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Aisha Paulo Fonseca

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Aisha Paulo Fonseca
Biólogo pela USP e Mestre em novas tecnologias do ensino – UnB.

 

Trabalha há 10 anos com Educação a Distância. Atualmente integra a equipe de EaD no Ministério da Justiça.

 

O que seria um aluno aplicado de educação a distância?

 

É muito difícil definir. Diferente do que acontece no ensino presencial tradicional, na EaD o aluno assume um papel muito mais pró-ativo. Muitas pessoas que estão acostumadas ao conforto da carteira de uma sala de aula possuem muita dificuldade nos cursos de EaD. A presença do professor torna cômodo o acesso ao aprendizado.

 

Em um curso de EaD, por vezes nem a figura do professor existe. Cabe ao aluno entender a forma que o conteúdo está disponibilizado e ir em busca do seu aprendizado.

 

Devido à flexibilidade de horários, o aluno necessita de maior responsabilidade.

 

Acima de tudo tem que ser um aluno que queira assimilar o conteúdo, que seja organizado e que esteja disposto a se dedicar, pois o esforço será maior.

 

O que é mais fácil: um curso presencial ou de EaD?

 

Depende do perfil do aluno. O aluno que faz o curso apenas em busca de um certificado, sem se interessar pelo conteúdo, terá mais facilidade com a EaD. O aluno poderá encontrar varias formas de burlar: colocar outra pessoa para realizar trabalhos e provas, utilizar consultas diversas durantes as provas, tentar ter acesso à prova antes, vendo a de um colega, etc. O que fazer para evitar isso? Na minha opinião, nada! Não devemos sacrificar o curso ou o bom aluno para tentar coibir a malandragem. O foco deve ser a qualidade, e afetá-la provavelmente pouco servirá para impedir esses problemas. Quem quer faz, quem não quer sempre encontrará o seu jeitinho, sem saber que o grande prejudicado é o mesmo.

 

Qual é o panorama da EaD no país atualmente?

 

Bastante promissor e muita previsão já está se concretizando. Tivemos a primeira turma de EaD que conseguiu a graduação pela Universidade Aberta (ensino público e a distância). Eles foram submetidos ao Enade e em alguns cursos obtiveram notas melhores do que as conseguidas pelos alunos dos mesmos cursos só que presenciais.

 

Isso serve para mostrar que a EaD tem evoluído bastante, e saído do espaço corporativo para invadir o acadêmico também.

 

Qual seria a diferença da Ead corporativa para a acadêmica?

 

Uma busca conhecimentos, a outra eficiência. A acadêmica é mais dotada de recursos de interação. A corporativa busca economia e rapidez.

 

Como é a estrutura de um curso de EaD?

 

Varia bastante dependendo dos objetivos.

 

Geralmente existe uma plataforma (também chamada ambiente virtual de aprendizagem – AVA). É neste local que acontece o curso. Ela disponibilizará para os alunos: Chat, fóruns, agenda, cronograma, fluxograma e o conteúdo do curso.

 

Também existe a figura do tutor. Ele é responsável pelo acompanhamento do aluno ao longo do curso. Ele é responsável por tirar dúvidas que aluno possa ter em relação ao conhecimento bem como em relação à estrutura administrativa. Outra função importantíssima do tutor é a motivacional. Uma das maiores causas de evasão é o sentimento de solidão que traz a EaD. Nesse ponto o tutor faz a diferença.

 

As avaliações geralmente são presenciais, de acordo com a legislação brasileira.

 

Como que acontecem as interações?

 

Chat, fórum e troca de e-mail são as mais comuns. Teleconferência, telefone e correio também são soluções.

 

O Chat parece à primeira vista uma boa solução, até que você presencie um Chat com ao menos 10 colegas tentando debater um tema. È uma torre de Babel, ninguém se entende.

