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O mundo começa a se globalizar fisicamente, afinal uma revolução virtual já ocorreu, mas o número de pessoas que migram ainda é ínfimo. O número não ultrapassa 6% da população mundial, mas este número quando visto localmente é infinitamente maior.

Em cidades de relevância global, estes números são bastante significativos e em países como os EUA 1/3 da população (100 milhões de pessoas) são imigrantes da primeira geração. As grandes cidades americanas são verdadeiras babilônias, você encontra tipos de qualquer lugar do mundo, o difícil é encontrar um americano.

Cidades como Sydney já existem mais imigrantes do que os locais, o número de chineses é quase o dobro dos australianos. Isto é sem dúvida uma tendência e por isto espere a cada dia um mundo mais globalizado, não virtualmente, mas fisicamente. A tragédia no Haiti mostra bem isso, é uma ajuda sem igual vinda da América, de bombeiros espanhóis, militares brasileiros, de todas as partes do mundo. Uma força global ajudando um país, que por menor que seja tem habitantes de todas as partes do mundo. Isto diminui a tensão e mostra ao mundo que ele é de todos, que não existem bandeiras nem fronteiras, existe sim um lugar enorme em que podemos escolher quando quisermos onde morar.

Doações para ajuda internacional no Haiti:

Cruz Vermelha

Banco HSB
Agência 1276
Conta 14526 – 84
Aos interessados em fazer depósito online, o CNPJ do Comitê Internacional da Cruz Vermelha é 04.359688/0001-51.

Roberto Pantoja (Demorô)

bondi beach

Muitas pessoas já conheceram a cidade e por algum motivo, que desconheço, mentem sobre o lugar. A cidade é fria e mesmo no verão a média de temperatura é de 25 à 18 graus celsios. Hoje por exemplo faz 30 graus, mas não se anime, isso é coisa rara de se ver e de sentir. E sempre no final da tarde o vento bate frio e forte, desanima qualquer um. 

 

A água do mar é muito fria, chega a doer! E mesmo que aumente sua temperatura após o mês de outubro, é preciso muita coragem para encarar um mergulho, mesmo que muitos o façam. Existem lendas de que no norte do país a temperatura da água seja mais agradável, o que duvido muito. Estamos no Oceano Pacífico e nada por aqui tem água quente e não importa o quão próximo da linha do Equador você esteja. Talvez o clima seja mais quente, acredito que só na cidade de Darwin.

 

Admito que foi no mínimo decepcionante vir até aqui e descobrir tudo isso por conta própria, pelo menos agora tem alguém sincero para te alarmar de antemão. 

 

 

Roberto Pantoja (Demorô)

sydney

Tive a oportunidade de conhecer diversos lugares ao redor do mundo e dentre eles, onde a imigração brasileira me surpreendeu mais foi em Sydney. É comum afirmarem que existe centenas de brazucas em Milão, Roma, New York, San Diego, Miami, LA ou entregando pizza em San Francisco. Realmente acontece de esbarrar com alguns brasileiros, mas se você viaja com o intuito de conhecer uma nova cultura, ou seja, fugir da cultura brasileira, dificilmente vai avistar algum. 

 

Em Sydney, ver um brasileiro tornou-se lugar comum, não apenas nos lugares manjados por eles, mas em qualquer lugar. Tentei fugir deles todos os dias, mas é impossível. No metrô ou na cidade, é mais que comum escutar conversas em português, algo surpreendente para mim . Engraçado que o número de brasileiros nem mesmo apareça no ranking de imigrantes em Sydney, acredito que só apareça o numero de pessoas legais, é a única explicação que encontro. Uma boa dica de viajante, se você tiver interesse de conhecer uma nova cultura, uma nova língua, evite sydney. Ou ainda melhor, fuja dos brazucas, até porque a cidade é fantástica e seria uma pena deixar de conhecê-la.

Roberto Pantoja (Demorô)