
No ano passado houve 20 milhões de voos comerciais, dentre eles ocorreu somente 20 acidentes e nem todos fatais. As chances de mortes em acidentes aéreos são menores que 1 um para 1 milhão, já as chances de morte em um acidente de carro e caminhão são maiores que 200 um para 1 milhão. Ou seja, as chances de morrer em um acidente de carro são 200 vezes maiores que em um acidente de avião. Agora lhe pergunto porque existe uma comoção maior com um desastre de avião, que ocorre raramente, do que com a morte de centenas de milhares de pessoas todos os anos nas estradas pelo mundo? Talvez pela raridade do fato, talvez porque seja um transporte de elite ou talvez porque parece que não temos controle sobre um máquina que voa?
Sir Richard Branson, o famoso bilhonário inglês dono da gigante Virgin, está prestes a mudar, de maneira definitiva, o transporte aéreo. Como? A sua nova empresa Virgin Galactic irá transformar a sua viagem de avião em algo completamente diferente. Primeiro porque irá diminuir o tempo de voo em quase cinco vezes, depois porque o “avião” sai da atmosfera, chegando a uma altura de 100 quilômetros, dez vezes mais do que um avião tradicional e com isso será o fim da turbulência. E ainda tornará seus tripulantes em astronautas, já que é considerado um quem viaja a mais de 80 quilômetros do solo. As chances de ocorrer um acidente nesse caso é praticamente nula.
Este ano terá a primeira viagem pela nova compania e custará “meros” 100 mil dólares, bem menos que os 20 milhões dólares cobrados pela estação russa para você virar um turista espacial. A Virgin Galactic terá aeroportos “galácticos” nas principais capitais do mundo, o de Dubai já está iniciando as obras. E mesmo que faltem alguns anos para a compania “galáctica” virar realidade para todos, a espera vale à pena, afinal acidentes como o do voo AF 447 da Air France serão coisa do passado.
Roberto Pantoja (Demorô)