 

Já o fórum é muito eficiente, pois permite que o aluno participe quando, onde e como quiser. Estudos indicam que em um fórum os alunos conseguem uma interação mais profunda do que a da sala de aula.

 

Quais seriam bons exemplos de cursos de EaD?

 

O bom e o ruim vão sempre variar de acordo com o público a qual ele é submetido. Faixa etária, nível de conhecimento de informática, prazer com o computador são alguns dos elementos que devem ser levados em consideração na hora de montar um curso.

 

Como exemplo de cursos livres, sem necessidade de tutores ou qualquer acompanhamento eu indico:

 

http://www.centredessciencesdemontreal.com/autopsy/index.htm

 

Qual é o seu trabalho?

 

O que eu faço se chama modelador de conteúdo ou designer instrucional. A minha função é, surgida a demanda de algum curso, busca-se uma pessoa que tenha conhecimento sobre a área demandada para que ela selecione o material adequado. Uma vez selecionado esse conteúdo cabe a mim prepará-lo para que possa ser adequado a EaD. Baseado nas possibilidades da EaD, eu busco a melhor maneira de integrá-lo com a ferramenta educacional utilizada (geralmente a internet), e com o público-alvo.

 

Além disso, sou responsável pela capacitação dos tutores para os cursos de EaD. 

 

Perguntas elaboradas por Andrei Almeida

Mulholland Drive

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“Reitor da UNB gasta mais de 400 mil reais com reforma de seu apartamento funcional!” Essa notícia você já deve estar cansado de ler, mas afinal quem se importa? O Brasil está cheio de histórias assim, uns que roubam, uns que aceitam, uns que discordam e a maior parte que não se importa.

 

Alguns tem a seguinte opinião, um homem como o reitor Mulholland deve ter um apartamento a altura de seu nome e principalmente porque recebe importantes visitas. Imagina se o reitor de alguma universidade internacional resolve fechar alguma parceria com a UNB? Talvez ele precise de algumas TVs de LCD para se impressionar e quem sabe goste de jogar seu lixo em uma lixeira bacana, feita de inox? São algumas questões a se pensar, talvez eu ou você não temos gabarito para julgar tamanha preocupação.

 

Outras pessoas acham que o dinheiro da FINATEC, destinado a pesquisas não deveria ser gasto com “banalidades”. A reitoria afirma que as pesquisas não foram prejudicadas, afinal a universidade não possui pesquisas de muita relevância. Possui? Investe? Alguém lembra de alguma coisa importante ter saido da UNB além do seu pai? Me ajudem, não recordo!

 

A verdade é que a UNB não tem relevância em área nenhuma, mesmo que isso te incomode ou te deixe feliz por estudar em alguma faculdade particular. É verdade também que a universidade está largada e abandonada. Faltam equipamentos para diversos cursos e até mesmo coisas básicas como cadeiras. Logo podemos concluir que reformar um apartamento não é bem uma prioridade.

 

O importante é que o nosso querido reitor caia na realidade, pois vive em um país subdesenvolvido e preside uma universidade também subdesenvolvida. Ou ele pensa que, por exemplo, o reitor do M.I.T. venha a Brasília e espere encontrar instalações de ponta e pesquisas de importância? Provavelmente sabe muito bem o que vai encontrar! Recebê-lo em um lindo apartamento ou pagar um almoço no melhor restaurante não vai mudar nada. O propósito é ajudar um país carente e dar aos estudantes a oportunidade de estudar em uma universidade de qualidade, no exterior! Você pensava que fosse o que? 

 

Agora me entra a “turma do contra” e invade a reitoria. Dircursos cumunistas tão relevantes quanto a educação dos mesmos. É uma pena isso tudo, um guerra que ninguém ganha, parece mendigo brigando por um real. Até agora não houve estragos na já destruída UNB, pelo menos. É incrível como o país passou por tantos escândalos e não afetou nenhum desses estudantes, não fizeram nenhum tipo de manifestação. Para mim isso é como bater panela, não serve para nada!

