica andando pela fábrica cantando “prá aprender a ler…”, acho que os publicitários do governo ficaram meses fazendo um curso na put…, prá como fazer uma coisa horrível. E cá prá nós, essas propagandas te passam alguma coisa? Alguém aqui se lembra dos “Amigos da Escola”? Só lembro de um babaca catarolando! Nunca entendi essa mania dos brasileiros de achar bonito ser pobre! Pegam um cara miserável e mostram ele bem feliz, não sei se é por ser analfabeto ou se é por não ter dinheiro prá comer. Caramba ser nacionalista não é mostrar os pobres do Brasil sorrindo, nossa cultura é toda baseada em pobreza? Tenho certeza que sim, isso já virou cultural. Eu mesmo tava pensando em fazer um site sobre o Brasil, bem nacionalista mesmo, mostrando o regionalismo e toda essas babaquices. E é incrível como pensei desde o princípio em colocar um bando de pobre rindo. Regionalismo brasileiro é juntar um bando de miserável fazendo rapadura e achando lindo fazer aquele trabalho destestável! Gente isso é feio! Vamos fazer o que? Também não sei, não viram que também cai nessa, caramba foram anos colocando isso nas nossas cabeças! Quando visitei outros países tinha a doce ilusão de mostrar o Brasil como um país rico pros gringos, com prédios lindos e desenvolvido. Hoje penso exatamente assim: tô engando quem? Só a mim mesmo! A minha professora mesmo, um dia falou que os gringos acham que todas as mulheres brasileiras são umas piranhas e que isso era absurdo e bla bla bla! E eu falei no meio da aula “e não são mesmo?”, ela como era de se esperar ficou possessa. E disse que se fosse mais nova e etc, nunca ficaria comigo porque era terrível eu falar uma coisa dessas. O problema foi que ela não entendeu o que eu estava falando, afinal essa é exatamente imagem que o Brasil passa, as mulheres que convivemos realmente não são piranhas, eu e você que estamos aqui na internet, mas elas não fazem parte do Brasil! O Brasil é aquele miserável, cheio de gente pobre que vende seu corpo pro primeiro gringo que oferecer um centavo de dólar. Esse é o verdadeiro Brasil, acredite em mim, você não faz parte dele, por que não teria sequer como ler esse texto! Miserável não tem internet! Apenas 1% da população brasileira tem alguma dignidade, são números do SEBRAE! O verdadeiro Brasil tem um bando de piranhas, é a dura e triste realidade de um país sem futuro como o nosso! Nosso país é mesmo mal visto e grandes merdas ter uns prédios espelhados de azul, em qualquer buraco do mundo tem essas mesmas porcarias, essa arquitetura barata elaborada pelo capitalismo pop americano. Logo vamos mostrar o regionalismo, um bando de gente pobre, umas favelas e etc… A única coisa que sabem de nós é que somos um país perdido lá embaixo no mapa mundi, que perfeitamente seria sede de um Jurassic Park por exemplo! É a maior enganação pensar que temos muito a oferecer e mostrar, realmente aqui não tem nada de interessante e o que tem não podemos nos orgulhar, o nosso regionalismo, o que nos diferencia do resto do mundo é algo vergonhoso! Não é bonito uma favela, ou o sertão! É apenas uma consequência da falta de estrutura social que vivemos! Nosso único diferencial é a nossa miséria! O melhor é não mostrar nada, e trabalhar prá fazer algo que preste e diferente, ajudar a essa gente sem futuro a ter uma vida melhor! Assim quem sabe lembram desse buraco em que vivemos! Eu não tenho orgulho de ser brasileiro, mas juro que quero e vou fazer de tudo prá ter! 

 

Roberto Pantoja (Demorô)