 

Demorô (Roberto Pantoja) 

“A pirataria custa bilhões em impostos aos cofres públicos!”. E assim começa a campanha contra o “mal” chamado pirataria! “Não compre, você está financiando o crime organizado!”. E assim por diante. Quem dá ouvidos? Afinal não vou pagar cinco vezes mais por o que não vale cinco vezes mais. Isso é errado? Então prove o contrário! Vivemos em um país que paga em salário dez vezes menos, cobra cinco vezes mais impostos, e temos que pagar três vezes mais pelos mesmos produtos. Isso é errado? Ninguém vai entrar nesse jogo contra a pirataria. Não dou a mínima se não estou ajudando esse país, afinal ele não me ajuda em nada! Querem me culpar? Estou contribuindo para o crime? Pelo contrário, estou dando trabalho a milhares de pessoas que nunca tiveram oportunidade, que são empreendedores, que lutam todos os dias. Ninguém zela por esses individuos, são esquecidos pela sociedade. E nos culpam também por dar esmola a miseráveis. Dou esmola sim. Estou acostumando mal essas crianças e mendigos? Eles vão trabalhar aonde? Fazer concurso público? Precisa de segundo grau. Vão estudar aonde? Em que escola? Em que faculdade? Na UNB? Na USP? Você já viu pobre nesses lugares? Não existe horizonte para essas pessoas, dou um real por dia, dou algo para comer. Isso é errado? O governo não faz a sua parte, e mascara suas políticas de Estado com cotas para negros, referendo para as armas e campanhas contra a pirataria. Tenho orgulho do meu povo, mas odeio o meu país!

 

Roberto Pantoja (Demorô)

Lei de cotas da UNB

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A Universidade de Brasília acaba de tomar uma decisão infeliz, estabeleceu uma cota de 20% para alunos negros ou pardos. O que isso vai influenciar na nossa sociedade? Com toda certeza em nada, precisamos dar oportunidades para pessoas pobres, e quem é pobre não tem cor. Ontem ví um mendigo ruivo e provalvelmente ele não vai estudar na UNB. E quem disse que os negros e pardos pobres vão entrar na UNB? É óbvio e lógico que não! Apenas os ricos entram lá, quem vai passar num vestibular tão injusto estudando nas piores escolas e não fazendo nenhum cursinho? Ninguém, só os negros e pardos ricos vão entrar na UNB, os que tiveram acesso aos melhores colégios e aos mais caros cursinhos. Ou seja, separar 20% das vagas é um ato de extremo racismo, não estão dando oportunidades a quem precisa (pobres), e vão gerar um preconceito enorme entre os jovens que irão pensar: “aquele cara negro/ pardo roubou a minha vaga”. E dentro da UNB serão certamente mal vistos e tachados de incapazes. Para acabar com o racismo é preciso oferecer os mesmo direitos e não segregar ainda mais. E não para por aí toda essa atitude equivocada da UNB, que se achou muito esperta ao pedir um foto para comprovar que o sujeito é negro ou pardo realmente. E afinal quem sabe disso? Uma foto pode provar isso? E se eu me considerar pardo? A maioria da população brasileira não é parda? Sou pardo e quem é a UNB para duvidar disso? Será que posso tomar sol, ficar queimado, tirar uma foto e me candidatar a essas vagas? A UNB deveria pensar em aumentar o número de vagas, isso sim daria mais oportunidades, e não criar bobagens como essa. É uma prova que os grandes intelectuais brasileiros são uma piada, e por isso que estamos nesse buraco sem fundo. É o famoso caso do esperto que não sabe o que faz, a UNB quis mostrar estar afrente e repetiu uma das maiores burradas já criadas pelo Estado. Quando acreditavamos que só a UFRJ cometeria tamanho equivoco não é que ele se alastra. É a cara do Brasil resolver um problema com um muito maior!

Roberto Pantoja (Demorô)